Blast from the Past

Daze Before Christmas (SNES): ajude o bom velhinho a salvar o Natal

Tendo todos os seus ajudantes sequestrados, o Papai Noel precisa sair do seu confinamento, enfrentar o boneco de neve do mal e salvar o Natal.


Numa belíssima aventura no melhor estilo plataforma, relembre conosco o raro jogo do Papai Noel para Super Nintendo, Daze Before Christmas. Resgatando seus elfos mágicos, salvando suas renas e recuperando todos os presentes de Natal, encarne o próprio Santa Claus contra um maldito boneco de neve que tenta a todo custo estragar um dos dias mais especiais de todo o ano. Vamos ajudar o nosso amigo de barba branca a salvar o Natal? Quem sabe ele não nos reserva um belo presente pelo ato de bondade.


É Natal nos videogames 

Jogos de temática natalina não são muito comuns de se ver. Com algumas raras exceções, normalmente como fases especiais, são poucos os títulos que se valem de uma das melhores épocas do ano como pano de fundo. Pensando nessa dificuldade e na importância do Natal para tantos leitores do Blast, inclusive este louco redator que vos escreve, procurei nos meus baús de tesouros por algo que me remetesse ao Natal e aos videogames. Não demorei muito para encontrar uma pérola que marcou minha infância, principalmente meu Natal de 1998.

Minha mãe sabe o que faz. Ganhar de presente de Natal o jogo do Papai Noel foi inesquecível.
Em meio a alguns exemplares da antiga revista Herói, tazos do Máscara, bonecos dos Power Rangers, figuras adesivas de Pokémon e uns mangás dos Cavaleiros do Zodíaco, encontrei um antigo cartucho de Super Nintendo que me remonta a algumas lindas lembranças do Natal. Era uma “fita” de um jogo natalino, sem caixa e capa, que por muitos anos chamei apenas de “As aventuras do Papai Noel”, que ganhei de presente de Natal em 1998, mas que só hoje descobri que se trata da versão europeia do jogo Daze Before Christmas.


As malditas criaturas que tentaram acabar com o meu Natal.
Daze Before Christmas é um jogo inicialmente desenvolvido para Mega Drive pela empresa norueguesa Funcom, lançado pela Sunsoft em 1994 e que teve uma versão para o Super Nintendo na Europa e na Austrália. Uma versão americana até foi planejada, mas foi cancelada antes de ser entregue pelo velho Noel nas casas das crianças bem comportadas, que não aprontavam durante o ano. É um dos últimos jogos a ser lançado pela divisão americana da Sunsoft.

Roubaram o bom velhinho

Quando dizem que nossas capitais estão cada vez mais violentas, nunca pensei que fosse para tanto. Porém, se até o bom velhinho, ser magicamente do bem, não é poupado dos vilões, temo cada vez mais pela nossa segurança. Um maldito boneco de neve (este não receberá seus presentes de Natal, pois foi um menino malvado) sequestra os principais ajudantes do Papai Noel. Elfos, renas e até presentes foram levados pelo enevoado vilão, pondo em risco o Natal de todas as pessoas ao redor do mundo (agora sei por que não ganhei meu presente em 1994).


O jogador tem o controle do próprio Santa Claus, com direito a saco de presentes e uniforme completo de Papai Noel. Correndo, pulando e atirando magia(!?), o bom velhinho demostra que seu físico um pouco fora de forma não atrapalha em nada sua difícil tarefa de resgatar seus ajudantes pelas 30 fases do jogo.

O bom velhinho ostentando a boa forma.
Santa enfrenta inimigos como ratos gigantes, brinquedos e bonecos de neve usando seus poderes mágicos para transformá-los todos em presentes de Natal inofensivos. Ele também pode coletar um power-up que o faz disparar chamas que derretem o gelo. Além de deteriorar seus inimigos, a magia do Papai Noel também pode ser usada para abrir os presentes de Natal espalhados em torno dos níveis. Contudo, esses presentes podem conter inimigos, power-ups ou até bombas — cada presente é uma surpresa.

