Pokémon Blast

Top 5 Fakémon, os Pokémon de mentirinha

Encare o jogo de sete erros para saber quem é quem e fique afiado para quando os “vazamentos” da sétima geração de Pokémon começarem.


Perto de um lançamento ou muito longe de um lançamento, muita gente começa a roer as unhas e ficar desesperada com o que está por vir em qualquer série, e com Pokémon não é diferente. A franquia tem muitos fãs ao redor do mundo e nada mais natural que eles manterem a chama acesa e cultuar Pokémon criando sozinhos seus próprios monstros de bolso, debatendo ausências, pontos a melhorar nos jogos e sugerindo novas formas de conduzir a trama.

Muitas imagens (duvidosas) começam a pipocar nos fóruns e sites de fofocas anunciando dados inéditos obtidos com supostas entrevistas (em off) com programadores da Game Freak ou obtidos simplesmente por meio de vazamentos. Elas estampam em letras garrafais novos jogos ou novas criaturas.

Às vezes o tiro sai pela culatra, com montagens muito malfeitas e com pouca fidelidade ao traço do mestre Ken Sugimori, o ilustrador das artes oficiais dos jogos. Mas muitos Fakémon, ou Pokémon de mentira, são bem-feitos ou tem a apresentação certa e isso acaba confundindo alguns fãs. Confira algumas e tente não cair no jogo de sete erros, porque agora os boatos e teorias sobre a vinda da 7ª geração estão crescendo graças a divulgação das novas formas de Zygarde.

1. Aobasubasu


Hoje jogar uma demo no seu 3DS é moleza, mas na época do Nintendo DS não tinha essa história, isso só era possível por Download Play se aproximando de outro portátil ou de uma máquina que distribuísse as demos.

No Japão, várias máquinas rodando demos de Pokémon Diamond & Pearl foram distribuídas pelos Pokémon Centers, as lojas de varejo com produtos oficiais da franquia. Infelizmente elas não tinham muita coisa nova escondida, apenas Roserade e Riolu que, de qualquer forma, tinham relação com Pokémon já existentes. No mais quem deu as caras foram os iniciais e o Buizel, que já tinha aparecido no Filme Pokémon Ranger e o Lendário Templo do Mar, de 2006 ainda.
Esses flashes não enganam ninguém.

Todos estavam se conformando a esperar até o lançamento até que apareceu uma foto de Aobasubasu, aparentemente uma forma evoluída do Turtwig, com a característica carapaça e a forquilha, só que mais desenvolvidas e ainda contando com garras e presas afiadas. E mais, tinha uma imagem da suposta forma intermediária também para confirmar que essa seria sua forma final.

Só tinha um problema, se ele fosse encolhido, Aobasubasu não caberia na tela do DS! O sprite era 10 pixels mais alto. Parece que foi ambição demais do criador (desconhecido). Tinham mais erros também: as cores do modelo eram chapadas, não possuíam sombreamento. O nome do Fakémon tinha sete caracteres, sendo que nos jogos japoneses o limite é cinco. E para terminar, o estilo é diferente dos demais sprites. Bem, mais sorte na próxima geração.

2. Pandough 


Saindo detrás das moitas sem avisar, Ursaring metia medo no anime, disparando Hyper Beams para tudo quanto é lado. Nos jogos não era diferente, ele tinha um ataque altíssimo comparado com os demais atacantes e podia causar muito estrago em quase todo o mundo. Afinal, seu tipo normal garante dano quase que totalmente neutro, exceto por duas resistências e uma imunidade de tipo. Mas todo esse estrago muitas vezes não tinha nem chance de acontecer, seus Base stats de agilidade (55) e defesas (75 cada) são baixos, deixando o pobre urso sem garantia de usar os seus 130 de ataque e sem resistência para esperar até a sua vez de atacar.


"Papai, eu quero ser assim quando eu crescer".
Nada mais justo que dar a esse pobre urso-pardo uma chance de brilhar, e quem sabe até evoluir para…… um panda. Tudo bem, eles não são exatamente parecidos, apenas a marca na barriga que representa a lua nova sugere alguma semelhança. Contudo, vale lembrar que nessa mesma 2ª geração, uma rêmora evoluía para um polvo (você mesmo, Remoraid), derrubando por terra — ou por mar no caso — a hipótese de que a linha evolutiva do Pokémon tem que ser parecida entre si.

Mas era 1º de abril de 2002, a data em que todo mundo mente pelos cotovelos e azar de quem levar a sério. Posteriormente, o usuário Raichupacabra admitiu a “farsa” no site Pokemasters.com.


