Top 10

O 1º é bom e o 2º é melhor ainda: as melhores continuações de jogos da Nintendo

Confira os grandes games da Big N que provam que, como diria o conhecimento popular, a segunda vez é sempre melhor

O que fazer diante do sucesso de um jogo novo? Preparar uma sequência, logicamente! Continuações de games existem desde os primórdios dos videogames e, enquanto algumas falharam em repetir o sucesso da primeira versão, outras foram além de suas ambições originais, aprimorando a fórmula e consagrando definitivamente uma franquia nova. Do NES ao Switch, hora de conferir quais as sequências campeãs dos consoles Nintendo!


10. Bayonetta 2 (Wii U)

Poucas sequências exclusivas para uma plataforma Nintendo foram tão “não Nintendo” quanto Bayonetta 2 (Wii U). Mas, acredite, o jogo é fantástico! Se você já experimentou o primeiro Bayonetta (Multi), espere por batalhas ainda mais megalomaníacas, combos super exagerados e um universo bizarramente cativante. Para os novatos, Bayonetta 2 é um incrível jogo de ação a lá Devil May Cry, com um estilo único e uma jogabilidade viciante, fruto do ímpar talento da Platinum Games. Destruir inimigos na brecha temporal de um Witch’s Time é fabulosamente recompensador!

9. Donkey Kong Country: Tropical Freeze (Wii U)

DK não guarda excelentes games apenas em sua trilogia original. O segundo trabalho da Retro Studios com o macacão de gravata foi além nas ambições do primeiro. Expandindo as ideias em fases ainda mais criativas, incluindo porções aquáticas e maior dinamismo das fases nos carrinhos de mina, Donkey Kong Country: Tropical Freeze (Wii U) é mais um excelente título de plataforma. Apesar de não ter trazido de volta os amigos animais tradicionais da série Country, o segundo retorno de DK expande o gameplay através dos novos símios ajudantes: Dixie e Cranky, que se juntam ao veterano Diddy. Tropical Freeze traz estágios verdadeiramente incríveis, experiências audiovisuais únicas e uma ótima dose de desafio. Se isso não é o que se espera de uma continuação do incrível Donkey Kong Country Returns (Wii), eu não sei o que é!

8. Zelda: A Link Between Worlds (3DS)

Embora soe como um reboot de Zelda: A Link to the Past (SNES), A Link Between Worlds (3DS) é uma digna sequência do clássico de Super Nintendo. Remontando a tradicional mecânica 2D da franquia no 3DS, A Link Between Worlds é um excelente equilíbrio entre homenagem ao passado e novos rumos para a franquia. Estabelecendo uma progressão livre pelos calabouços do jogo e um esquema de aluguel de armas, A Link Between Worlds foi um passo importante na construção do mundo aberto de Breath of the Wild (Wii U/Switch). Trazendo um mapa recheado de segredos, uma interessante alternância entre mundos opostos e uma nova mecânica de gameplay: a mesclagem com a parede, trata-se de uma excelente refrescada no clássico de 1991.

7. Earthbound (SNES)

O primeiro Mother (NES), lançado recentemente para Wii U como Earthbound Beginnings, tornou a inventividade de Shigesato Itoi um fenômeno no Japão. Com Mother 2, localizado como Earthbound (SNES), a franquia alcançou outro nível de qualidade e conseguiu cativar uma importante base de fãs ocidentais. A aventura de Ness pelo mundo, coletando trechos de uma misteriosa canção para impedir uma invasão alienígena, foi uma ótima variada na temática medieval ou ciberpunk dos RPGs da época, introduzindo humor e temas profundos de uma maneira inocente e aparentemente infantil. Não é por nada que esse cartucho é uma verdadeira pérola!

6. Banjo-Tooie (N64)

Uma das razões para muitos jogadores terem amado a série Banjo no N64, até o ponto de considerarem superior a Super Mario 64 (N64), é o fato do cativante Banjo-Kazooie (N64) ter conquistado uma incrível sequência, algo que Miyamoto e sua equipe não conseguiram finalizar. Banjo-Tooie (N64) é tudo o que Banjo-Kazooie foi, incluindo mundos imensos para explorar, personagens engraçados e habilidades criativas, somado a muitas novidades, como batalhas contra chefes em cada mundo, modos e mini-games multiplayers e interações entre personagens de diferentes mundos.
Banjo-Tooie talvez peque um pouco no refinamento de sua mecânica se comparado a seu antecessor, mas, em termos de conteúdo e melhorias, ele faz mais do que o serviço. Um ponto interessante é o fato de já começarmos o jogo com todas as habilidades originais da dupla Banjo e Kazooie, deixando bem claro que trata-se de uma continuação direta. Em cima disso, temos novíssimos ataques e piruetas da dupla, que pode, dessa vez, desfazer a união, o que abre um novo leque de habilidades. A fracassada conexão entre os dois jogos, Stop ‘N’ Swop, poderia ter feito dessa sequência ainda mais fantástica.