Hadouuuuken.
Seu contador de vida é medido na tela por chapéus de Natal, que representam quantos hits nosso fofinho pode tomar antes de perder a vida. No decorrer dos estágios, ainda podemos coletar mais chapéus para repor a energia perdida e seguir firme pelo bem de todas as boas crianças.

O Lado Negro da Força

Nem mesmo o mais puro e bondoso dos personagens está protegido das tentações do lado negro da Força. Numa das características mais marcantes do jogo, o Papai Noel adquire a capacidade de se transformar em seu irmão gêmeo do mal, "Anti-Claus". Ao beber uma xícara de café (ainda bem que o professor Girafales não tem esse poder), Santa toma a forma do seu lado do mal, uma versão diabólica do chefe do Natal. Como Anti-Claus, ele é invencível, mas se torna incapaz de usar sua magia ou recolher os presentes.

Jedi ou Sith? 
Em pequenos intervalos entre as fases, o Papai Noel distribui para a galera os presentes recolhidos durante sua missão. Sobrevoando as cidades no seu trenó, o bom velhinho arremessa com impecável pontaria os presentes de Natal pelas pequenas chaminés em vários locais ao redor do mundo.    

Enquanto descansava após uma noite exaustiva de trabalho, tentando correr contra o tempo para aprontar tudo para a noite de Natal, Papai Noel é roubado em pleno sono. Todos os seus ajudantes suas renas e até os presentes haviam sumido. O maldito boneco de neve do mal acabou estragando os planos do Noel, fazendo com que ele precisasse parar momentaneamente os preparativos e tentar salvar sua noite especial, tão aguardada pela garotada.

Um colorido e inesquecível Natal

Com uma trilha sonora belíssima, toda com temas natalinos revisitados com novos arranjos, trazendo um ar de modernidade e tradicionalidade, o jogo encanta os jogadores desde a primeira vista. Até os gráficos estão bem polidos, coloridos e bem detalhados. Outro detalhe que merece destaque é a animação do personagem principal. Papai Noel desliza fluentemente, com uma linda movimentação pelos cenários. Algo brilhantemente bem feito se comparado com os jogos da época.

A jogabilidade surpreende pela fluidez.   
A jogabilidade também não fica atrás. É tão intuitivo e fácil controlar Noel, que em poucos minutos estamos familiarizados com a mecânica do jogo. Por falar em poucos minutos, algumas fases não rendem mais do que 30 segundos de jogo, enquanto outras são um pouco mais longas e cheias de desafio.

Duendes, corram para as montanhas!
A diversidade de cenários, mesmo mantendo o tema do Natal presente, agrada, alternando níveis de montanhas, casas, cavernas e até fábricas de brinquedos. Os inimigos também são bem diferentes e combinam com cada um dos estágios: morcegos, pinguins, duendes, ratos, tanques de guerra e até pedras destruidoras saltitantes. Ainda temos as batalhas contra chefes. Entre bonecos de neve e ratos operários, não será fácil salvar a noite de Natal.


Mr. Weather, o último chefe do jogo.
Derrotando o Mr. Weather depois de uma alucinante batalha aérea, com direito a raios e trovões, conseguimos, enfim, evitar que o Natal fosse por neve abaixo, resgatando seus bons ajudantes elfos e as inseparáveis renas. Com os presentes de volta na sacola, a magia do Natal seguirá para sempre, ou pelo menos enquanto existir alguém que acredite no bom velhinho. E por falar nas festividades e magia do Natal, ele está quase chegando. Que tal reviver uma das mais fantásticas aventuras natalinas dos videogames, ajudando o querido Papai Noel mais uma vez? Já tirei meu cartuchinho do baú e iniciei as primeiras seções de sopro para ver se consigo fazer ele funcionar na noite do dia 25. Já até escolhi meu presente, e você, vai querer o que de Natal este ano?


Revisão: Alberto Canen 
Capa: Douglas Fernandes 





Ítalo Chianca escreve para o Nintendo Blast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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