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Majora's Mask 3D - Parte 7 - O alvorecer da Manhã de um Novo Dia

Minha batalha chega ao fim com a libertação de Termina da prisão do ciclo do Tempo.


O fim se aproximava. Mas não o fim apocalíptico que o rosto daquela Lua assustadora mostrava no céu. A minha jornada está prestes a ser concluída e eu tinha certeza de que com a ajuda dos Gigantes que eu havia despertado, poderia impedir os planos loucos de Skullkid. Eu já havia auxiliado o máximo de pessoas em Clocktown e consertado muitos problemas que aquela criança travessa tinha causado em Termina. A única coisa que me restava era reencontrá-lo no topo da Torre do Relógio na hora derradeira novamente e mostrar que não iria desistir tão facilmente.

Preparando-se para o último combate

Antes que eu decidisse tocar a “Song of Double Time” e avançar o tempo até a noite do Carnaval, no Terceiro Dia, havia algo muito importante que eu precisava obter. Da última vez que eu estive no Milk Bar, um dos clientes havia me falado que depois que o Romani Ranch havia conseguido retomar as encomendas do estabelecimento, graças a minha ajuda, eles possuíam uma bebida especial. Voltando ao local, falei com o barman e descobri que o líquido em questão se tratava do Chateau Romani, um leite diferente que ao ser consumido garantia poder mágico ilimitado ao usuário. Mesmo com o preço salgado de 200 Rupees, não pensei duas vezes e comprei o produto. Eu tinha a sensação de que precisaria de um estoque ilimitado desse leite para os desafios que viriam pela frente.
Só com mágica infinita para enfrentar os perigos que vinham pela frente.

Agora, com meu poder revitalizado, eu finalmente estava preparado para reencontrar Skullkid. Então, toquei a “Song of Double Time” e avancei até a Noite do Último Dia. Como da primeira vez, os fogos do carnaval explodiam na noite estrelada e a Lua estava mais próxima do que nunca. O caminho para o topo da torre se abriu e eu pude subir pela lateral normalmente, sem precisar me transformar em Deku Link e usar a flor para me lançar ao ar, como antes. Lá, reencontrei Skullkid e observei enquanto ele ria da minha cara e invocava os poderes da máscara para tentar jogar a Lua contra o mundo.

A diferença era que, dessa vez, eu não me desesperei quando o contador começou a me indicar que faltavam apenas cinco minutos para o fim trágico. Eu peguei a ocarina e, sem fugir voltando no tempo, toquei a canção dos Gigantes, a “Oath to Order”. Não demorou muito para a terra começar a tremer e Skullkid se assustar com os gritos guturais que vinham à distância. Ao som da bela melodia desses espíritos, eu vejo uma cena impressionante! Os seres se manifestam aos poucos vindo das diferentes direções de Termina e se aproximam de Clocktown. Com a Lua quase caindo sobre a cidade, os Gigantes erguem seus braços e, juntos, usam suas forças descomunais, parando o corpo celeste em pleno ar!
Uma ajuda literalmente "gigante"!

Vitória! Finalmente o desastre iminente havia sido impedido! Tatl se reencotrava com seu irmão Tael e as fadas comemoram junto de mim o nosso sucesso. Skullkid estava desmaiado no meio do topo da torre e Tael tentava convencer sua irmã de que o menino travesso não era mau, mas estava se sentindo muito sozinho e havia se deixado influenciar pelo poder sombrio da máscara. Antes que Tatl pudesse argumentar mais com seu irmão, uma voz estranha se faz ouvir. Como se fosse um boneco sem vida, Skullkid é erguido no ar e a voz comenta que “uma marionete sem forças não passa de lixo”. Eu percebi que aquele que falava não era mais o jovem, mas a própria Majora’s Mask!

Um vórtex sombrio saiu da boca da Lua e carregou a máscara, que havia largado o corpo de Skullkid, até seu interior. Os olhos assustadores do corpo celeste brilharam ferozmente e eu pude ouvir um forte rugido: “Eu vou consumir…… Consumir, tudo!”. A Lua começou a sua descida novamente e os Gigantes pareciam estar atingindo seu limite. Tatl me implorou para eu voltar no tempo outra vez, mas Tael estava disposto a entrar no portal e ir atrás da máscara. Tatl não queria deixar seu irmão ir sozinho, então ela se juntou a mim e entramos no vórtex, onde apenas víamos um brilho muito forte a nossa frente.
Agora o negócio ficou sério!

