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Análise: Michael Jackson - The Experience (Wii)

Ninguém pode negar que Michael Jackson foi um dos maiores astros da música (e das coreografias) d... (por Rodrigo Trapp em 27/12/10, via Nintendo Blast)

michael-jackson-the-experience-game-cover-wii-1Ninguém pode negar que Michael Jackson foi um dos maiores astros da música (e das coreografias) de todos os tempos.

Ninguém pode negar também, que a Ubisoft revolucionou o Wii e os jogos de dança em 2009 com o supreendentemente bom “Just Dance” (e depois com sua continuação “Just Dance II” de 2010). E se uníssemos então, as músicas do rei do pop com a ideia inovadora da Ubisoft? Foi pensando nisso que a desenvolvedora francesa criou Michael Jackson: The Experience, um jogo tão divertido quanto simples, que pode agradar os fãs mais ardorosos tanto do astro quanto dos games, desde que alguns poucos detalhes não sejam levados em conta.

Michael Jackson por uns dias

Logo no início, a primeira boa surpresa: um repertório extremamente completo, permeando toda a carreira de Michael e incluindo praticamente todos os seus sucessos. E em se tratando de Michael Jackson, essa lista é enorme. São mais de 25 músicas no total, dentre as quais o destaque vai para “Thriller”, “Black Or White”, “Bad”, Billie Jean”, “Heal The World” e “They Don’t Care About Us”, que certamente são conhecidas de todos. Cada uma das músicas proporciona dois níveis de dificuldade: escolhendo o primeiro (sempre o mais difícil) você dança conforme a coreografia do próprio Michael Jackson. Já o segundo, mais fácil, corresponde às danças dos bailarinos que acompanham MJ ao fundo.  Os níveis variam de “Easy” até “Inhuman” (como no caso de Thriller).

Michael-Jackson-The-Experience-Thriller

Outro ponto positivo do game é o cuidado que a produtora teve com a fidelidade. Alguns cenários reproduzem fielmente cenas dos vídeo clipes de Michael, inclusive com os dançarinos e o astro vestidos a caráter. Impossível conter a nostalgia ao ver o bar do clipe de Smooth Criminal com  todos fantasiados de “mafiosos”. Ou então na música “In the closet” que (como no clipe) as cenas de dança são executadas por Michael e a modelo Naomi Campbell. Cabe ao jogador escolher qual dos dois irá representar. Além dos cenários, as coreografias receberam um tratamento especial também, pois são extremamente fiéis às originais na grande maioria das músicas. Você pode encarnar a lenda agora sem medo de ser feliz, fazendo todos os passinhos que antes só tinha coragem na frente do espelho. E o que é melhor: com a pontuação, pode provar aos seus amigos que é muito melhor fazendo aquele moonwalk do que qualquer outro no bairro.

O andamento do game segue o tradicional. Movimentos que devem ser copiados como se você estivesse em frente a um espelho. A mão com a qual você segura o Wii Remote é assinalada na tela com um brilho na mão de Michael e na parte superior da tela, uma miniatura mostra qual o passo que deverá ser feito em seguida. Depois de cada um deles, você recebe uma “nota” de acordo com a precisão do movimento, que pode ser “perfect”, “good”, “ok” ou “X” (que indica erro).

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O que houve com seu rosto e com seus extras, Michael?

Apesar do cuidado com roupas, cenários e dançarinos, uma das grandes decepções do jogo é justamente a parte gráfica. Com uma textura ruim, os gráficos deixam muito a desejar, muitas vezes parecendo somente um “borrão sem rosto” (será que foi de propósito?) se remexendo na tela. 

Outra grande pisada na bola da Ubisoft, foi não ter incluído nenhum conteúdo extra realmente interessante. Não existe um modo carreira e nem músicas novas para serem desbloqueadas ou compradas on-line (como em Just Dance II). Os únicos itens que não estão disponíveis desde o início do jogo, mas são liberados conforme você faz pontos nas músicas e ganha estrelas são os vídeos do modo “School Dance”, nada mais do que uma série de pequenas “vídeo aulas”, com aquecimentos e tutoriais feitos por dançarinos profissionais, que explicam como dançar determinadas músicas passo a passo. Acaba sendo meio desnecessário e contraditório, visto que para liberar esse conteúdo você obrigatoriamente tem que fazer muitos pontos nas músicas e, consequentemente, acaba decorando as coreografias.

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A experiência deixou a desejar…

Até agora, nada que possa comprometer a diversão com seus amigos. Quando se está jogando um jogo de dança com mais 3 pessoas, com músicas e coreografias tão geniais quanto as de Michael, os detalhes gráficos, as texturas e talvez até mesmo os extras não importem tanto, como quando estamos jogando jogos de tiro, ou aventura por exemplo. Contudo, um detalhe importante que atrapalha bastante no jogo e deixa muito a desejar, é a jogabilidade. Justamente pelo fato de o jogo se basear apenas nos movimentos feitos com a mão que segura o Wii Remote (e não com o corpo todo), esse reconhecimento deveria ser mais preciso. Chega a ficar irritante em algumas sequências, quando você sabe que está fazendo o movimento certo, no tempo certo, do jeito certo e, ao invés de um “perfect” ou um “good”, recebe um “OK” ou “X”. Nada que comprometa, mas deveria ter sido trabalhado melhor, já que é o componente mais importante em jogos nesse estilo. Nem que para isso fizesse uso do Motion Plus.

Michael Jackson: The Experience é um jogo extremamente divertido, bem como seus antecessores, da série Just Dance. Mas infelizmente (e inexplicavelmente) devido a esses problemas, fica em um nível inferior aos títulos anteriores da Ubisoft. Mesmo assim, não deixa de ser uma ótima desculpa para reunir os amigos e passar algumas horas fazendo exercícios despretensiosos e evoluindo seu skill de ginga e requebrado.  Pegue seu Wii Remote, e “Moonwalk neles”!

Michael Jackson: The Experience – Nintendo Wii – Nota Final: 7,0

Gráficos: 5,5 | Som: 9,0 | Jogabilidade: 5,0 | Diversão: 8,0

Rodrigo Trapp escreve para o Nintendo Blast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.
Este texto não representa a opinião do Nintendo Blast. Somos uma comunidade de gamers aberta às visões e experiências de cada autor. Escrevemos sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0 - você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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