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Majora's Mask 3D - Parte 3: No coração da montanha congelada

Os Goron estão numa fria e cabe a mim encontrar uma maneira de terminar com um inverno que parece eterno.


Assim como o povo de Clocktown, estou amaldiçoado. Preso em um ciclo de três dias em que tenho que assistir a Lua se aproximar lentamente de Termina, preciso correr contra o tempo para encontrar uma maneira de desfazer todo o mal que o travesso Skull Kid fez a essa terra e ao seu povo. Mas não será fácil detê-lo, ainda mais considerando que ele está usando a terrível Majora’s Mask. Já consegui despertar um dos espíritos gigantes de Termina em Woodfall e agora era hora de partir à procura do próximo.

Colecionando mais algumas máscaras

Depois que havia terminado minha missão em Woodfall e restaurado a paz no Reino dos Deku, eu precisava continuar minha busca pelos outros Gigantes que me ajudariam a salvar Termina da destruição iminente. Voltando à manhã do Primeiro Dia e saindo da Torre do Relógio, Tatl me alerta que o próximo lugar que eu deveria ir seria a região das Montanhas. Mas antes de continuar minha jornada, me lembro que havia visto uma entrada muito suspeita no caminho para Woodfall, tapada por teias de aranha. Decido retornar à região do Pântano e utilizo o um Deku Stick para abrir a entrada secreta.
Ah, apenas mais uma Skulltulla... Cruz credo!

Lá dentro, encontro um homem transformado em uma horrenda Skulltula! Ele me conta que foi amaldiçoado e a única maneira de ajudá-lo é coletando as 30 Skulltulas douradas localizadas dentro de sua casa, a Fearful Skulltula House. Imaginando que aquilo se tratava de um desafio e que eu poderia lucrar em ajudar uma pobre alma, decide adentrar a casa. O local parecia uma mini calabouço, cheio de quartos e Skulltulas escondidas por todos os cantos. O desafio exigiu muita paciência e tempo para completar, mas logo tinha obtido as 30 Skulltulas douradas e pude quebrar a maldição do rapaz. Para minha alegria, ele presenteou meu esforço com a Mask of Truth, uma máscara que me permitiria entender e até conversar com as estranhas pedras espalhadas por Termina.

Retornando a Clocktown, já era quase o final da Noite do Primeiro Dia e, enquanto eu estava passeando pela parte norte da cidade, vi uma cena bizarra. Uma velha senhora carregando uma pesada bolsa nas costas subitamente é atacada por um ágil ladrão e, sem pensar duas vezes, ataco o gatuno antes que ele fuja. A velhinha fica tão contente por eu ter lhe ajudado em um momento tão complicado que me entrega a Blast Mask de presente. Essa máscara me permitiria causar uma enorme explosão, o único problema é que ao fazê-lo, eu iria perder um pouco de energia vital. Eu já estava começando a perceber que ajudar as pessoas era um negócio muito lucrativo, além de me deixar mais feliz comigo mesmo.
Pega ladrão!


Quando finalmente decido parar de perder tempo e me encaminho para a saída da cidade que dava em direção às montanhas, eu vejo uma figura estranha dançando em cima de uma pequena colina em formato de cogumelo. Como sei que “normalidade” não é uma coisa comum no universo Zelda, decido ir até lá para investigar mais. Falando com o homem descubro que ele é o espírito de um dançarino chamado Kamaro. A pobre alma não conseguia descansar porque havia morrido antes de espalhar sua maravilhosa dança pelo mundo. Pensando em uma forma de ajudar o espírito inquieto me lembro do que o Mask Salesman havia me falado sobre a "Song of Healing" e decido tocá-la para ele.
Um daçarino no meio da noite.

Ao ouvir a melodia, Kamaro para sua dança e seu rosto mostra uma expressão muito mais serena. O dançarino me agradece me dando mais uma máscara! Realmente esse era meu dia das máscaras! A Kamaro’s Mask é um dos artefatos mais bizarros que já obtive e, aparentemente, não tinha nenhuma utilidade a não ser me permitir imitar os estranhos movimentos do dançarino. Eu me perguntava se eu precisaria usar ela em alguma oportunidade.

