Blast from the Past

Blast from the Past: Super Metroid (SNES)

Demorou mais um tempo, mas enfim Metroid recebeu sua versão definitiva. Super Metroid foi um verda... (por Rafael Neves em 02/09/10, via Nintendo Blast)

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Demorou mais um tempo, mas enfim Metroid recebeu sua versão definitiva. Super Metroid foi um verdadeiro marco na história da franquia. O game para Super Nintendo (ou Super Famicom) melhorou os aspectos novos de Metroid II e trouxe uma característica chave do primeiro game, que foi perdida na sequência: as cores. No Japão ele chegou em 19 de Março de 1994, enquanto aqui no ocidente o lançamento se deu em 18 de Abril do mesmo ano. Considerado por muitos o que se tem de melhor no mundo 2D, é realmente uma pérola a ser sempre lembrada!

De volta a Zebes!

smNa cronologia, Super Metroid situa-se exatamente depois de Metroid II: Return of Samus, quando Samus deixa o bebê Metroid encontrado após a exterminação de Metroids em SR388 (Metroid II) numa base espacial de pesquisa, a Ceres Space Colony. Lá, o último Metroid vivo é roubado por Ridley, o rival de Samus ressurge após ter sido reduzido a pó no primeiro Metroid e na trilogia Prime. Samus segue o vilão até o planeta Zebes, onde descobre que a base dos Space Pirates foi reconstruída e está pronta para reiniciar a clonagem de Metroids. Não é preciso ser um gênio para saber que sua missão será destruir tudo lá dentro! O jogo corre mais ou menos como uma versão expandida do primeiro jogo, já que muitos dos mapas são iguais, afinal, estamos em Zebes assim como no Metroid (NES). Mas ainda há várias e inimigos novos, como por exemplo os chefes principais antes da Mother Brain, pois quando no primeiro eram apenas dois (Ridley e Kraid), em Super Metroid é preciso derrotar Kraid (que deu uma espichada!), Draygon, Phantoon e Ridley. Explorando ruínas Chozo, centros de pesquisa dos Space Pirates e áreas inóspitas de Zebes, Samus vai derrotando quem quer que ponha-se em seu caminho, transformando tudo em uma massa disforme de carne. Após passar por inúmeros desafios, Samus alcança o centro de clonagem de Metroids que, para o seu azar, já gerou inúmeros outros Metroids a partir do bebê sequestrado. A espécie é caracterizada pelo sua cruel forma de ataque: sugar a energia do alvo até a morte! No entanto, depois de  esmigalhar diversos Metroids, um espécime maior aparece, atacando Samus. O Metroid tamanho família suga as energias do jogador até que ele suplique para que o mesmo pare e aquilo que deveria ser uma cutscene não acabe em Game Over! Mas o Metroid não mata a caçadora, pois quando a energia dela está quase que nula, ele interrompe a sucção de vida… Misteriosamente!

super_metroidApós deixar o local, Samus se confronta com a Mother Brain, o vilão do primeiro jogo que volta numa forma dinossauresca e muito poderosa. A mãe-cérebro humilha Samus e, perto do golpe final, o mesmo Metroid que poupou a vida de Samus alguns bits atrás a salva, sugando a energia da Mother Brain. O que ele fazia era uma espécie de resposta ao favor de sua pseudo-mãe Samus, que também poupara a vida do Metroid em SR388. Isso mesmo, aquele era o bebê Metroid. Mas, após absorver uma grande quantidade de energia de Mother Brain e direcioná-la ao arsenal de Samus, o cruel vilão atira com tudo no Metroid, matando-o. Com seu salvador morto na frente de seus olhos, Samus não tem mais motivos que não a levem a atirar um Hyper Beam em cheio em Mother Brain, estripando o chefe de uma vez por todas. Mas o vilão deixa sua carta na manga para o final, com sua morte, o sistema de auto-destruição da base dos Space Pirates é iniciado, mas Samus consegue escapar antes que a base e todo o planeta Zebes vire pó… Junto a seus maiores inimigos e amigos… E daqui que começa o enredo do novo jogo: Metroid Other M!

Relíquia em duas dimensões

smNão há como questionar todo o esplendor de Super Metroid, não é toda desenvolvedora que consegue criar um mundo tão grande, orgânico e obscuro como o planeta Zebes e obrigar o jogador a não só superar seus desafios, mas explorá-lo a minúcia atrás de novos Energy Tanks e Misséis. Comparado aos dois jogos lançados anteriormente, Metroid (NES) e Metroid II Return of Samus (GB), este é inúmeras vezes maior e mais profundo, não é a toa que quase foi cancelado várias vezes durante o desenvolvimento, mas seu sucesso foi tanto que quase foi colocado como extra em Metroid Prime 2: Echoes. Super Metroid trazia uma imensidão de power ups, alguns novos e outros clássicos. Haviam vários tipos de armaduras que aumentavam o poder da Power Suit, como os upgrades para Varia e Gravity Suit. Diversos tiros que iam do Ice Beam ao Hyper Beam e uma série de outros como Speed Booster e Screw Attack.

sm2E se você acha que os diversos visores de Samus nasceram em Metroid Prime, saiba que Super Metroid trazia uma visão raio-x, o X-RAY Scope, que permitia detectar lugares escondidos nos cenários. Toda a capacidade do SNES foi levada ao limite para reproduzir os cenários variadíssimos de Zebes, como a vulcânica Norfair e a tenebrosa Wrecked Ship. As músicas se tornaram ainda mais clássicas e memoráveis neste game, graças aos arranjos muito bem trabalhados. Chefões ganharam dimensões maiores, como o Kraid, que antes era do tamanho de Samus e agora nem cabe na tela mais. Inimigos puderam ser mais detalhados, assim como o cenário que, graças à riqueza de detalhes, conseguia trazer irregularidades que, quando descobertas, poderiam ser passagens-secretas, paredes falsas e por ai vai.

Este também foi o primeiro Metroid a se sentir uma experiência sólida de sentimentos e emoções da heróina Samus, afinal, enquanto no primeiro Metroid ela só pulava e atirava, no segundo ela, no máximo, poupava a vida de um único Metroid. Mas o desfecho de Super Metroid é épico por conseguir trazer toda a profundidade daquele cena clássica entre Samus, Mother Brain e o Metroid mesmo com apenas 16-bits! 

Super_Metroid_Poster_by_GuruMog

Rafael Neves é estudante de psicologia na UFBA e planeja ingressar no mundo da literatura como escritor. A paixão por videogames e a vontade de escrever unem-se na experiência como jornalista do ramo. Também trabalha em sua HQ virtual. Encontre-o no Facebook.

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