Nintendo quer ser mais proativa com licenciamentos para filmes e séries

Empresa tomará a iniciativa para produção de conteúdo licenciado a partir de suas IPs, mas garante que manterá qualidade compatível.

Há alguns meses, na penúltima reunião com os acionistas da empresa no Japão, a Nintendo sinalizou que pretendia ser mais aberta para o licenciamento de suas séries para diversas finalidades, como um parque temático, e também para filmes e séries de TV. Nesse sentido, vale lembrar dos vários rumores acerca da produção de uma série live-action (atores de carne-e-osso) de Zelda, que, na última notícia, estaria em poder da Amazon Instant Video, iniciando as filmagens em agosto. Além de uma suposta parceria com a Disney.


Na última reunião, ocorrida após a E3, Satoru Iwata mostra que a empresa continua com essa proposta em mente, mas desta vez, o executivo aponta que a Nintendo será mais proativa nesse tipo de negócios. Isto é, não irá esperar produtoras e empresas solicitarem o uso das IPs (séries e personagens) da Nintendo, e sim, irá procurá-las para realizar esse tipo de conteúdo. Iwata garante, também, que essa iniciativa será feita com moderação. Acompanhe:
Estamos discutindo internamente se deveríamos ser mais proativos nesse sentido, e é imperativo que tenhamos uma estrutura global para distribuir esses negócios por todo o planeta. Como uma grande parte de nossas vendas vêm de fora do Japão, temos várias idéias em mente para parcerias com licenças através da América do Norte e Europa. E essa expansão não seria limitada à publicidade, pode ser feita de várias formas, como filmes ou programas de TV. Apesar de eu não estar certo de quais exatamente serão essas formas, é seguro dizer que, para obter negócios lucrativos com licenciamentos, a Nintendo correrá riscos que acreditamos serem válidos e que trarão retorno.
Por outro lado, não foram poucos os licenciamentos que terminaram com pilhas de produtos parados após a popularidade desses licenciamos terem uma vida muito curta. Isso, com certeza, arruinaria o valor das IPs da Nintendo e não aumentaria o valor da empresa a longo prazo. Nesse sentido, gostaria de destacar que nossos planos não são simplesmente aumentar o número de projetos, mas ser mais proativo que no passado, tomando decisões que possam aumentar nosso valor a longo prazo. 

Fonte: Nintendo
Lucas Palma Mistrello é historiador, mestre pela Universidade Federal de São Paulo. Redator nos Blasts desde 2012, começou com os games com o Atari 2600 e é eclético em gênero e temas: vai de COD e Medal of Honor a Pokémon e Zelda com a mesma vontade. Sempre está de olho nos comentários das postagens.

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