No caminho das montanhas

Já era a Manhã do Segundo Dia quando eu parecia ter finalmente completado todos os acontecimentos paralelos que ao meu redor e consegui seguir em direção às montanhas. O caminho não era nada simples, pois, apesar do nome, Snowhead sempre havia sido um lugar cheio de vida e com uma natureza vibrante mas, agora, parecia enterrado em um inverno eterno. Eu continuo seguindo em frente evitando alguns Wolfos que se escondem na neve e logo chego no Goron Village. O problema é que o vilarejo parece quase deserto e os poucos Goron que encontro estão tremendo de frio!
Preciso tomar muito cuidado com os Wolfos escondidos na neve.

O único que parece disposto a conversar comigo parece ser Kaepora Gaebora, que está pacificamente sentando em um pilar. A coruja me conta o problema que os Goron vêm enfrentando e que desde que Snowhead Temple foi dominado por uma espírito maligno, a terra do povo da montanha foi mergulhada nesse terrível inverno. Então, para me ajudar a descobrir uma forma de livrar os Goron dessa maldição, a coruja voa em direção a uma caverna afastada e larga penas no meio do ar para guiar meu caminho.

Fazendo uma “prova de fé”, salto no vazio e consigo chegar até a caverna. Lá dentro, descubro um baú e obtenho um item que não via desde meus tempos de aventura em Ocarina of Time: as Lens of Truth! Utilizando ela, eu poderia ver qualquer objeto escondido, então, fazendo meu caminho de volta, resolvo testar o artefato e me deparo com o fantasma de um Goron! O espírito fica surpreso que eu consiga vê-lo e decide que precisa me mostrar algo. Ele me pede para seguí-lo e, devido à distância que precisamos percorrer, devo admitir que o upgrade de mágica que obtive veio bem a calhar, já que utilizar a Lens of Truth drena meu poder mágico.

Depois de muito correr atrás de um fantasma, retornamos a Mountain Village, e logo no começo de Snowhead eu descobri uma escada secreta que levava até uma entrada escondida da montanha. Foi lá que encontrei a tumba de Darmani,  o espírito que estava me guiando, dentro do Cemitério Goron. Ele se chamava na verdade Darmani Terceiro e era considerado o mais bravo entre os guerreiros Goron. Pouco tempo atrás, ele tinha se aventurado até Snowhead Temple para tentar quebrar a maldição do inverno, mas fortes ventos haviam derrubado o valoroso guerreiro para sua morte. Ele estava desesperado e inconsolável por não poder ajudar seu povo e me implorava para trazê-lo de volta à vida para poder lutar mais uma vez. Darmani daria tudo para poder viver novamente.
No descanso dos guerreiros Goron.

Comovido pela história do guerreiro Goron, minha única opção foi tocar a “Song of Healing” para acalmar sua alma angustiada. Após assistir uma linda cena em que Darmani se vê novamente cercado por seu povo que lhe homenageia com gritos eufóricos, uma máscara cai diante de mim. Era o rosto de Darmani! A Goron Mask preservava o espírito do guerreiro e, quando experimentei o artefato, me transformei em um Goron! Agora, para minha surpresa, além da forca descomunal dos Goron eu tambem possuía a habildiade de rolar como uma roda e, quando ganhava velocidade, espinhos saltavam de meu corpo e eu ficava incrivelmente rápido!

Depois de brincar de rolar pela camara mortuária de Darmani, experimentei meu poder Goron empurrando a grande lápide do guerreiro. Isso revelou uma fonte de água fervente, algo que poderia ser muito útil para tentar resolver alguns problemas congelantes na montanha. Então, coletei a água em uma garrafa e  corri para o Goron Village antes que o líquido esfriasse. Ainda bem que consegui descongelar o acesso a outra fonte de água quente antes de chegar ao vilarejo porque, caso contrário, nunca teria tempo para chegar até lá com o líquido na temperatura certa.
Água quente é como ouro em uma terra congelada.

