Blast from the Past

#Kirby25th: Kirby's Dream Land (GB) e o nascimento da bolotinha rosa

Personagem está fazendo aniversário e nada melhor do que relembrarmos sua trajetória.


Neste mês de abril, um dos ícones mais queridos da Big N completa 25 anos. Kirby, que nasceu no ano de 1992 em um jogo lançado para Game Boy, está assoprando velinhas e o Nintendo Blast não poderia deixar a data passar em branco. Nas próximas semanas, publicaremos diversos textos sobre os principais games estrelados pela bolotinha rosa e também abordando curiosidades da trajetória do rechonchudinho nessas duas décadas e meia, por exemplo, explorando o anime e as HQs alemãs do personagem. Para começarmos este especial, revisitaremos o título que deu origem a toda essa história: Kirby's Dream Land.

Surge a fofura

No início da década de 1990, os games de plataforma estavam em evidência máxima, com Mario e Sonic ditando tendências. Aproveitando a alta do gênero, a HAL Laboratory começou a trabalhar em um jogo nos mesmos moldes daqueles protagonizados pelo encanador e o ouriço. O projeto seria lançado no Game Boy e tinha Masahiro Sakurai como um dos responsáveis pelo desenvolvimento. Durante as etapas de testes, o profissional desenhou apenas uma bolinha com olhos para conferir se estava tudo andando corretamente com a programação. Quem também integrou a equipe de produtores foi Satoru Iwata, ex-presidente da Big N falecido em 2015. Inclusive, foi dele a ideia de que o game deveria ser descomplicado para que qualquer um pudesse jogar sem maiores problemas.

Porém, o que era para ser somente um teste acabou sendo responsável pelo design do personagem. Sakurai se encantou com aquela bolotinha passeando pelos cenários que decidiu mantê-la como estrela principal da aventura. Se o formato do herói se manteve o mesmo desde o início, o mesmo não aconteceu com seu nome. Inicialmente, foi batizado de Popopo e esse também seria o título do game, Twinkle Popopo (Popopo Brilhante). No entanto, foi alterado para Kirby antes do lançamento. A origem do nome segue incerta até hoje, com alguns dizendo que é uma homenagem a John Kirby, advogado da Nintendo, e outros afirmando que trata-se de referência a uma marca de aspiradores de pó.

Como o jogo era uma promessa de sucesso no portátil da Big N, o próprio Shigeru Miyamoto foi escalado para acompanhar a produção. E o criador do Mario acabou se desentendendo com Sakurai. Enquanto Miyamoto queria que a cor do personagem fosse amarela, Masahiro dizia que sempre imaginou Kirby rosa. No final, o pai da bolotinha levou a melhor e ele foi desenhado nos tons que seu “pai” tanto queria.
Na capa do jogo americano, Kirby era branco. Já na japonesa, o personagem aparecia no tom rosa


A cor do personagem não intrigou apenas Miyamoto. A Nintendo da América também não gostou muito da ideia e alterou a imagem da capa do game. Enquanto no Japão, o encarte do jogo já trazia Kirby rosa, no ocidente ele aparecia branco. A explicação para a mudança era que as limitações do Game Boy confundiram o pessoal da Big N americana, que optaram pelo branco. Entretanto, o que aconteceu foi que os ocidentais ficaram com medo de que uma bolinha rosinha fosse encarado como game para meninas. Tanto que nas propagandas, Kirby sempre foi mostrado como um cara badass e maneiro.

Confira a diferença entre o comercial de TV veiculado nos EUA (primeiro vídeo) e no Japão (segundo):

As inovações do game

A aventura do redondinho começa quando King Dedede rouba toda a comida de Dream Land para dar uma festa em seu castelo. Vendo seus amigos passarem fome, Kirby parte em busca do malvadão para recuperar os alimentos. Devido às limitações de espaço no cartucho, o enredo não era apresentado antes do início do game. Para conhecer as motivações de nosso herói, era preciso ler o manual que vinha junto do jogo.

A jornada passa por cinco fases diferentes, cada uma com tema e chefões específicos. Para enfrentar os inimigos, Kirby não pulava sobre a cabeça deles, como normalmente acontecia no gênero plataforma. A bolotinha apresentava a habilidade de sugar grandes quantidades de ar e engolir os vilões. Uma vez dentro da boca do rosadinho, eles poderiam ser disparados na direção de outros inimigos ou engolidos. Kirby também poderia juntar ar e disparar fortes rajadas contra os seres que queriam machucá-lo.
Engolindo


Além de abandonar a mecânica de pular sobre a cabeça, o game também trouxe a inovação de um protagonista que pode voar a qualquer momento. Inclusive, muitos dos desafios (e até um dos chefões) só são superados usando adequadamente essa habilidade. Nesse primeiro título, a bolotinha ainda não tinha o poder que seria sua marca registrada: absorver e copiar os golpes e aparência dos inimigos.

Durante a jornada, existem alguns itens que podem ser coletados e garantem habilidades extras. As Mint Leaves permitem que o protagonista cuspa com mais força e voe por tempos maiores; a Superspicy Curry faz o herói disparar bolas de fogo; e o Mike, que é um microfone que amplifica o grito de Kirby e acaba com todos os inimigos nas proximidades.

O primeiro passo

Apesar de hoje parecer curto e um tanto quanto fácil, Kirby's Dream Land é um título importantíssimo por apresentar ao mundo a nossa querida e fofinha bolotinha rosa. A aceitação do público foi tamanha que, menos de um ano depois, o personagem já estava estrelando outra aventura. Porém, esse é assunto para as próximas matérias do especial #Kirby25th.

Não deixe de acessar o Nintendo Blast nas próximas semanas e conferir todas as matérias comemorativas do aniversário de 25 anos do nosso rechonchudo favorito.

Revisão: Arthur Maia
Vinicius Veloso é jornalista e obcecado por games (não necessariamente nessa ordem). Seu vício começou com uma primeira dose de Super Mario World e, desde então, não consegue mais ficar muito tempo sem se aventurar em um bom jogo. Está no Facebook ou Twitter.

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