Blast from the Past

Resident Evil 0 (GC/Wii), a verdadeira origem da série

Capítulo conta o que aconteceu antes das aventuras de Jill Valentine e Chris Redfield na Mansão Spencer.

Quando nos aventuramos por Resident Evil (PS), de 1996, ou mesmo seu remake, para GameCube, de 2002, ou ainda sua versão HD, para as plataformas mais recentes, fomos apresentados à história da Equipe Alpha dos S.T.A.R.S., elite da polícia de Raccoon City, que parte em busca da Equipe Bravo, que foi designada a uma missão nas Montanhas Arklay e não entraram mais em contato. No desenrolar da história, encontramos membros da equipe perdida, como Rebecca Chambers, mas nunca soubemos de fato o que houve naquela floresta. Agora, com uma versão em HD confirmada, mais pessoas conhecerão a história de Resident Evil 0, que surgiu no GameCube e deu as caras também no Wii.

A origem de tudo

Calma, ainda não é sobre a história do jogo, mas sobre sua concepção. A quinta geração foi um tanto quanto difícil para a Nintendo. O N64 não fez o mesmo sucesso que o SNES, e o que seria um periférico deste acabou se tornando seu maior concorrente até hoje, o PlayStation. Com isso, várias empresas migraram para a Sony, como a então Square Soft e sua franquia Final Fantasy. Mas nem tudo estava perdido. Nintendo e Capcom se unem no que seria o primeiro Resident Evil exclusivo para os consoles da Big N: Resident Evil 0.
A única aparição de Billy Coen além de RE0 e sua representação em The Umbrella Chronicles foi nos arquivos da versão de N64 de RE2.
O desenvolvimento do jogo ia muito bem, obrigado, mas uma das principais inovações previstas, o sistema de parceiros, alternando os protagonistas, não estava funcionando adequadamente no hardware do Nintendo 64. Com isso, o projeto acabou movido para a plataforma seguinte, o GameCube. Mas a semente já estava plantada: o Nintendo 64 ganhou o que seria a versão mais completa de Resident Evil 2, num trabalho fenomenal da Capcom para colocar tanto conteúdo em um cartucho. Essa é a única versão em que encontramos arquivos sobre Billy Coen, que dividiria os holofotes com Rebecca nesse novo projeto.

GameCube, a casa de Resident Evil

Na sexta geração a parceria entre Capcom e Nintendo se estreitou ainda mais, principalmente em se tratando de Resident Evil. Nada menos do que seis títulos da franquia saíram pro cubo roxo, e o primeiro deles foi… o remake de Resident Evil. Bom, parecia muita enrolação, mas o título original da franquia recebeu aquela que seria sua versão definitiva e abriria caminho para que, ainda em 2002, Resident Evil 0 fosse finalmente lançado.

Após o imenso sucesso e repercussão do remake, o título de origem ficou um tanto quanto apagado. Poucos eram os donos de GameCube (o lanterninha da geração), o que o deixou ainda mais obscuro. Mas, ainda assim, o título foi muito bem recebido. Para os fãs da franquia, foi uma maravilha, já que amarrava muitas (muitas mesmo) pontas soltas no enredo da série. A trama já envolvente ficava mais densa aqui, e os nintendistas acabaram ganhando mais uma pérola.
Mas isso não era tudo. A Capcom queria que os fãs da Big N tivessem a experiência mais completa em se tratando de Resident Evil e lançaram ports de Resident Evil 2, Resident Evil 3: Nemesis e Resident Evil CODE: Veronica X. Para concluir o contrato (para alguns um péssimo desfecho), ainda tivemos Resident Evil 4, outro lançamento exclusivo para GameCube.

Quando o trem sai do trilho

Nesse momento, Shinji Mikami, o idealizador da franquia, e a Capcom se desentenderam e o mesmo deixou a companhia onde alcançou grande sucesso. A partir disso as coisas começaram a mudar, não necessariamente para melhor.

Antes exclusivo para GameCube, Resident Evil 4 acabou ganhando versão para PS2, o que foi bom pra franquia, que alcançou um público maior. Em seguida, o mesmo título chegaria também ao Wii, console que ganharia diversos títulos da série, entre eles Resident Evil 0 e o remake do original, ainda exclusivos para plataformas Nintendo.
Com o anúncio por parte da Capcom de que uma versão HD Remaster está em desenvolvimento, com lançamento previsto para o começo de 2016 e com membros da equipe original envolvida, temos certeza de que o resultado será excelente. Resident Evil HD Remaster deu um visual ainda mais refinado à franquia e uma opção mais atual de jogabilidade. E é isso que esperamos ver nessa nova remasterização.
Originalmente lançado pra GameCube e com versão pra Wii, esse título finalmente saiu da Nintendo pra atingir um público ainda maior. Porque todos devem ter a oportunidade de experimentar uma história tão envolvente como essa, que mesmo anos após seu lançamento original ainda desperta curiosidade de fãs da série e do gênero. Uma pena, porém, que as plataformas da casa do Mario tenham ficado de fora.

Enfim, a história

Enviados às Montanhas Arkley para investigar assassinatos suspeitos, a Equipe Bravo dos S.T.A.R.S. enfrenta problemas e acaba se perdendo na floresta. Rebecca, médica e novata da equipe, parte sozinha, quando se depara com um veículo de transporte capotado e policiais mortos. Entre os documentos, avista a ficha de Billy Coen, um militar condenado à morte que estava sendo transportado. Agora, além de investigar as mortes misteriosas, também tem que se preocupar com o assassino a solta.

Ao ser atacada por cães “selvagens”, Rebecca acaba entrando no Ecliptic Express, um trem que se encontrava parado num trilho que passava ali na floresta. E é então que a aventura de fato começa. Nossa jovem médica investiga o trem quando se depara com o primeiro zumbi. Quando está em perigo, é salva por Billy Coen, o tal prisioneiro, o que a faz duvidar se ele é realmente culpado. O ex-militar, por sinal, será seu parceiro pelo resto da aventura.
Os dois se unem para saírem de tal situação, resolvendo mistérios e adentrando no pesadelo que é a Umbrella. O trem os leva até instalações da companhia, onde desvendam tudo que é feito às escondidas em Raccoon City, principalmente nas instalações nas montanhas, há décadas.

Pessoas ligadas ao passado de Spencer e outros vilões da série são retratados aqui, principalmente nos arquivos encontrados pelos ricos cenários. O que já era instigante no título original, aqui fica ainda mais envolvente. Explicações para o que vimos nos demais jogos da série saem daqui.

Após “solucionados” todos os problemas, Rebecca e Bily se despedem. O prisioneiro é dado como morto e segue seu caminho, encerrando, até aqui, sua participação na série. Rebecca avista a Mansão Spencer e parte para o que acredita ser um abrigo. Pobre Rebecca...
Resident Evil 0 atingiu um nível muito alto, principalmente em se tratando de uma "continuação". As versões de GameCube e Wii são cobiçadas até hoje, não só por colecionadores, e com a vindoura versão remasterizada, mais pessoas poderão desfrutar dessa obra de arte do morro de sobrevivência. E você, já aproveitou esse jogo ou vai fazê-lo  com sua remasterização?

Revisão: Alberto Canen
Capa: Felipe Araújo
José Carlos Alves é graduando em Construção Civil pela Fatec. Apaixonado por videogames desde que se entende por gente. É também colecionador. Escreve por influência das muitas revistas de jogos que leu (e ainda lê).

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