NES Classic Edition #02: Pac-Man

Aproveitamos o lançamento do NES Classic Edition em novembro para relembrar os jogos que virão na edição. Hoje, Pac-Man.


É engraçado pensar que, em linhas gerais, independentemente de a quanto tempo você joga videogames, dificilmente você já não se deparou com alguma coisa relacionada ao Pac-Man original. Esse texto, parte do especial NES Classic Edition, irá falar sobre essa obra em três camadas: nascimento, impacto e legado. Buscarei apresentar um texto que responda uma pergunta simples: por qual razão nós todos, que jogamos a tempos extremamente variáveis, de um a mais de vinte anos, sempre ouvimos falar de Pac-Man?

Nascimento

No final dos anos setenta,os videogames passaram a ser acessíveis à um público maior Os principais jogos da época eram os famosos shooters espaciais, como Space Invaders. Em um momento no qual jogos ainda eram tidos como investimentos de risco, dificilmente existia a chance de algo que não fosse minimamente parecido com SI ser aceito pelos empresários e ser comercializado.

Toru Iwatani
Então quando a Namco pediu para um jovem funcionário, Toru Iwatani, produzir um jogo diferente, é óbvio que tanto ele quanto a equipe de nove funcionários não levaram muita fé no projeto. Assim, aproveitando a oportunidade única de fazer um jogo que nasceria praticamente morto, Iwatani fez daquela obra um aglomerado de ideias que não teriam lugar nos variados clones de Space Invaders.

Nas fases, variadas opções de power-ups apresentavam novas possibilidads para o personagem e permitiam um dinamismo maior na jogabilidade. Além disso, seu design de cenários trazia aglomerações labirínticas possibilitavam que o jogador se manifestasse de formas variadas, tomando mais de um caminho. Entre as fases, pequenos interlúdios era apresentados, construíndo um embrião de condução de história nos jogos.

E seguindo essas propostas Pac-Man foi lançado no Japão em maio de 1980.

Impacto

Inicialmente recebido de forma fraca no país, Pac-Man decepcionou a Namco por muito tempo, até que investidores ocidentais viram o jogo. Embora diferente de Space Invaders, o game parecia suficientemente interessante para arriscar um lançamento no ocidente. Resolveram, então, licenciar Pac-Man.

 

Esperando uma recepção fraca, a Namco foi surpreendida por boas remessas de lucro chegando. Pac-Man era um sucesso em terras ocidentais por sua forma rápida de jogabilidade, mais variada que os outros jogos. Pouco a pouco, os títulosde nave foram perdendo o mercado, e o que se viu foi um momento em que cada vez mais se instalavam máquinas do jogo de comer.

Com isso, a Namco começou a investir bem mais em Pac-Man também no Japão, disponibilizando mais máquinas pelo país. Repetindo o caminho ocidental, pouco a pouco o jogo fora vencendo os jogos de nave. Para algumas pessoas, inclusive, começou a servir de inspiração para a criação de outros jogos e gêneros. Pac-Man mudou tudo ao ser diferente, e por isso ele possui um legado inestimável.

Legado

Pac-Man se tornou grande por mostrar que existiam bem mais formas de se criar jogos. Ali estão fundamentados conceitos que desenvolvedores enxergaram e foram melhorando com o passar do tempo. Desde furtividade ao escapar dos fantasmas até o básico da condução de história, pode-se dizer que Pac-Man é germinal para a mídia.



Dada a pergunta inicial do texto, a resposta é simples: Pac-Man é a história dos jogos, e por isso todos ouviram falar. É parte integrante de tudo que jogamos hoje em dia, mesmo que de forma não aparente. Graças a ele que a indústria chegou onde chegou.

Dácio Augusto é estudante de Gestão Financeira na Fatec e redator no Nintendo Blast. Cercado de jogos desde pequeno, foi crescendo e aprendendo a fazer avaliações mais lúdicas do que objetivas.

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