Um reino congelado

Antes que eu alcançasse o vilarejo, um bloco de gelo na parte mais baixa do caminho da montanha me chamou a atenção. Era um Goron congelado! Não perdi tempo e despejei a garrafa com água quente na criatura e libertei-a de sua prisão de gelo. Ele se tratava do Goron Elder, o líder da tribo dos Goron. Ele havia deixado o vilarejo faz pouco tempo e, como Darmani, tinha tentado alcançar Snowhead Temple. O problema é que sua idade avançada e a temperatura baixa não o haviam permitido nem chegar à metade do caminho.

Ele me agradeceu por tê-lo libertado mas ele lamentava que não podia ajudar sua tribo. Imaginava como seu pequeno filho devia estar preocupado com sua saída e que poderia estar chorando agora. Mesmo tremendo de frio, o Goron Elder decide me ensinar uma parte da antiga canção de ninar dos Goron. O problema é que parece que o frio congelou a memória dele, pois não consegue se lembrar do resto da melodia. Ele me perguntou se eu não poderia ver se o filho dele estava bem, então decidi me dirigir ate a câmara principal de Goron Village.
Como assim o senhor não se lembra de toda canção?

Sob a forma de Goron Link, consegui acessar o local somente para descobrir que, se não fosse o suficiente estarem passando maus bocados com o frio, os Goron não aguentavam mais a choradeira incessante do filho do Goron Elder, que estava inconsolável pela ausência do pai. Decido que minha melhor chance de acalmar o pequeno Goron seria tocar o "Goron Lullaby", mas o problema é que só sei uma parte dele! Ainda bem que, quando começa a ouvir a minha tentativa, o menino me ajuda a completar a canção e assim consigo tocá-la por completo. Em questão de segundos, todos os Goron dentro do grande salão caíram no sono e, finalmente, tudo estava em silêncio.
O "Goron Lullaby" consegue adormercer até as criaturas mais inquietas.

Como eu havia resolvido parcialmente o problema dos Goron, pensei que agora era a melhor hora de me dirigir até Snowhead Temple. Afinal de contas, Darmani havia me confiado seu espírito e o Goron Elder me fizera prometer que protegeria seu filho. Sem demoras, tomei o caminho além de Goron Village e descobri uma rota traiçoeira que poderia me levar até o templo.

Botando Snowhead pra ferver!

Quando finalmente cheguei no ponto mais alto da montanha, pude vislumbrar Snowhead Temple. O local se destacava em meio à paisagem congelada, erguendo-se sombriamente como um momnumento ao inverno. E não era à toa que Darmani havia sido derrubado no precipício. Era impossível tentar atravessar o estreito caminho até o templo por causa dos ventos fortes que sopravam. Como eu percebi que a origem da ventania vinha de um ponto específico decidi usar as Lens of Truth para tentar enxergar em meio a nevasca. E que surpresa eu tive!
Nana Goron gigante, que o Skullkid vem pegar...

Sentado na frente de Snowhead Temple havia um Goron gigante soprando! Eu não perdi tempo e resolvi experimentar a canção que recém havia aprendido. Para minha sorte, o Goron Lullaby foi o remédio que eu precisava para por o imenso Goron dormindo. Assim, meu caminho estava livre para prosseguir até o templo. Rolei o mais rápido que pude e entrei no local em busca de uma solução para esse desequilíbrio climático.

