Desenvolvedores comentam como Zelda os influenciou em seus trabalhos

Dos criadores de Gears of Wars a Darksiders, desenvolvedores comentam como a experiência ao jogar Zelda os influenciou.

Assim como Pokémon faz seu aniversário de 20 anos, a série Zelda também comemora seu jubileu de 30 anos em 2016. O portal GameSpot entrevistou alguns desenvolvedores de jogos atuais sobre como a experiência com a série de Link, e os conceitos criados por ela,e os influenciaram em seus trabalhos atuais, como Gears of Wars e Darksiders.


O desenvolvedor da série Gears of Wars, Cliff Blesziski ressalta o uso dos itens e ferramentas como importante marco da jogabilidade de Zelda, saber usá-los e depois explorar o mundo com essas novas habilidades é algo que tentou colocar em seus jogos, além disso a todo o sentido de nostalgia e simbolismo que a aventura de Link proporciona:
Zelda é importante por sua influência, mas também pelo que ele significou. Ele pode ser uma projeção de nossas infâncias. A primeira vez que joguei Zelda, ele realmente me fez sentir novamente como uma criança, de volta às florestas ao redor de Boston. 
 Você vai muito ao subterrâneo em Zelda. O que você também faz em Gears of Wars. E estando no subterrâneo pode ser perigoso psicologicamente, pode ser cansativo. Então quando você consegue sair de uma dungeon e voltar ao mundo lá fora, você respira um pouco de ar fresco, e vê como ele é brilhante e ensolarado.
Joe Madudeira, roteirista de histórias em quadrinhos e posteriormente de jogos, uma das mentes por trás de Darksiders, jogo que assumidamente teve forte influência de Zelda, não poderia ficar de fora:
Criar um mundo 3D com puzzles, e novos itens, e ter a quantidade certa de dificuldade e progresso. A sensação de aprender a usar tudo o que você é apresentado com perfeição para poder seguir adiante. Zelda fez isso há 30 anos, e ainda passa esse bastão para outros jogos. Ele influenciou nosso entendimento do que os jogos podem ser. Muitos de nós ainda estamos entanto emular isso 

Para o diretor de Darksiders, seus jogos foram uma forma de dizer que "vamos fazer um Zelda para adultos!" Segundo David Adams, Zelda foi marcante e ainda consegue se manter como uma série atual:
Eu ainda me lembro no primeiro Zelda, onde você precisava colocar bombas em todos os lugares procurando buracos e salas secretas. Eram apenas algumas poucas salas, mas era a busca por elas - e o sentimento de conseguir encontrar uma - que tinha aquele ar de descoberta.
Eu confio na Nintendo. Eles têm o conhecimento necessário para continuar trabalhando a fórmula de Zelda e mantê-la atual, e eu acredito que ela se manterá relevante por um bom tempo ainda. Pense em alguma outra grande série, e veja se estaremos falando dela ainda daqui três décadas.
Já o desenvolvedor indie David Hellman, atualmente trabalha com uma história em quadrinhos chamada Second Quest,  junto com Tevis Thompson, co-autor da história em quadrinhos, e autor do popular "manifesto gamer" chamado Saving Zelda, onde faz duras críticas a série e aos jogos desde Ocarina of Time. Apesar de não ser baseada diretamente em Zelda, Second Quest tenta trazer parte dos sentimentos enfrentados no desafio do jogo original do NES. Mas Hellman também critica os rumos que Zelda tomou.
"Eu acredito que Zelda talvez tenha se perdido algumas vezes. Eu acho que a Nintendo, talvez, precise sair um pouco de suas fórmulas para seguir em frente.", afirmou. Ele também acredita que A Link Between Worlds (3DS) foi o melhor jogo da série nos últimos tempos por conta da exploração proporcionada:
É aquele sentimento de descoberta. É aquela dinâmica entre o mundo de fora e o mundo subterrâneo. É aquele grande espaço aberto onde se escondem as dungeons, as quais te apresentam os seus testes. A Nintendo fez coisas muito boas com os Zeldas modernos, mas eu quero que eles tentem algo novo, eu quero algum desenvolvedor capaz de encontrar novos modos de apresentar aquele sentimento de descoberta novamente.
Em comemoração ao aniversário de 30 anos da série, o Nintendo Blast vêm publicando vários textos sobre sua História em #Zelda30th.

Fonte: GameStop
Lucas Palma Mistrello é historiador, mestre pela Universidade Federal de São Paulo. Redator nos Blasts desde 2012, começou com os games com o Atari 2600 e é eclético em gênero e temas: vai de COD e Medal of Honor a Pokémon e Zelda com a mesma vontade. Sempre está de olho nos comentários das postagens.

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