5. Super Mario Galaxy 2 (Wii)

Pela primeira vez, um título 3D de Mario recebeu uma sequência direta - e ela é, sendo curto e grosso, tudo o que uma continuação poderia ser. Resultado do amadurecimento de uma mera experimentação dos desenvolvedores com a engine no primeiro Super Mario Galaxy (Wii), o projeto Galaxy 1.5 se tornou uma sequência direta. Naquela época, uma nova aventura cósmica de Mario era tudo o que queríamos, e o que recebemos foi além do que esperávamos: novas fases, novos power-ups, adição de Yoshi e um nível de desafio superior. A Nintendo até deu um charme novo ao título, adotando um estilo artístico mais colorido e brilhante, optando por céus azuis recheados de nuvens em vez do infinito cósmico do primeiro game. Super Mario Galaxy 2 (Wii) é uma excelente dose extra do que foi o revolucionário Super Mario Galaxy.

4. Paper Mario: The Thousand-Year Door (GC)

O primeiro Paper Mario (N64) fez um incrível trabalho em adaptar o projeto de Super Mario RPG 2 para algo que, mesmo sem a influência direta da Squaresoft, pudesse carregar o espírito ímpar do primeiro jogo. Estabelecendo assim uma franquia nova, Paper Mario logo recebeu uma sequência: The Thousand-Year Door (GC). E aqui a Intelligent Systems alcançou um RPG fabuloso! O segundo Paper Mario não apenas aperfeiçoou a fórmula do primeiro, melhorando tanto os comandos de ação quanto a profundidade da mecânica de RPG, como também construiu uma narrativa convidativa e emocionante, levando Mario a cenários e personagens que jamais veríamos em um título convencional de plataforma. Há uma razão para os fãs da série Paper Mario torcerem o nariz a cada vez que a franquia se distancia de seu segundo capítulo, e esse motivo é The Thousand-Year Door.

3. Super Smash Bros. Melee (GC)

Super Smash Bros. (N64) mostrou o quão divertida poderia ser uma batalha entre um elenco all-stars da Nintendo ao sabor das inventividade de Masahiro Sakurai, porém foi sua segunda edição, Melee (GC), que estabeleceu o que a franquia é hoje. Aprimorando em muito a mecânica de luta, Super Smash Bros. Melee conseguiu ser mais rápido (e bugado) para um público competitivo, ao mesmo tempo em que encantava pela intuitividade dos comandos aliada à aleatoriedade das lutas. Carro-chefe do Game Cube, Melee é um título com uma comunidade competitiva ainda viva mesmo após mais de quinze anos do lançamento e, de quebra, foi o responsável pela popularização da franquia Fire Emblem no Ocidente!

2. Donkey Kong Country 2: Diddy's Kong Quest (SNES)

Mais sombrio, mais profundo e com uma mecânica de jogo refinado, Donkey Kong Country 2: Diddy’s Kong Quest (SNES) vai além do ambicioso projeto da Rare, Donkey Kong Country (SNES). Tomando a ousada decisão de tirar dos holofotes a estrela do primeiro jogo, Donkey Kong, o título põe o jogador na pele dos macaquinhos Diddy e Dixie Kong por um mundo hostil e fantástico. Donkey Kong Country 2 conta com um design de fases mais justo e criativo do que o primeiro game, adiciona a habilidade de um símio carregar e lançar outro e conta com um sistema de colecionáveis muito mais complexo. Country 2 é sinônimo de uma fórmula aperfeiçoada, fazendo deste o melhor dos cinco títulos da série.

1. Pokémon: Gold & Silver (GBC)

As sequências dessa matéria merecem seu lugar ao sol por terem aperfeiçoado a primeira versão de uma grande franquia. Pokémon Gold & Silver (GBC) não apenas melhorou a fórmula de Red, Blue & Yellow (GB/GBC) como também literalmente incluiu a primeira aventura no cartucho. Para a surpresa e alegria de milhões de jogadores, a jornada por Johto não apenas era tudo o que um veterano de Kanto poderia querer como também trazia a própria aventura por Kanto no cartucho. Com uma nova centena de Pokémon para capturar, uma mecânica de jogo aprimorada, novos tipos de monstrinhos e gráficos refinados, Pokémon Gold & Silver era tudo o que se poderia esperar de uma continuação (e um pouco mais).

Menção honrosa: Splatoon 2 (Switch)

Splatoon (Wii U) foi um verdadeiro fenômeno mesmo que limitado a uma plataforma cuja base instalada não era das melhores. Sua temática cativante, sua mecânica de jogo divertida e intuitiva e uma variedade de armas, mapas e modos de jogo fizeram desta nova franquia um dos grandes nomes da Nintendo. Quem diria que, junto a Zelda e Mario Kart, Splatoon 2 (Switch) seria um dos carros-chefes do primeiro ano do Switch? Splatoon 2 pode ter soado, em alguns, mais como um “Splatoon 1.5” do que como uma digna sequência, mas não há dúvidas de que é um excelente jogo que pôde alcançar um público mais vasto do que sua primeira versão.

E você, leitor? Quais as melhores continuações de jogos que você já curtiu? Conte-nos nos comentários!
Revisão: João Paulo Benevides
Capa: Rafael Neves 
Rafael Neves é quadrinista e estudante de medicina da UFBA. Jogos fizeram parte dessa vida desde os seus primeiros anos, embalando muitos dos mais fortes laços de amizade e histórias de vida. E esse legado desembocam nas matérias que escreve aqui no Blast e em sua HQ, The Legend of Link.

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