#Zelda30th: o Futuro da Lenda

Entre remakes e expectativa para o próximo título, o futuro de Zelda é brilhante.


Depois das origens, da era de ouro e de muitas polêmicas, The Legend of Zelda começou a dar seus passos na geração atual dos consoles da Nintendo, composta pelo 3DS e Wii U. Observa-se uma celebração maior ao passado nessa nova era, com um respeito enorme aos clássicos muito bem recebidos — talvez por conta da recepção meio dividida do público dos últimos lançamentos. Hoje iremos falar da era atual de Zelda, a Era Moderna, e o futuro de seus jogos.

Potencial do novo portátil — Ocarina of Time 3D (3DS)

Quando o Nintendo 3DS foi anunciado em 2010, muitos se surpreenderam com uma demo técnica presente no evento: um pequeno trecho do Water Temple de Ocarina of Time (N64), com o inventário inteligentemente localizado na tela de toque e o efeito 3D adicionando uma imersão fantástica para a já conhecida fase. A recepção dessa demonstração foi muito positiva, fazendo com que muitos fãs implorassem que a Nintendo refizesse Ocarina por completo para o 3DS.

E os pedidos foram atendidos, com o primeiro remake da história da série sendo feito: Ocarina of Time 3D. O jogo não só atualiza os gráficos para o hardware mais potente do 3DS como também faz pequenas mudanças por todo o jogo, tornando-o uma experiência mais fluida. A tela de toque ajuda muito com o inventário, permitindo uma troca rápida e precisa dos itens que você precisa usar no momento. As armas que, quando ativadas, levam o jogo à visão de primeira pessoa, permitem que você controle a câmera com o giroscópio do console, tornando isso uma experiência incrivelmente mais precisa.

O jogo foi um dos títulos de lançamento do 3DS e foi muito bem recebido. Para muitos, esse remake é a prova que Ocarina of Time continua um jogo ótimo mesmo passados quase 20 anos de seu lançamento original.

A desculpa pelo atraso — The Wind Waker HD (Wii U)

Depois do GameCube e do Wii, todos esperavam que o próximo console da Nintendo já fosse anunciado com um trailer do próximo Zelda em desenvolvimento o acompanhando. Infelizmente, com o Wii U, isso não aconteceu.

Só contando com uma demo técnica da série no dia de seu lançamento, acabou que o console teve praticamente todo o seu período de lançamento sem nenhum anúncio referente à franquia. Isso mudou quando em janeiro de 2013, Aonuma apareceu em um Nintendo Direct pedindo desculpas pela demora do Zelda exclusivo do console e explicando que o jogo não estaria presente na E3 daquele ano. Entretanto, como pedido desculpas, eles estavam refazendo The Wind Waker para o Wii U.

Muitos se surpreenderam com o anúncio, mas ficaram felizes. O jogo consegue aproveitar o hardware do Wii U muito bem, mostrando-se na qualidade gráfica imensa (o visual cartunesco ajuda) e a tela de toque do GamePad sendo usado para uma mudança de inventário intuitiva. A reta final do jogo também foi refeita a fim de torná-la menos tediosa e mais fluida, o que todos consideram uma ótima mudança. O jogo foi um sucesso de críticas e vendas, tornando-se um dos primeiros jogos do console e considerado, em consenso geral, como obrigatório para quem o possui.

Nostalgia bem aplicada — A Link Between Worlds (3DS)

Finalmente o momento de um Zelda exclusivo de 3DS chegou, mas ele foi anunciado com pouquíssima comemoração. A partir de um trailer jogado em um Nintendo Direct, A Link Between Worlds apareceu para os fãs da série.

Era notável o que eles queriam alcançar com o jogo: nostalgia. Desde o primeiro vídeo, era perceptível o quanto o jogo pegava de A Link to the Past, com o mapa do overworld sendo exatamente o mesmo. Dungeons com vários momentos que remetiam às dungeons presentes em ALttP também iam aparecendo conforme o jogo se aproximava de seu lançamento, muitas vezes compartilhando o mesmo nome com as encontradas no jogo de SNES.

