The Legend of Zelda (NES): Há quase 30 anos encantando gerações

O nascimento de uma lenda que mudou para sempre a indústria dos games.

The Legend of Zelda é muito mais do que a simples história de um garoto com roupa verde que empunha uma espada e enfrenta vilões, é um mito que mudou drasticamente toda a indústria dos videogames criando um gênero e abrindo o caminho para outros jogos que se inspiraram nessa obra de arte. O jogo foi concebido pela lenda dos videogames Shigeru Miyamoto e o designer Takashi Tezuka e ele foi publicado no Japão dia 21/02/1986. A história do guerreiro Link, da princesa Zelda e do vilão Ganon já teve vários capítulos, mas tudo começou no início da era dos consoles caseiros.

O enredo que deu origem a lenda

O jogo gira em torno de Ganon, um poderoso mago que invadiu o reino e roubou a lendária Triforce do Poder e planeja tomar o controle de tudo. Então, Zelda, a princesa do Reino de Hyrule, que tinha em posse a Triforce da Sabedoria, partiu esse artefato em oito partes e o escondeu no fundo de cavernas espalhadas pelo continente. Após isso, ordenou a Impa, sua ama seca, que fugisse do castelo e procurasse um herói que pudesse salvar o Reino da iminente destruição.

Impa então foge para a floresta e se vê cercada por seguidores de Ganon, mas então o jovem  Link aparece e a salva do perigo. Ela imediatamente conta para nosso herói o que está acontecendo com Zelda e com o reino, convencendo-o a ajudar a princesa, e parte em busca das oito partes da Triforce da Sabedoria e adquirir o poder necessário para derrotar o poderoso vilão Ganon, começando então uma das maiores aventuras da história da indústria dos videogames.

O mundo aberto e as inovações

The Legend of Zelda foi revolucionário, pois foi um dos primeiros jogos com mundo aberto a chegar aos consoles caseiros, pois antes disso somente os jogos feitos para computadores tinham realizado essa façanha. Originalmente o jogo estava sendo concebido como uma série de Dungeons para o jogador explorar e resolver os enigmas propostos. Contudo, Shigeru Miyamoto resolveu modificar a exploração e deixou o jogo da maneira que o conhecemos.


A jogabilidade era única e incentivava o jogador a explorar todos os detalhes, cantos, matos e paredes do jogo. O jogador podia andar livremente pelo mapa, e tinham a oportunidade de examinar todos os pontos do mapa sem ter que ficar restrito ou preso a uma parte específica ou a uma tela.

O combate também era inovador, pois além da clássica espada, Link tinha acesso a uma grande variedade de itens que podiam ser utilizados, como por exemplo o arco e flecha, bombas, bumerangues e diversos outros itens. Um detalhe curioso é que é possível juntar as oito partes da Triforce sem utilizar a espada que nos é oferecida no começo do jogo, sendo, para isso, perfeitamente possível  utilizar todos os outros itens do arsenal que Link tem acesso. Contudo, para derrotar o chefe final, Ganon, é obrigatório o uso da espada.



Com esse estilo de jogo inovador e com várias novidades em relação ao demais jogos, The Legend of Zelda era muito, muito difícil. Para deixar o jogo ainda mais desafiador a Nintendo fez um acordo com as revistas de videogame para que eles não publicassem nenhuma dica ou detonado. Essa ação da Big N aumentou o hype em torno do jogo e obrigou os jogadores a compartilharem informações, e como nessa época não havia a internet, os jogadores precisavam se encontrar para dividirem as informações.

Esses detalhes fizeram com que o jogo fosse completamente diferente de tudo que havia sido publicado até então. Em sua grande maioria, os jogos que chegavam aos consoles eram shooters espaciais e outros jogos que eram trazidos dos Arcades. Graças a esses pequenos pontos, o jogo conseguiu um grande destaque e chamou a atenção de todos, vendendo aproximadamente 1,7 milhão de cópias apenas no Japão.

 A obra rompe as fronteiras do Japão


E com todo esse sucesso a Nintendo resolveu apostar no jogo e levá-lo para os Estados Unidos,
contudo, eles tiveram alguns problemas com o lançamento. Como originalmente o jogo havia sidopublicado para o Famicom Disk System (Family Computer Disk System como também era conhecido no Japão). Esse aparelho era acoplado ao Famicom (como era conhecido o Nintendo Entertainment System, ou NES, no Japão) e adicionava um canal extra de som e permitia ainda que os jogos fossem salvos no aparelho, evitando assim o uso dos famigerados passwords.


Esse periférico nunca foi lançado nos EUA ou na Europa, então quando a Nintendo decidiu lançar o jogo no ocidente, foi necessário fazer uma modificação no cartucho, inserindo uma bateria para salvar o progresso. Isso fez com que The Legend of Zelda fosse o primeiro título na história a permitir que o progresso do jogador fosse salvo e retomado a qualquer momento. Além disso, para deixar o lançamento ainda mais épico, o cartucho era dourado e a embalagem deixava uma parte para fora, para chamar a atenção de quem passasse pela prateleira.

Outro ponto que foi considerado no lançamento americano foi a dificuldade do jogo. Os executivos da Nintendo não sabiam se ele seria bem recebido pelo público, mas no final tudo deu certo e foi um sucesso de vendas, que mundialmente somaram aproximadamente 6,5 milhões de cópias, fazendo com que este fosse o primeiro jogo Action/adventure a romper as fronteiras do Japão e ganhar o mundo.


The Legend of Zelda foi e é bem mais que um jogo. É uma lenda que rompeu todas as fronteiras possíveis e imagináveis para se tornar uma das franquias mais cultuadas no mundo todo. Por ser o criador de um estilo, quebrar preconceitos e proporcionar ao mundo uma das mais belas histórias e séries do mundo. Hoje já foram publicados 16 jogos, inúmeros quadrinhos, livros oficiais e uma infinidade de produtos. E tudo começou há quase 30 anos. Se ainda não teve a oportunidade de jogar essa pérola dos jogos ou quer reviver a primeira aventura de Link, corra para a eShop do Nintendo 3DS ou do Wii U e adquira o jogo que mudou toda a história da indústria dos games. Boa aventura!

Revisão: Vitor Tibério
Capa: Felipe Araujo
Ailton Bueno Dantas é um eterno sonhador e aspirante a Mestre Pokémon. Estudante de Letras e apreciador de cinema, seriados, quadrinhos e principalmente video game. Futuro cineasta e escritor, já pensou?

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