O Marketing da Nintendo geração por geração - Parte 1

Desde o primeiro momento em que a Nintendo passou a criar e produzir jogos eletrônicos, a empres... (por Gustavo Rocha em 05/08/12, via Nintendo Blast)

Desde o primeiro momento em que a Nintendo passou a criar e produzir jogos eletrônicos, a empresa necessitou aplicar diversas técnicas de persuasão a fim de cativar seu público para a compra dos consoles e jogos eletrônicos. Naturalmente, o marketing aplicado pela gigante se modificou drasticamente ao longo dos anos, mas jamais se desviou dos principais conceitos da empresa: o de divertir e o de ser diferente. E, nessa matéria, você confere algumas das principais estratégias e propagandas usadas pela empresa, e aproveita pra conferir o que deu certo e o que não funcionou tão bem assim, ao longo de todas as gerações.



Identifique os desejos, e os atenda!


Para quem não sabe, o termo marketing é usado para, em poucas palavras, definir o ato de uma empresa realizar contato com seu meio externo, a fim de gerar maior valor à marca através da constante satisfação dos clientes e, claro, aumentar seu valor econômico, trazendo assim meios para sustentar a empresa também internamente (da mesma forma que um jogo de estratégia em tempo real, onde você busca suprimentos para aumentar o poder da sua base, por exemplo). Basicamente, a grande missão do marketing é identificar os desejos do público alvo, e atendê-los!

Apesar de o conceito principal ser aparentemente simples, o termo Marketing possui inúmeras vertentes, e acaba por ser algo realmente complexo para ser explicado de uma única vez. Na verdade, isso seria simplesmente impossível em um único artigo com esse. Mas já que por aqui gostamos de falar da Nintendo, vamos explorar um pouco sobre um dos lados do marketing mais curiosos na empresa: a propaganda. E claro, mesclar com suas respectivas ideias e conceitos usados em cada geração.



Deixe nas mãos do céu!



Uma empresa de boa identidade deve começar tendo um nome com no mínimo um bom conceito. O nome Nintendo, criado em 23 de setembro de 1889, no japonês, é derivado de três kanjis que juntos significam o provérbio japonês “deixe nas mãos do céu” ou “deixe o destino para o céu”. Isso é claramente uma das primeiras estratégias de marketing e propaganda usadas pela empresa, já que o nome passa um ar de superioridade, como se a Nintendo fosse algo relacionado a alguma divindade.

Criar e inovar, pra começar!


Vamos pular todo o período dos anos de 1889 até 1963, época em que a Nintendo estava ainda em busca de um segmento preciso, e começar em 1964, ano em que o primeiro departamento de pesquisa chamado de “Games” viria a surgir. Partimos daí para o ano de 1981, período em que de fato a empresa entrou no mercado de games com seus primeiros grandes personagens: Donkey Kong e Jumpman (que viria futuramente a ser o saudoso Mario), criados pelo ainda jovem Shigeru Miyamoto.


 Dois anos depois, a empresa viria a produzir o seu primeiro sistema com cartuchos: o Famicom, ou Family Computer, primeiramente lançado no Japão. Em dois meses, o aparelho vendeu aproximadamente 500.000 unidades, e consolidou a empresa como uma das pioneiras do ramo de games.




Mas como a Nintendo pôde ter tanto sucesso nas vendas em tão pouco tempo? Claro que o fato de o Famicom ser um produto extremamente inovador colaborou bastante para isso, mas um grande motivo é também toda a propaganda realizada também com base nos personagens carismáticos, que já estavam consolidados graças aos portáteis Game & Watch. 





O público já sabia que a compra de um Famicom seria garantia de diversão por muitos anos.
Em 1985, o Famicom foi lançado nos Estados Unidos, sob o nome de Nintendo Entertainment System, ou NES, e de lá se difundiu para outros países - inclusive para o Brasil - espalhando  mundialmente a imagem da Nintendo.

Em 1986, com a atualização do Famicom para Famicom Disk System, surge o primeiro The Legend of Zelda, e o personagem Link é apresentado pela primeira vez ao público, junto do Game & Watch da franquia. No mesmo ano também foi lançado o aclamado Kid Icarus, e o fantástico Metroid, que introduziu a caçadora Samus Aran no mercado gamer.
Em 1989 é lançado o Game Boy, primeiro portátil de cartuchos. Mais uma grande força que viria completar o cerco da gigante por muitos anos.


Verificando todo esse período, percebemos que, por ser pioneira no ramo dos jogos eletrônicos, a Nintendo se tornou uma empresa Top of Mind  do setor, isto é, uma empresa que está sempre em primeiro lugar na mente do consumidor que busca entretenimento. As pessoas iriam desde o início lembrar da Nintendo, seja por toda a revolução tecnológica proposta pela empresa, por seus personagens e jogos divertidos, ou por suas propagandas mirabolantes.
Vale lembrar que esses anúncios em grande maioria expressavam o “poder” que a empresa dava aos jogadores, que poderiam se sentir mais fortes e corajosos ao jogar aqueles games. Sem contar que demostravam muito também o poderio gráfico dos consoles, que obviamente era maravilhoso para a época (e ainda é).

Abaixo, você confere uma série de anúncios publicitários da produtora, rodados nas televisões dos anos 80.












Futuro constatemente promissor!


Dá pra ver que a empresa que começou em 1889 com um comércio de cartas Hanafuda conseguiu achar o seu caminho, ao entrar para o negócio de jogos eletrônicos no século XX. E por mais que tenha demorado quase um século inteiro para isso, a empresa pôde encontrar um segmento certo, o que é essencial para se seguir com qualquer ação futura de marketing. 

E com todo o poder garantido por ela, até muito além dos anos 90 a empresa viria a ser extremamente reconhecida por todo o mundo, independente da faixa etária das pessoas. Tudo isso resultado de muita inovação, criatividade e principalmente visão, expressados por um marketing completamente bem sucedido.

Essa foi a primeira parte da matéria sobre o marketing da Nintendo. Fique atento, pois na próxima vamos abordar o marketing da empresa em todo o período de 1990 e, claro, mostrar mais propagandas pra lá de malucas. Tem algum anúncio que você se lembra e queira falar? Comente!
Revisão: Mateus Pampolha 
Gustavo Rocha escreve para o Nintendo Blast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.
Este texto não representa a opinião do Nintendo Blast. Somos uma comunidade de gamers aberta às visões e experiências de cada autor. Escrevemos sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0 - você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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