Os jogos preferidos de Super Nintendo — Flávio Priori

Os redatores do Nintendo Blast celebram o Super Nintendo e seus jogos.

O bom e velho Super Nintendo comemorou seu vigésimo quinto aniversário aqui no ocidente. Que boa oportunidade para relembrar alguns jogos que marcaram um dos consoles de maior sucesso da história dos videogames! A lista aqui, evidentemente, não é a dos “melhores jogos”, mas é daqueles por qual guardo um carinho especial e que, ao mesmo tempo, considero bons títulos por si só.

Goof Troop

Meu SNES veio direto do Paraguai, logo, ele tinha algumas diferenças. A principal delas é que ele não veio com o cartucho de Super Mario World, mas de Goof Troop, jogo estrelado por Pateta e Max, feito pela Capcom e lançado em 1993. E eu recomendo ele para todo mundo, sempre que posso.

A ação é simples, mas Goof Troop traz alguns puzzles bem interessantes, principalmente na segunda metade do jogo. As combinações de itens para abrir caminho pelos mapas do jogo são muito divertidas. Jogar de dupla também é bem legal, já que tanto Pateta como Max têm características próprias (Pateta é mais forte enquanto Max é mais rápido). Ainda hoje é um jogo leve e bem bacana para ser jogado. Detalhe: uma das mentes por trás do desenvolvimento é Shinji Mikami, que depois ficaria famoso com Resident Evil.

Final Fight 3

Final Fight foi uma das séries de maior sucesso da Capcom no começo dos anos 90. Apesar disso, só comprei esse cartucho porque meu irmão não queria Mortal Kombat 3. Apesar de ter virado a cara na hora, no final foi uma boa escolha.

Final Fight 3 tinha bons gráficos para a época, mesmo com algumas quedas de frames regulares (não que eu me importasse com isso na época). O mais divertido no jogo era descobrir as rotas alternativas que apareciam em alguma fases. Lembro que, na primeira vez que encontrei um local escondido, meu espanto foi imenso. Eram mais motivos para explorar Metro City e bater em qualquer um que aparecesse na frente, fato esse que já era legal por si só. Depois de um tempo, eu tinha destrinchado o jogo, decorando todas as rotas e golpes.

Top Gear



Top Gear é um dos grandes clássicos da geração e foi responsável por tomar muito tempo das minhas tardes após a escola. Não me recordo se alguma vez cheguei a terminar o jogo, mas dada a dificuldade (ou minha falta de habilidade) isso pouco importava. Era tão divertido dirigir pelas pistas, ultrapassar adversários e ouvir aquela fantástica trilha sonora que o resto era só detalhe.

International Superstar Soccer Deluxe

Não tenho medo de dizer que, até hoje, é um dos melhores jogos de futebol já feitos. Mesmo com as limitações da época, a bola rolava redondinha. Todos os detalhes, desde os menos importantes, eram bem feitos, tornando o jogo um clássico desde seu nascimento. Tinha seus problemas, como alguns glitchs (gol olímpico de escanteio era proibido de tão fácil que era de fazer), mas nada que estragasse o bate bola.


Particularmente, ISSD foi uma das minhas grandes experiências multiplayer. Depois da escola, alugava com meus amigos um adaptador para quatro controles do SNES e jogávamos todos juntos. Via de regra, as partidas nunca acabavam bem, mas valia pelas risadas.

Ultimate Mortal Kombat 3



Gastei muito dinheiro em locadora para passar os finais de semana jogando UMK 3. Claro que devido a minha falta de habilidade, eu mal sabia soltar Fatality e nem cogitava um Brutality (que eram exclusivos das versões 16-Bits, aliás). Mas nada que alguns códigos e menus secretos não tenham resolvido.

Donkey Kong Country 3

Minha primeira experiência na série foi com seu terceiro episódio. Algumas pessoas não gostam muito dele por não ter Donkey Kong ou Diddy Kong (ou por ter o Kiddy), mas é um jogo sensacional em todos os seus aspectos. Um mundo gigante, imensa variedade de fases e desafios secundários, gráficos que você não acreditava serem de um Super Nintendo. Minha única reclamação fica por conta das baterias de save dos cartuchos que eu pegava na locadora. Por três vezes perdi todo meu progresso, sem muita explicação. Talvez seja karma, quem sabe?

Breath of Fire



Escolher um RPG entre os inúmeros títulos que habitaram o Super Nintendo foi uma tarefa ingrata. Poderia facilmente fazer uma lista só deles. Para representar o gênero, decidi escolher minha primeira experiência no gênero, Breath of Fire da Capcom. Comparado com outros títulos ele até tem um sistema simples, mas só por ter dragões em sua temática, o jogo me ganhou fácil, fácil. O título possui diversas qualidades, mas o que me marcou mesmo foram os personagens, muito carismáticos. O que me deixou um pouco desapontado foi saber que quase nenhum deles voltaria na continuação. Mas tudo bem, a primeira aventura já valeu a pena.

Tetris Attack



Se você quiser um jogo que exija pensamentos rápidos, bons reflexos e com enorme potencial para destruir amizades, lhe apresento Tetris Attack. Lançado já quase no final da vida do 16-Bit da Nintendo, essa variante de Tetris tinha uma fórmula simples, mas que prendia por hora, com seu desafio crescente. Mas seu grande potencial era na partidas multiplayer. Não havia prazer maior que fazer um combo gigante e entupir a tela do amiguinho de pedras. Por outro lado, receber esse combo gigante não costumava ser algo muito agradável de lidar.

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Esses foram alguns dos jogos que me marcaram no meu Super Nintendo. Claro que a lista poderia ter sido bem maior, mas é um bom resumo. E você, amigo leitor, quais são seus preferidos?

Revisão: Luigi Santana

Flávio Augusto Priori é formado em design de jogos e tenta ganhar a vida com esse negócio chamado video game. Para ele Metal Gear é a melhor série já feita e ainda acredita na volta da SEGA. Escrevia para o saudoso Minha Tia Joga LoL e hoje pode ser achado no Facebook e no Twitter.

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