Desenvolvedores comentam diferenças entre versões de Fire Emblem If (3DS)

Em entrevista a revista Famistu, eles garantem que cada versão será um jogo completamente distinto, apenas com enredo interligado.

Anunciado recentemente, Fire Emblem If (3DS) terá como principal inovação, a existência de três versões do jogo. Duas já anunciadas, e uma para o futuro contendo as duas anteriores mais um terceiro cenário de enredo. Convidados pela revista Famistu, os desenvolvedores do jogo, Yokota Kenki, Maeda Kouhe e Masahiro Higuchi, comentaram sobre alguns dos aspectos do próximo título da série.



Famistu: Esse jogo nos apresentou a idéia de múltiplos caminhos a se seguir dentro do enredo, então, por favor, expliquem o conceito por trás dessa novidade:
Yokota Kenki: Fire Emblem If sempre foi concebido como um jogo onde o jogador precisa caminhar entre entre duas grandes nações envolvidas em uma intensa guerra. Para esse tipo de história, o enredo principal mudar de acordo com as escolhas efetuadas pelo protagonista foi uma idéia que tanto a Nintendo quanto a Intelligent Systems gostaram, desde o começo do desenvolvimento. Ainda, a habilidade de customizar um personagem foi uma característica que veio para ficar na série, então pensamos em que desta vez o ideal seria transformar o personagem customizável no protagonista, e isso está em consonância com a escolha de enredo.
Maeda Kouhe: A customização do protagonista foi aprimorada em relação ao apresentado em Fire Emblem: Awakening, então será possível editar ainda mais aspectos do personagem.
Famitsu: Quais as diferenças entre os dois lados da história, as duas versões?
Maeda: Em "Hoshido" [um dos reinos a que o jogador pode aliar], o jogador pode livremente lutar suas batalhas e treinar suas unidades, além disso as condições de vitórias são bastante simples. Por outro lado, "Nohr" [o outro reino possível de se aliar] tem oportunidades menores para treinar as unidades de menos recursos. A estratégia dele se desenvolve ao redor de como treinar adequadamente cada unidade. As condições de vitórias são bastante variadas, como capítulos com limites de turnos, ou atacar/defender um objetivo, e etc. É muito mais profundo estrategicamente.
Maeda: Apesar de cada jogador ter sua própria percepção, o  lado"Nohr" não necessariamente será absurdamente difícil. Os jogadores podem escolher o modo normal ou casual, então mesmo jogadores de primeira viagem poderão aproveitar bem o jogo.
Yokota: O número de capítulos e enredo de Hoshido, Nohr e do terceiro cenário é o mesmo de Awakening. Todos serão baixáveis também, então estamos apresentando um volume considerável de conteúdo.
Famitsu: Os personagens que são aliados em um caminho, serão inimigos no outro?
Meda: Sim, eles serão inimigos formidáveis. Ainda que já tivéssemos explorado a idéia de aliados virando inimigos em jogos anteriores, isso ainda não foi implementado em grande escala. Como este jogo será desenvolvido com múltiplas possibilidades de enredo, acredito que essa característica será bem implementada desta vez.
Famitsu: Aliás, fale mais sobre esse terceiro cenário? Quem serão seus aliados, e não estarão aliados a nenhum dos reinos?
Yokota: Isso é algo para ficar para o futuro, não é assunto para tratarmos nessa entrevista.
Higuchi: Apesar de não ser necessário complementar nenhum dos dois caminhos para poder jogar o terceiro cenário, nós esperamos que os jogadores tenham interesse o suficiente no jogo para ter completado pelo menos um dos dois caminhos antes do terceiro. 
Famitsu: Alguma outra coisa para ser dita?
Higuchi: Neste jogo traremos de volta uma mecânica que nunca mais foi usada depois de Fire Emblem Gaiden (NES) [segundo jogo da série, exclusivo do Japão]. As armas não terão mais limite de uso, poderão ser utilizadas quantas vezes você quiser. Entretanto, existirão variáveis sobre a habilidade e desempenho de cada arma. Ao invés de economizar as armas, a estratégia será em torno de quais delas deverão ser equipadas.
Fire Emblem If (3DS), em suas duas versões iniciais, será lançado em 25 de junho no Japão e no ano que vem para o ocidente. Apesar da existência das duas versões, os desenvolvedores prometem que serão dois jogos distintos, apenas com enredo interligado, e que os jogadores que optarem por uma, poderão jogar a outra através de DLCs disponíveis para compra.

Fonte: Famistu - Via: Kantopia
Lucas Palma Mistrello é historiador, mestre pela Universidade Federal de São Paulo. Redator nos Blasts desde 2012, começou com os games com o Atari 2600 e é eclético em gênero e temas: vai de COD e Medal of Honor a Pokémon e Zelda com a mesma vontade. Sempre está de olho nos comentários das postagens.

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