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Análise: Severed (Switch), a arte da espada e da vingança

Sasha retorna na versão definitiva para o Nintendo Switch.






Severed é um dungeon crawling em primeira pessoa, lançado inicialmente para o Ps Vita, mais tarde para o 3DS, Wii U e smartphones. Severed chega ao Nintendo Switch se aproveitando do melhor das qualidades das demais plataformas em uma só!

Revenge

Severed foi desenvolvida pela Drinkbox Studios, equipe que criou Guacamelee!. Se você já jogou este game, sabe o que esperar de sua qualidade. O game começa com uma história bem simples e um tanto clichê: Sasha, personagem que você controlará, acorda em uma terra estranha — ponha estranha nisso —, e (para piorar) sem um braço, e descobre que toda a sua família foi raptada. Com isso, Sasha parte em uma missão para encontrar a sua família e buscar vingança.

 Você encontrará diversos personagens misteriosos em seu caminho, desde o demônio que aparece atrás de você no inicio do game com a espada que você irá utilizar para começar a sua jornada até uma mulher com uma aparência, digamos, estranha, ou um pássaro de duas cabeças que irá tirar algumas risadas de você. Pelo menos foi assim comigo.

Cores impressionantes

A direção de arte de Severed é impressionante, desde a harmonia das cores ao estilo utilizado no game, indo desde o simples menu — funcional e direto — aos territórios que você encontra em todo o gameplay. As dungeons seguem o mesmo estilo das regiões que você percorrerá. Na tela do Switch, ficam ainda mais bonitas e com um tamanho adequado, sendo possível jogar em qualquer lugar.


Sistema divertido e viciante

Como ressaltei anteriormente, Severed é bastante simples. Seu sistema de batalha consiste no touch screen, e seu dedo se tornará uma espada para fatiar todos os inimigos que aparecerem em seu caminho. Cada inimigo de espécie diferente tem um padrão de movimentação diferente, tanto em ataque quanto em sua defesa. Você se pegará lutando com diversos inimigos ao mesmo tempo a cada avanço na campanha, e terá que se acostumar ao padrão de cada inimigo para se dar bem.


Existe um sistema de upgrade bastante direto, e nele você poderá utilizar as partes dos inimigos que você cortar e recolher — depois de derrotar o monstro você terá que cortar as partes do corpo do monstrengo e para cada um, existe um jeito “correto” — para adquirir habilidades e/ou aumentar seu nível.

A versão definitiva

Severed parece que foi feito para ser jogado no Nintendo Switch (em sua forma portátil, claro), já que o game precisa da tela de toque para desfrutá-lo. O tamanho da tela do Switch torna o deslizar de seus dedos mais agradável, e o sistema do jogo parece fluir melhor aqui. Um exemplo claro de como pude apreciar melhor o sistema de combate e coleta foi nos momentos em que o jogo lhe pede mais precisão e agilidade para cortar os braços de seu inimigo, mudar de posição para se defender de outro, ao mesmo tempo em que precisa recolher o item que um dos monstros soltou no chão.

 Além da conveniência no gameplay e de poder observar melhor os detalhes que Severed pode proporcionar graças ao tamanho da tela do Switch, existe outro fator: sua vista não se cansará tão rápido, já que nas plataformas anteriores existia uma certa dificuldade na hora de fazer os cortes mais precisos e coletar os itens sim, como também em enxergar alguns itens no chão das dungeons ou aquela fruta que lhe ajudará a ficar vivo por mais tempo.
 Ainda assim, Severed me rendeu várias dores de cabeça por ir e voltar diversas vezes no mapa, fiquei perdido algumas vezes e preferi tomar um remédio e dar um tempo na jogatina. Se você gosta de dungeon crawlers, Severed é um prato cheio, com diversos puzzles e áreas secretas para desvendar. Seu gameplay dura em torno de cinco a sete horas, o que é bem pouco. Severed traz um sistema de achievements próprio, já que o Nintendo Switch não possui este sistema naturalmente.





Prós

  • Direção de arte impressionante, cores vivas e regiões harmônicas;
  • Sistema de batalha e upgrade direto, funcional e viciante;
  • Modo campanha, apesar de clichê, é bastante comovente e triste;
  • Dungeons repletas de segredos e puzzles;
  • Sistema de conquistas.

Contras

  • Repetitivo e um pouco cansativo;
  • Campanha curta;
  • Poucas espécies de monstros.
  • Severed — Switch — Nota: 8.5
Revisão: Arthur Maia
Capa: Leandro Alves
Leandro Alves é designer pós-graduado pela Unicarioca. Diretor editorial e diretor de artes das revistas GameBlast e Nintendo Blast, iniciou a sua paixão em The Legend of Zelda A Link to the past, fã da Nintendo, porém não esconde a sua satisfação pelo PlayStation e as series Kinhgdom Hearts, Pokémon, Final Fantasy, Uncharted e Naruto Storm. Está no Facebook, Twitter e Instagram.

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