No mundo da Lua

Quando o clarão diminuiu e voltei a enxergar, não podia acreditar no que estava vendo. Eu estava no meio de um campo, com uma gigantesca árvore no meio. Pássaros cantavam ao longe e uma leve brisa dançava pela grama e flores. Como isso era possível? Eu realmente estava no interior da Lua ou estava apenas sonhando? Não demorei para me lembrar que não podia perder tempo com divagações e me dirigi até a árvore que se encontrava diante de mim. Quando me aproximei, vi que havia crianças correndo ao redor delas. Mas não era apenas isso que era estranho. Ao olhar mais de perto, percebi que elas estavam usando as máscaras dos bosses das dungeons!
Eu estava mesmo na Lua?

Ao decidir falar com uma delas, a criança me faz perguntas estranhas e me pede máscaras. Sem saber bem o que fazer, decido lhe dar alguns de meus itens. Agradecida, a criança que usava Odalwa’s Remains me convida para jogar um jogo de pique-esconde. Aceitando, sou transportado para um local muito parecido com Woodfall Temple, onde preciso utilizar todas as habilidades da Deku Mask para cruzar os perigos da câmara e encontrar a criança em um quarto. Ela me pede ainda mais máscaras e, depois de lhe entregar, voltamos novamente para a árvore.


O processo se repetiu ao me aproximar das outras crianças. O que mudava era somente a quantidade de máscaras que cada uma me pedia. Os desafios consistiam em percursos que eu precisava cruzar usando os poderes das minhas máscaras de transformação e alguns dos itens que eu conquistei ao longo da minha jornada. Alguns requisitaram várias tentativas, outros foram mais simples. No final, eu sempre encontrava a criança e ouvia uma frase misteriosa dela.
O desafio Goron foi, de longe, o mais difícil de ultrapassar.

Quando eu finalmente terminei todos os desafios que “as crianças da Lua” haviam me imposto, eu olhei para a árvore e vi que havia uma última criança sentada perto das raízes. Ela parecia assustada e estava usando a Majora’s Mask! Ao falar com ela, ela ficou triste ao ver que eu não tinha mais nenhuma máscara além das três de transformação (Deku, Goron e Zora). Ela queria brincar de “bandido e mocinho” comigo, mas dizia que sem a máscara apropriada, não teria graça. Assim, ela me entrega a última máscara do game, a Fierce Deity Mask. A descrição dizia que aquela máscara pertencia a uma divindade poderosa que havia combatido os poderes sombrios de Majora no passado. Por que será que a criança estava me entregando um item tão poderoso? Poderia ser uma armadilha?
Hora do confronto final.

O “mocinho” contra o “bandido”

A criança Majora não me deu muito tempo para pensar em minhas escolhas, pois fui levado para uma câmara misteriosa. Parecia fruto de algum sonho psicodélico onde formas e cores dançavam pelo chão, paredes e tetos. As máscaras dos bosses saíram de minhas mãos guiadas por uma mágica estranha e se fixaram nos quatro cantos da sala. Ao avançar, vi que Majora’s Mask se encontrava na outra extremidade da sala e, de repente, a máscara se soltou da parede e tentáculos saíram de dentro dela. Sentindo que a batalha final contra esse ser maligno estava prestes a começar, decidi experimentar minha nova máscara. Ao colocar a Fierce Deity Mask, meu corpo se transformou completamente e adquiri uma forma adulta. Além da aparência quase divina, eu tinha uma espada gigantesca e podia sentir que nenhum imigo seria páreo para meu poder!

Majora tentava me atacar investindo com toda força contra mim, mas bastava utilizar os raios de energia que minha espada lançava para atordoá-la e deixá-la vulnerável a meus ataques. Ela tentou invocar as outras máscaras dos bosses para se defender, mas foi inútil. Mesmo com elas vindo de vários lados, pude transformá-las em cinzas com apenas alguns golpes. Quando concentrei meu foco em Majora, atingi ela com toda minha força e fiz a máscara tremer e ficar flutuando por alguns instantes no meio da sala.
Muito mais do que apenas uma simples máscara.

A sensação de que aquilo não era o fim da batalha se confirmou quando vi pernas e braços saírem de dentro da máscara, além de um olho gigante saltar de seu topo. Diante de mim estava Majora’s Incarnation, a forma humanóide de Majora’s Mask. Fazendo palhaçadas como uma criança boba, a criatura corria de um lado para o outro da sala tentando fugir de mim, enquanto dançava danças bizarras para me confundir. Ela se contorcia de dor ao receber os raios de energia de minha espada e bastaram alguns golpes para que ela corresse desesperada para o meio da câmara novamente.
Majora's Incarnation é a melhor dançarina que eu já vi. Dança até o moonwalk!

