Jogamos

Análise: Manticore: Galaxy on Fire (Switch) apresenta ação no espaço com qualidade

Saindo um pouco do ramo mobile e dando as caras no Switch, o jogo oferece bons momentos de ação e exploração espaciais.




Star Fox foi, sem dúvidas, uma grande franquia para a Nintendo, trazendo consigo uma jogabilidade inovadora e ação espacial. E, enquanto um novo título não chega ao Switch, seus usuários podem desfrutar de um novo jogo que consegue demonstrar muito bem como batalhas no espaço podem ser responsivas e difíceis. 

Manticore: Galaxy on Fire (Switch), novo título da franquia Galaxy on Fire (Mobile), chega ao híbrido da Nintendo mostrando bastante competência, mesclando bons gráficos, qualidade e conteúdo, oferecendo aos jogadores muitas horas de jogatina, principalmente para aqueles que gostam de completar 100% dos colecionáveis.

Bem vindo à bordo, Kid

O jogo começa com um piloto em sua nave viajando pelo espaço, até que, de repente, uma batalha entre duas facções eclode. Armado e habilidoso, ele consegue demonstrar maestria enquanto ajuda o grupo de caçadores de recompensas chamado Manticore. Entretanto, durante a batalha, uma enorme explosão causa uma destruição em massa, e cabe aos caçadores descobrir quem está por trás dessa tecnologia devastadora.

À bordo do centro de operações da Manticore, Kid, assim chamado por ser o novato, é apresentado à equipe e, juntamente com ela, deve explorar galáxias e prender piratas espaciais para poder chegar aos verdadeiros culpados.

Informações importantes na palma da mão

Além de servir como refúgio para os caçadores de recompensas, a Manticore também é a interface principal para os jogadores poderem pegar novas missões, contando com os menus responsáveis pelos colecionáveis obtidos nas explorações de novas naves e do mapa intergalático.

Os menus também apresentam a porcentagem atual de tudo o que fora realizado até então, fazendo com que o jogador tenha total controle de seu progresso. Com 154 colecionáveis, nove naves disponíveis, várias armas e diversos mapas a serem explorados, o acesso à essas informações ocorre de maneira simples e intuitiva, seja usando o Joy-Con ou a touchscreen.


Não sendo o bastante, é também nela que os pilotos podem equipar e modificar suas naves para melhor se adequar às diversas missões de caça ao longo dos cosmos. Cada missão pode sugerir o uso de armas específicas para alcançar a vitória sobre a horda de inimigos atacantes, mesmo que não seja, de fato, uma obrigação usá-las. As armas também podem ser aprimoradas, dependendo do ranking do piloto, que aumento ao adquirir experiência durante as missões.

Ao infinito, mas não tão além

Com a nave escolhida, armamento preparado e o desejo de combater os piratas espaciais, o jogador está pronto para desbravar os cosmos nos mais diversos pontos do universo, mostrando grande beleza e polimento durante a jogatina.

Entregando um visual bem detalhado, as batalhas que acontecem geralmente em meio a destroços e vestígios estelares conseguem ser frenéticas e ao mesmo tempo difíceis. Apesar de o jogo não se limitar a apenas missões de abatimento — contando também com missões de exploração, resgate, corrida contra o tempo, entre outras —, a maior parte do tempo é tomada pela guerra entre os inimigos.



Os combates são simples e contam com um sistema bastante funcional de mira, fazendo com que o jogador consiga aprender rapidamente os comandos. Enquanto o analógico esquerdo é responsável pela movimentação da nave, o direito cuida da mira, sistema de propulsão e freio, além do já conhecido barrel roll. Para atirar e trocar de armas, é necessário utilizar os botões R e L/ ZR e ZL.

E, em meio ao caos de tiros, naves aliadas e inimigas voando e se esquivando,o título consegue manter a taxa de quadros completamente estável, sem estragar ou limitar a experiência. A profundidade do campo também merece elogios, pois permite que o jogador consiga checar informações que se encontram consideravelmente distantes da nave.


Apesar do foco ser o combate, o jogo também recompensa aqueles que só querem apreciar o cenário. As missões de exploração, responsáveis pela coleta de colecionáveis e principalmente pela obtenção de novas partes para as naves, acabam por ser mais brandas com pouco ou nenhum combate, contando com um tema ao fundo calmo. Embora os cenários passem a sensação de grande extensão por conta dos detalhes, eles na verdade são do tamanho ideal para não desanimar quem não quer gastar tanto tempo explorando.

Uma experiência satisfatória

Vindo de uma série pertencente majoritariamente aos smartphones, Galaxy on Fire é um daqueles títulos que consegue provar que ótimas experiências podem sim estar disponíveis na palma da mão. Graficamente bem elaborado, detalhando tanto as naves quanto os cenários, talvez a única coisa em que o título peque seja na trilha sonora e na dublagem (em inglês). Parando para ouví-los isoladamente, percebe-se que ambos caem muito bem com o ambiente em que se encontram, entretanto, é difícil prestar atenção neles durante os momentos de ação.

Com uma história de fundo que também pode passar despercebida aos jogadores que só querem destruir os inimigos, o jogo também consegue contornar tal situação através dos colecionáveis, que trazem consigo informações a respeito de diversos personagens, naves, raças e outras informações a respeito do universo do jogo.


Por fim, Manticore: Galaxy on Fire chega ao Switch mostrando extrema competência, entregando uma experiência sólida e muito bem vinda, fazendo com que cada detalhe contribua para que o jogo seja bem recebido por parte dos novos jogadores, e para aqueles que já conhecem a série de outras plataformas. E além de tudo o que fora dito, o jogo também conta com um modo fotografia disponível ao ser pausado, permitindo a gravação de bons momentos no espaço.

Prós:

  • Gráficos e cenários bem detalhados;
  • Sistema de combate simples, mas desafiador;
  • Boa dublagem presente;
  • Possibilidade de personalização dos equipamentos e da nave;
  • Diferentes tipos de missão disponíveis;
  • Modo fotografia disponível
  • Acessibilidade à informação para aqueles que querem saber mais do universo do jogo.

Contras:

  • Os momentos de ação ofuscam a trilha sonora e a dublagem;
  • Apesar da variedade, os diferentes tipos de missão podem passar sensação de mesmice;
  • Falta do uso do giroscópio e sensor de movimento.


Manticore: Galaxy on Fire - Switch - Nota: 9.0


Revisão: Vinícius Veloso
Análise produzida com cópia digital cedida pela Deep Silver


Kaio C. escreve para o Nintendo Blast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

Comentários

Google+
Disqus
Facebook