3. Korechu

Hey, You, Pikachu! bem que merece um remake.

Nem sempre boatos e falsos vazamentos vêm de fóruns com um planejamento gráfico capenga ou em artes de mal-gosto. O adorável gatinho Korechu vinha numa scan insuspeita: com uma textura de fundo legal, misturado com outros Pokémon que tinham uma resolução e acabamento razoáveis — sem dar destaque apenas para ele —, e funcionando como um brinde para quem experimentasse o novo Hey, You, Pikachu!, que supostamente sairia para o Nintendo DS.

Mas olhando mais atentamente, muitas questões começam a aparecer: por que tem uma Roselia gigante tapada por todas os elementos da página? Porque Korechu tem orelhas tão pontiagudas embaixo se os gráficos são poligonais? E por que todos os outros Pokémon são imagens tiradas do GameCube se a plataforma de lançamento será o Nintendo DS?

Talvez porque o scan tenha sido divulgado em 1º de abril de 2005 e, como depois foi descoberto, esse FakeShinx foi obra de um fã, neste ciclo sem fim de Fakémon.

4. Iniciais de tipos Dark, Psychic e Fighting


Toda geração é sempre a mesma história, seguindo a lógica da brincadeira da pedra, papel e tesoura, os Pokémon iniciais têm tipos com vantagem triangular entre si, ou seja, um tem vantagem sobre o outro, que tem vantagem sobre o outro — que tem vantagem sobre o primeiro dos três. Isso torna o jogo mais interessante para novatos, mas para quem já conhece, a expectativa sempre é de que a Game Freak surpreenda e lance novos tipos para os nossos companheiros de jornada, gerando novas possibilidades nas batalhas.
Os iniciais de Kalos certamente são bem interessantes, suas formas finais possuem tipos secundários com vantagem triangular uns sobre os outros, no entanto apenas complementam a vantagem do tipo primário. Assim, Greninja vai ter ainda mais vantagem sobre Delphox, que vai ter menos dificuldade ainda com Chesnaught, que vai ter ainda mais chance contra Greninja.

A região de Kalos, aliás, teve os seus iniciais divulgados ainda no primeiro trailer. Já a região de Sinnoh, não. Isso foi um prato cheio para a criação de starters com tipos irreverentes mantendo o sistema de vantagens, dentro e fora do 1º de abril inclusive.

5. Ípsilonformes

Designs muito bem-feitos, hein?
Depois do anúncio de Pokémon X e Y (3DS), toda a fanbase entrou em polvorosa pela internet, debatendo desde variações fenotípicas até como diferenças de cromossomos seriam responsáveis pela distribuição dos Pokémon entre os cartuchos. Bem distante do que esperaria se ver em um jogo de Pokémon, hein?

Muitas teorias falavam de coisas mais bizarras ainda e seria preciso mais do que conhecimento prévio de inglês para entender o jogo: seria preciso abrir as apostilas de biologia na parte de genética. Isso motivou muita gente a ilustrar isso, e alguns Fakémon ficaram muito bons, lembrando o estilo das artes oficiais e tendo formas de letras “X” e “Y”.

Porém, tudo se provou ser papo de cientista da Equipe Rocket, as formas temáticas de letras “X” e “Y” foram reservadas apenas a Xerneas, Yveltal e às Mega Evoluções do Mewtwo e do Charizard. E na verdade essa scan usa as passagens do trailer do jogo em que o Pikachu aparece na Floresta de Santalune. Numa dessas, para agradar esse público que adora letras em tudo, quem sabe não lancem algum “Pokémon Alfabeto”, só com Unows.
Quem disser que o Xerneas tem forma de "Y" precisa de um par de Scope Lens.
E aí, o que acharam desses Fakémon? Por enquanto é o máximo que temos já que a Nintendo não anunciou nenhum jogo da série principal nesse novo Direct, não é?. Enquanto isso, aproveite e poste nos comentários se você tem algum Fakémon favorito. Até a próxima semana e muito obrigado pela leitura. Não se esqueça de usar Detect para não ser inundado pelos Fakémon dos fãs que estão ansiosos, e agora mais ainda, pelo anúncio de algum jogo com a Complete Forme do Zygarde na capa.
Revisão: Luigi Santana
Capa: Leandro Alves
Rafael Buffon é formado em Jornalismo pela UPF e redator no Nintendo Blast. Além de videogames portáteis curte literatura, jazz e é apaixonado pela banda Velvet Underground.

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