Majora se transformou mais uma vez. Seus músculos dobraram de tamanho e uma cabeça ameaçadora surgiu em seu topo. Além disso, tentáculos semelhantes a grande chicotes cresceram em seus braços. Parecendo uma visão demoníaca, eu me encontrava diante da forma final dessa abominação das trevas, Majora’s Wrath. Mesmo usando os poderes da Fierce Deity Mask, o monstro era implacável em seus ataques. Tive que ser rápido para desviar dos golpes ferozes com os tentáculos e os peões cheios de espinhos que ela jogava para me atingir. Foi somente depois de atingir ela várias vezes e de garantir que Majora não poderia contra-atacar, que o monstro finalmente parou de se mexer e se dissolveu em cinzas.
A última forma de Majora não tem chance contra o poder de Fierce Deity!

Um Novo Dia

Com a ameça de Majora’s Mask eliminada, eu vi enquanto a gigantesca Lua se dissolveu em poeira e a manhã de um novo dia, em que o Sol brilhava mais vivamente do que nunca, alvoreceu para Clocktown e toda a terra de Termina. Eu estava no meio de Termina Field, do lado de fora da cidade ao lado de Epona e de um Skullkid muito confuso. O menino olhava para os quatro Gigantes e parecia emocionado. Ele estava feliz que seus antigos amigos ainda se lembravam dele e decidiram ajudá-lo, mesmo depois de todo o mal que havia causado a Termina. Tatl e Tael se juntam ao Skullkid e ele permanece em silêncio enquanto os Gigantes partem para  longe, voltando ao seu longo sono protegendo as diferentes regiões de Termina.
Meu novo amigo.

Um pouco envergonhado, Skullkid me pede desculpas pelos problemas que me causou e me pergunta se eu poderia ser seu amigo. Ele até fica impressionado que eu tenha o mesmo cheiro que uma certa criança-fada que um dia lhe ensinou uma canção nos bosques de Hyrule. Antes que ele possa continuar a conversa, olhamos para o lado e vemos o Happy Mask Salesman se aproximar de nós. Carregando a máscara demoníaca em suas mãos, como se fosse apenas um objeto comum, ele me agradece por ter lhe devolvido seu item tão precioso, agora livre de todo o poder sombrio. Ele fica contente por ver que eu fiz tantas pessoas felizes nesses três dias e que as máscaras que eu tenho estão repletas de felicidade. E assim, tão misteriosamente quanto ele havia aparecido, o vendedor me deseja boa sorte em minha jornada e desaparece ao longe, sempre sorrindo.
Até mais vendedor! Vê se cuida pra não te roubarem essa máscara demoníaca de novo, hein?

Com Termina segura e o carnaval prestes a começar, Tatl me pergunta por que não apresso e continuo minha jornada em busca de meu amigo perdido. Sem hesitar, eu monto em Epona e lanço um último olhar para aqueles três seres curiosos. Enquanto cavalgo pelo campo, consigo ouvir um simples, mas gratificante “Obrigado” pairando ao longe. Os fogos explodem nos céus sobre Clocktown e posso ouvir risos, danças e muitas felicidades vindos do coração da cidade, agora que seus habitantes não são mais prisioneiros das armadilhas do tempo.
Hora de celebrar o carnaval!

Enquanto eu assitia o desenrolar dos créditos passarem pela tela do New 3DS e acompanhava o destino curioso de vários personagens que conheci ao longo de minha incrível jornada, eu sentia uma mistura de diferentes sensações. Eu estava feliz por ter cumprido minha missão e ter ajudado tantas pessoas, mas, ao mesmo tempo, sentia um vazio por dentro, como se algo houvesse sido arrancado de dentro de mim. Eu havia vivido uma história incrível, cheia de alegrias, descobertas e muitos perigos para enfrentar. E mesmo sabendo que teria que me despedir dessa jornada tão surpreendentemente bizarra e recompensadora, eu sabia que jamais poderia esquecer o que havia experienciado. Assim como um desenho de mim, das fadas e dos Gigantes estava gravado em um tronco de uma árvore no meio do bosque, a aventura de Majora’s Mask ficaria para sempre guardada no meu coração.
Uma história bizarra mas com um final feliz!


Fim.

Revisão: Luigi Santana
Capa: Nívia Costa
Luís Antônio Costa é graudado em Ciência da Computação pela UFRGS. Apaixonado por games desde que ganhou seu primeiro Master System e conheceu Sonic, também é amante da ciência e um devorador de livros. Além do Nintendo Blast, também faz alguns textos para o Medium e pode ser encontrado no Facebook e Twitter.

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