Primeiros jogos de Fire Emblem foram "facilitados" para lançamento ocidental

Jogos do GBA e GC tinham unidades mais fortes, chefes mais fracos e modos de dificuldade mais fáceis que os originais japoneses.

No vídeo publicado neste final de semana, o popular canal Did You Know Gaming? fez um especial sobre a série Fire Emblem. Apesar de ser uma das mais longas marcas da Nintendo, estreando em 1990, o primeiro jogo chegou no nosso lado do globo apenas em 2003 com Fire Emblem: The Sword of Flame (GBA), o sétimo título da série. A Big N decidiu abrir as portas de Marth & cia para o mundo após a popularidade de Marth e Roy como personagens selecionáveis em Super Smash Bros. Melee (GC), e o sucesso do lançamento ocidental de Advance Wars (GBA).


Cuidadosa, para dizer o mínimo, com a localização de seus jogos, a Nintendo sempre manteve um pé atrás na travessia de alguns gêneros para o ocidente, especialmente os RPGs. A história mais conhecida é de Final Fantasy (NES), que demorou quase 3 anos para chegar até às Américas devido à desconfiança dos desenvolvedores em relação a aceitação do gênero pelo público dos Estados Unidos. Ainda mais no caso dos RPG Táticos, um dos gêneros que mais requerem tempo e dedicação dos jogadores.

Decidida finalmente a nos apresentar a série, a Nintendo fez algumas modificações no título, dada a crítica, mesmo japonesa, de jogos excessivamente difíceis. Para Fire Emblem (GBA), os stats dos chefes foram diminuídos em relação a versão japonesa; e para o título seguinte, Fire Emblem: The Sacred Stones (GBA), seus personagens controláveis eram mais fortes se comparados aos originais do Japão.

Já com Fire Emblem: Path of Radiance (GC) a facilitação ainda foi mais drástica: além de seus personagens serem também mais fortes, os níveis de dificuldade foram diminuídos. Enquanto a versão japonesa continha os níveis Normal, Difícil e Maníaco, a ocidental contém a Fácil, Normal e Difícil; a versão fácil foi adicionada e a maníaca removida. O mesmo se repetiu em Fire Emblem: Radiant Dawn (Wii), embora, neste caso, apenas a nomenclatura mudou, os níveis eram os mesmos. O cuidado maior com a versão do Game Cube é reflexo da crítica, mesmo japonesa, do excesso de dificuldade dos jogos, em especial, do então último lançamento para consoles de mesa, Fire Emblem: Thracia 776 (SNES), o mais difícil da série.

Lucas Palma Mistrello é historiador, mestre pela Universidade Federal de São Paulo. Redator nos Blasts desde 2012, começou com os games com o Atari 2600 e é eclético em gênero e temas: vai de COD e Medal of Honor a Pokémon e Zelda com a mesma vontade. Sempre está de olho nos comentários das postagens.

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