Sequência de A Link to the Past, o jogo contava a história de um novo Link, descendente do herói do jogo de SNES, que solicita a assistência dos Sages para impedir a ressureição de Ganon e salvar a Princesa Zelda. Embora a história seja um lugar-comum bem grande para a franquia em si, o que surpreende em ALBW é a sua nova forma de não-lineraridade.

Agora o jogo não é mais só não-linear no caminho que você toma, mas também em qual arma você quer usar e em qual dungeon você quer explorar. As armas não são mais encontradas durante o decorrer da jogatina, mas podem ser alugadas em uma pequena loja que se instalou em sua casa. Cada puzzle tem várias formas de ser resolvido, já que você pode estar sem a arma necessária para a resolução mais simples, e o jogo não impõe mais uma progressão óbvia na ordem das dungeons, sendo cada uma explorável a qualquer momento.

Mudanças para os três dias — Majora’s Mask 3D (3DS)

Com o sucesso de Ocarina of Time 3D, os fãs começaram a pedir muito que Majora’s Mask recebesse o mesmo tratamento. Em novembro de 2014, durante um Nintendo Direct e com muita festa sobre o anúncio, Majora’s Mask 3D foi anunciado.

Dos remakes feitos da série até o momento, MM3D é o que apresenta mais mudanças para o original. O jogo agora é bem mais acessível e necessita de bem menos “dedicação”, na falta de palavra melhor, do jogador. O Bombers’ Notebook agora é extremamente confiável, contando com um planejamento certinho do horário de cada um dos vários habitantes de Termina. Os chefes agora tem pontos fracos óbvios e você pode controlar o fluxo do tempo, permitindo que o período de três dias dure muito mais do que o habitual.

O jogo foi bem recebido, e as mudanças podem ser encaradas como inteligentes adaptações para os tempos atuais. Para os mais saudosistas, infelizmente, elas acabam tirando um pouco da diversão da obra original.

Retorno da festa multiplayer — Tri Force Heroes (3DS)

A espera por Zelda U continuava exaustiva em 2015, com pouquissímos detalhes anunciados do jogo. Majora’s Mask 3D, para muitos, foi nada mais que um tapa-buraco para a espera, assim como The Wind Waker HD também havia sido. Todos tinham esperança de alguma surpresa aparecer na E3 de 2015. E, de fato, ela aconteceu.

O retorno do estilo de jogo presente em Four Swords conta com a troca de quatro Links por três e uma nova mecânica de roupas, que dão poderes dos mais variados para quem as usar. O jogo conta com um multiplayer vastamente superior ao encontrado em Four Swords e, embora divertido,não consegue deixar de soar como mais um tapa-buraco, cooperando com sua recepção morna.

O futuro

The Legend of Zelda completou ontem trinta anos, e com muitos motivos para comemorar. A série não para de receber jogos de qualidade, por mais que não contem comuma recepção única para os jogadores. Infelizmente, cada vez mais o Zelda U vira um mistério, já que o pouco que sabemos dele é pura especulação, nada concreto. Mais um tapa-buraco está vindo aí, por mais que conte com uma qualidade perceptível: Twilight Princess HD.

É provável que Zelda U saia em 2016, já que de fato é o ano de comemoração da série. Sua provável abordagem “mundo aberto” será uma grande mudança para a franquia. O lado bom dos videogames é que eles podem se adaptar muito sem perder a essência, o que está acontecendo com Zelda pouco-a-pouco.

Agora, basta comemorar. Parabéns, The Legend of Zelda e obrigado pelos trinta anos de diversão!

Revisão: Robson Júnior
Dácio Augusto é estudante de Gestão Financeira na Fatec e redator no Nintendo Blast. Cercado de jogos desde pequeno, foi crescendo e aprendendo a fazer avaliações mais lúdicas do que objetivas.

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