Hands-on

E3 2017 — Splatoon 2 (Switch) pinta em tons de competição e cooperação

Experimentamos a nova arma Splat Dualies e o inédito modo Salmon Run de Splatoon 2 na E3 2017

Splatoon 2 era um dos jogos mais difíceis de se jogar na E3 2017. Não apenas porque as filas, no estande da Nintendo, eram quilométricas, mas também porque, mesmo na área reservada, o game não estava muito acessível. O problema todo girava em torno da necessidade de Splatoon 2 ser jogado em multiplayer durante a feira, tornando-o menos prático para teste. Ainda assim, enfrentamos a grande fila para experimentar tanto o modo competitivo Turf War (incluindo a arma Splat Dualies) quanto a novíssima modalidade cooperativa Salmon Run. Confira o que achamos de ambas as experiências!

Pintou uma disputa

O modo Turf War de Splatoon 2 funcionava em modo lan, ou seja, com todos os oito jogadores no mesmo local, porém cada um em sua própria televisão. O controle disponibilizado para testes era o Pro Controller do Switch, que não só é, por si só, um joystick exemplar, como também funcionou perfeitamente para Splatoon 2, derrubando meu medo de que nada pudesse substituir o GamePad do Wii U para Splatoon. Ativando os comandos de movimento, o controle funciona perfeitamente bem. As únicas coisas que talvez atrapalhem são a mudança do comando de pulo para o botão B (mas logo me acostumei com isso) e o mapa, que aparece ao apertar Y.

Sem uma segunda tela com sensibilidade ao toque, acessar o mapa e tocar nos companheiros de equipe para saltar para próximo deles não é tão confortável quanto no Wii U. Não sei como será isso depois de muitas partidas da versão final do jogo, mas, na demonstração, eu acabei acessando muito pouco o mapa e usando raramente o Super Jump justamente por essa diferença em relação ao Wii U. De resto, o Turf War funciona como sempre. Percebi, no entanto, que a mudança nos ícones superiores da situação de cada Inkling é muito mais informativa, pois agora permite que você identifique cada jogador por sua arma.

Na primeira partida, usei o Slosher como arma, pois é minha preferida no primeiro Splatoon. Já na segunda vez, testei a Splat Dualies, novo tipo de arma dessa sequência. Apesar de ser uma oportunidade muito limitada de experimentar a nova arma, posso dizer que não a achei tão diferente da Shooter. Digo isso porque não vi muita diferença no disparo quando as armas atiravam em dois pontos diferentes ou quando confluíam para um único ponto. Por outro lado, a manobra evasiva que essa arma permite executar trouxe um toque genuinamente novo e que com certeza fará diferença nas estratégias de quem a utilizar.

Pronto para ser detonado?
Outra coisa que pude testar foi uma nova Special Weapon, a Tenta Missiles. Com ela, é possível rastrear adversários e mirar mísseis neles, que descem dos céus destruindo quem estiver no local de impacto. Apesar de ser relativamente fácil de desviar dos mísseis, isso me dava a oportunidade de atirar com minha arma comum justamente quando estivessem tentando evitar os mísseis. Que outras estratégias será que as novas Special Weapons trarão a Splatoon 2?

Um tentáculo amigo

Enquanto o Turf War era mais do que já havíamos jogado exaustivamente no primeiro jogo, Salmon Run trouxe uma experiência inédita a Splatoon 2. Claramente inspirado nos modos zumbis de outros jogos de tiro (como Call of Duty), o Salmon Run é um modo cooperativo no qual até quatro jogadores devem trabalhar juntos para evitar os ataques de hordas de Salmonides, inimigos marinhos, enquanto coletam Golden Eggs para o cesto do time.

Os adversários vêm pelo mar em hordas cada vez mais ameaçadoras, obedecendo ao nível de dificuldade escolhido. E acredite quando digo que Salmon Run oferece um desafio até para os jogadores mais experientes, pois mesmo nos níveis mais fáceis desse modo já tivemos que suar a camisa para vencer. O controle usado para a demo foram os Joy-Cons no modo portátil do Switch, o que também me fez perceber que, sim, Splatoon 2 funciona perfeitamente em modo portátil. Mesmo usando controles de movimento, o modo portátil deu conta do recado, de forma que não vi nenhuma vantagem em usar o Pro Controller além de um leve desconforto em ter a tela se movendo junto com os controles no modo portátil.

O que mais me chamou atenção no Salmon Run foi a variedade de Salmonides. Eles vinham em tamanhos diferentes (pequeno, médio e grande), apresentando força e velocidade em níveis distintos. A partir daí, outras criaturas mais complexas apareciam, cada uma exigindo uma maneira diferente de ser enfrentada. Uma delas parecia inofensiva, mas logo emergia da tinta como um monstro gigante, engolindo quem estivesse desavisado. Outra criatura só podia ser atacada com bombas e quando suas comportas abrissem. Havia outra ainda que parecia uma grande cobra cujo único ponto fraco ficava na extremidade de sua cauda.
Ser liquidado é uma realidade no Salmon Run
Quando muitos desses monstros somavam-se na arena, a coisa ficava realmente complicada, exigindo bastante cooperação. Detalhe que o nível do mar ao redor da arena podia subir, diminuindo o espaço hábil para os Inklings defenderem-se. Tudo isso contribuía para um modo realmente desafiador e divertido. Sem dúvidas o Salmon Run é uma contribuição imensa a Splatoon 2!

Espalhando tinta

Apesar de visualmente Splatoon 2 estar bem semelhante ao seu antecessor, deu para perceber uma ligeira evolução gráfica nesse segundo jogo. Os Inklings movimentam-se de forma mais fluida e a tinta tem um efeito reluzente ainda mais bonito. Sem dúvidas, era um jogo visualmente espetacular. E tudo parecia rodar perfeitamente, mesmo com os oito jogadores da Turf War.
Splatoon 2 realmente me impressionou na E3 2017, embora minhas expectativas para o jogo já fossem altas. Foi muito bom poder experimentar as Splat Dualies e o modo Salmon Run, que parecem ser grandes adições à franquia. Resta saber agora o que mais virá em Splatoon 2 para fazer valer essa sequência.

Revisão: Vitor Tibério
Capa: Rafael Neves
Rafael Neves é quadrinista e estudante de medicina da UFBA. Jogos fizeram parte dessa vida desde os seus primeiros anos, embalando muitos dos mais fortes laços de amizade e histórias de vida. E esse legado desembocam nas matérias que escreve aqui no Blast e em sua HQ, The Legend of Link.

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