Fire Emblem If (3DS) fará jus à excelência da franquia?

Com grandes expectativas após Fire Emblem: Awakening, o novo jogo da série vem para fazer história — resta saber se para o bem ou para o mal.

Sem novidades da franquia desde o início de 2013, quando Fire Emblem: Awakening chegou aos americanos e europeus, a Nintendo finalmente confirmou o lançamento, no final de junho no Japão, de Fire Emblem If, título que, assim como seu antecessor, chegará para o 3DS, mas com características completamente distintas do já conhecido pelos fãs.

Conquistando milhões de fãs pelo mundo com seus desafios desde o NES, o novo jogo da franquia, Fire Emblem If, chega em dois jogos confirmados no Ocidente em 2016: o primeiro, Fire Emblem If: White Night Kingdom, que contará a história pelo lado do povo de Hoshido, e o segundo, Fire Emblem If: Dark Night Kingdom, que mostrará a aventura de quem optar por se aliar aos Nohr.

Um histórico de respeito 

O último título da franquia mostrou que o 3DS não é feito apenas de jogos coloridos e fofos. A Intelligent Systems e a Nintendo capricharam nos detalhes de Fire Emblem: Awakening, unindo o potencial do 3DS com a franquia que vem resistindo bravamente em meio a tantos bons lançamentos do gênero. Quase todos os donos de 3DS que jogaram Awakening concordam que este é um título obrigatório, inclusive para quem nunca jogou outro título da franquia, tamanha é sua importância para o portátil — e também para os RPGs táticos.

No início, o jogo intimida aqueles que não estão acostumados a pensar jogadas em turnos, mas rapidamente é possível se acostumar com as muitas funções, entender as classes dos combatentes e padrão de movimentação dos inimigos. É possível jogar tanto no modo casual quanto no tradicional, o que mostra que os produtores não fazem um jogo apenas para os velhos fãs: na primeira modalidade, não existem as “mortes permanentes” dos jogadores que forem derrotados durante as batalhas, além de permitir escolher a dificuldade delas. Quem aí se arriscou no Lunatic?

Com um jogo quase impecável antecedendo Fire Emblem If, os produtores têm uma pressão gigante do público para lançar um jogo que seja, no mínimo, tão bom quanto Awakening. E eles decidiram fazer dois.

Hoshido e Nohr: duas novas formas de se jogar Fire Emblem

Os novos jogos contarão a história entre dois reinos de diferentes pontos de vista. O protagonista, Kamui, que poderá ser customizado tanto como personagem masculino quanto feminino nas duas versões, é um nascido na família real Hoshido, mas sequestrado enquanto criança pelos Nohr, família real do povoado vizinho que o criou, que também teve uma criança sequestrada: Aqua, nascida em Nohr e raptada pelos Hoshido quando pequena, será sua aliada nos jogos, independente do caminho escolhido.

Os jogos não são apenas duas versões diferentes da mesma aventura — eles são antagonistas inclusive na função que o protagonista cumprirá. Com uma guerra explodindo entre os reinos, o jogador deverá escolher entre defender aqueles com quem compartilha o sangue ou ajudar aqueles que o criaram em uma revolução. Hoshido é uma nação pacífica, o que contrasta com seus vizinhos, já que Nohr é uma nação bélica, que deseja expandir sua influência na região invadindo as terras vizinhas.


Optar por Hoshido significa ter acesso a um gameplay mais próximo ao tradicional da franquia, e mais fácil, sendo indicado para os iniciantes, enquanto Nohr trará desafios mais complexos, inimigos mais fortes e história intensa — não excluindo o modo Casual deste lado. Um DLC trará uma terceira opção aos jogadores, mas nada foi aprofundado sobre esse conteúdo, apenas se sabe que estará entre os dois reinos no quesito dificuldade. Os produtores já divulgaram que o jogo terá aproximadamente a mesma duração de Awakening e todos os capítulos serão baixáveis na versão oposta.

O reino pacífico buscará proteger suas unidades sem muitas complicações no enredo, enquanto do lado oposto as estratégias deverão ser pensadas profundamente, já que os recursos serão mais escassos, as condições de vitória diversas e, principalmente, os objetivos serão diferentes em cada batalha. Se escolher o lado sombrio, prepare-se para muita paciência para tomar decisões de forma prudente. Os personagens são os mesmos nas duas versões, mas aspectos diferentes de suas personalidades serão mostrados de acordo com as ações tomadas: tratar o jogo apenas como uma batalha entre o bem e o mal é um erro.

“Em tempos de guerra não se limpam armas”

Sem aparecer desde Fire Emblem Gaiden (NES), a mecânica de armas sem limites de uso estará de volta, mudando a relação dos heróis com seus equipamentos. Não será mais necessário economizar as melhores armas para os inimigos mais fortes, e sim focar em qual arma equipar conforme a situação, já que habilidade e desempenho serão contados de acordo com o personagem e a arma.

O clássico triângulo de efetividade das armas também sofrerá alterações, mas, sem pânico: a relação clássica entre espadas que derrotam machados, que derrotam lanças, que derrotam espadas se manteve. O que agora vem de novidade é que magias, arcos e armas ocultas entram na briga, aliando-se respectivamente a espadas, machados e lanças, colocando mais um elemento para ponderarmos antes de dar aquele passo, que pode ser fatal para o nosso time ao levar um contra-ataque não previsto.

Sinta-se em casa — literalmente

Apesar da personalização de avatares não ser algo novo, essa função foi levada a outro nível pelos produtores: não apenas o herói será extremamente customizável, como também a cidade-base do combatente terá espaços vazios onde será possível colocar novas construções e escolher companheiros de equipe para administrar lojas e cidades. Além da satisfação de deixar seu avatar parecido (ou não) com você, agora o ambiente também refletirá as vontades do jogador — muito provavelmente essa personalização não é puramente estética: as funções StreetPass e SpotPass do jogo possivelmente se relacionarão com esse fato. Esperamos que o SpotPass seja mais trabalhado que no antecessor, enquanto o StreetPass se mostrou um sucesso.

Com a chegada do new 3DS e o adaptador de NFC para o 3DS, a Nintendo já confirmou que os jogos terão suporte para os amiibo. Será que os bonecos finalmente terão um objetivo importante no jogo, ou continuarão apenas sendo enfeites muito legais nas nossas prateleiras?

Boa sorte para completar a coleção
O jogo já teve sua classificação etária revelada no Japão: acima de 15 anos, a maior já aplicada à franquia em seus 25 anos de história. Em um dos DLC de Awakening, o jogo sofreu alterações ao chegar na América por conta de uma cena considerada sensual demais — dada a alta classificação para o Japão, será que quando o jogo chegar ao resto do planeta teremos situações parecidas?

Repetir o antecessor é o mínimo

Com o grande investimento da Nintendo na franquia nos últimos tempos, como aparições em Super Smash Bros. for 3DS/Wii U e Code Name S.T.E.A.M., além de um crossover com Shin Megami Tensei, fica claro que os produtores não estão de brincadeira. E esperamos mesmo que não estejam, pois os fãs já estão eufóricos por uma repetição do jogo de estratégia que tira o fôlego de tantos jogadores desde seu lançamento. Com a E3 (e o lançamento do jogo no Oriente), esperamos que novidades venham, de preferência para o bem.


Revisor: Alberto Canen
Capa: Felipe Fabrício

Anna Gabriela Coelho escreve para o Nintendo Blast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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