Snowhead se mostrou um desafio um pouco mais complicado do que a dungeon anterior. Era necessário ser muito cuidadoso ao utilizar o rolamento Goron pois, caso contrário, podia-se cair de um dos andares do templo e ter de começar toda a escalada pelas diferentes salas e câmaras novamente. Além disso, encontrar as Stray Fairies dessa dungeon exigiu mais perspicácia minha pois precisei usar as Lens of Truth e muita agilidade para localizar todas elas. Felizmente todos os problemas da dungeon diminuem quando consigo encontrar as Fires Arrows e derreter qualquer bloco de gelo que estivesse em meu caminho.
Snowhead Temple pode ser um lugar traiçoeiro se não se sabe em que direção seguir.

Foi assim que consegui cruzar a dungeon e chegar ate a câmara do boss. Foi esquisito quando entrei no grande salão, pois ele mais parecia uma pista de corrida. Ao meu lado, havia uma criatura imensa presa em um bloco de gelo e, como parecia que eu não tinha outra escolhia, atirei uma Fire Arrow para derretê-la. Em poucos instantes, o gelo revelou o monstro que estava escondido. Masked Mechanical Goht e uma criatura grande, rápida e implacável, O monstro sai em disparada correndo e, sem pensar duas vezes, coloco a Goron Mask e corro (ou melhor, rolo) atrás dele.

A batalha contra Goht não é muito difícil, basta saber controlar a direção do rolamento Goron corretamente e desviar dos obstáculos que o monstro jogo no caminho, como bombas e estalagnites que caem do teto. Basta acertar Goht três vezes para derrubá-lo no chao e lançar ataques furiosos com a espada em seu olho gigante. Repetindo esse processo mais duas vezes, a besta fica descontrolada e se choca contra a parede, desintegrando-se. Além disso, foi muito bom possuir o upgrade de mágica pois nem precisei me preocupar em coletar os vários potes de poder mágico que estavam espalhados pela pista.
Uma corrida mortal que eu não podia perder.

Ao vencer o combate, a máscara do monstro, Goht Remains cai no chão a minha frente, assim como mais um Hearth Container. Pegando a relíquia pertecente ao pobre espirito que havia sido aprisionado, sou levado mais uma vez a uma dimensão estranha, onde me encontro com outros dos Gigantes. Dessa vez, a única palavra que consigo compreender do espirito é “Guardians” (Guardiões). Sera que ele estava me dizendo que ele era um dos guardiões de Termina? Como isso iria me ajudar a deter Skullkid?

Deixando essas preocupações de lado, apareci no coração de Mountain Village e testemunhei uma cena incrível. A neve derreteu por todos os cantos e a natureza vibrante de Snowhead floresceu novamente. Gorons que estavam congelados ou que tremiam de frio dançaram alegremente com o retorno da primavera e eu senti uma sensação reconfortante de dever cumprido. Claro que, antes de pensar em retornar a Clocktown e organizar a continuação de minha jornada, procurei a Great Fairy Fountain de Snowhead e restaurei a forma original da Great Fairy of Power. A bondosa criatura me recompensou com um Spin Attack mais poderoso e eu não via a hora de experimentar esse novo poder!
Tanto esforço é recompensado com outro upgrade mágico!

Apesar disso, era hora de voltar a Clocktown e tambem no tempo. Já era a Noite do Segundo Dia e eu claramente não teria tempo para investigar mais nenhuma região. Toquei a "Song of Soaring", regressei a Clocktown e depositei minhas preciosas Ruppees na agência bancária. Com a consciência tranquila mas, ao mesmo tempo imaginando que todos os meus feitos em Snowhead seriam apagados quando voltasse três dias atrás, não hesitei em tocar a Song of Time. Impedir que a Lua destruísse a terra de Termina era minha maior preocupação.
Hora de voltar no tempo mais uma vez!

Continua nas proximas semanas...

Revisão: José Carlos Alves
Capa: Felipe Araujo

Luís Antônio Costa é graudado em Ciência da Computação pela UFRGS. Apaixonado por games desde que ganhou seu primeiro Master System e conheceu Sonic, também é amante da ciência e um devorador de livros. Além do Nintendo Blast, também faz alguns textos para o Medium e pode ser encontrado no Facebook e Twitter.

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