#Metroid30: Gosta de Metroid? Então experimente também...

Algumas dicas de dentro e fora do mundo dos games que podem interessar a quem gosta dos jogos da Samus.

Chegamos na última semana das comemorações dos 30 anos de Metroid aqui no Nintendo Blast. Ao longo dos textos que fizemos sobre os jogos da série, deixamos bastante claro que Metroid nos fascina por suas mecânicas, sistemas e cenários, mas também por nos conseguir passar sensações e sentimentos. Trata-se de uma série que gerou um gênero próprio de jogos, um pedacinho em comum com tantas outras experiências no infinito rol das possibilidades de se fazer um jogo. Metroid foi e continua sendo influente, e o refortalecimento dos jogos independentes ao longo da última década não nos deixa mentir.


Ora, assim como você e eu, diversos desenvolvedores amam Metroid. E eles colocaram a mão na massa para trazer experiências que, de alguma forma, também trouxessem um pouquinho da série em seu DNA. Seja um metroidvania propriamente dito ou um game diferente em mais aspectos. Hoje, deixamos sugestões, algumas bem óbvias, para quem busca experiências que tragam alguma sensação que também encontramos em Metroid.

Axiom Verge

Axiom Verge não é uma cópia genérica de Metroid, ele até mesmo é muito diferente do que todo mundo inicialmente pensou. O esquema metroidvania está lá, assim como aproximações nos aspectos visual e sonoro, mas a aventura que vivemos em Axiom Verge é diferente e interessante o suficiente para atrair quem gosta de Metroid, e de jogos em geral para todos os efeitos, por seus próprios aspectos.

O jogo está disponível para PC, PS4 e PS Vita, e, melhor de tudo, está programado para chegar ao Wii U no dia primeiro de setembro.

Toki Tori 2

Toki Tori é fofinho, e simples em um primeiro olhar. Mas esse jogo esconde algumas das mecânicas e cenários mais inteligentes dos últimos anos. Imagine um game no qual você já poderia acessar qualquer lugar do começo. Isso não se parece nem um pouco com Metroid, você talvez me respondesse. Mas é apenas jogando Toki Tori 2 que você vai descobrir as habilidades do simpático pássaro. É olhando as dicas visuais e aprendendo as diferentes interações que o jogador vai conseguir passear pelos estágios.

Talvez você não tenha ligado muito para o jogo, mas saiba que esta é uma joia escondidinha no seu Wii U (também disponível no Steam), que usa ideias muito boas de design para trazer uma experiência “metrodivania” bastante singular.

The Aquatic Adventure of the Last Human

Aqui você também terá sua progressão impedida até encontrar um novo equipamento, e aqui você também irá lidar com a solidão e a descoberta. Mas, assim como Axiom Verge, The Aquatic Adventure of the Last Human é muito mais linear do que um Metroid. Entretanto, existe algo tão belo quanto nessa jornada solitária no fundo do mar. É você enfrentar um ambiente desconhecido, sem contar com a ajuda de absolutamente nada além das melhorias espalhadas pelo local.

O jogo não está disponível para nenhuma plataforma da Nintendo, apenas para PCs, mas não exige um computador tão poderoso assim.

Ori and the Blind Forest

Eu não acho Ori tão próximo de Metroid assim (ele é ainda mais linear e direto que Axiom Verge), mas é, provavelmente, o melhor jogo etiquetado como metroidvania dos últimos anos. O interessante é que se trata de um jogo que traz habilidades bem interessantes, assim como boas ideias de sistemas (como o de gastar energia para criar um checkpoint).

Mas ele também traz momentos de jogo muito bons, e muda um pouco a relação do jogador com os cenários conforme vai progredindo no game. Ori é, como brinquei com um amigo esses dias, possivelmente o melhor metroidvania dos últimos anos, ainda que não seja lá tão “metróidico”. Fica a indicação, já que é um excelente título.

Infelizmente também não está disponível para nenhuma plataforma da Nintendo, então será necessário acessar ao PC ou Xbox One.

Hyper Light Drifter

Esse aqui é abertamente mais relacionado a Zelda por seu desenvolvedor. Aliás, as influências diretas são The Legend of Zelda e Diablo. Mas existe algo na jornada que me remeteu, pessoalmente, a Metroid também. Talvez pelo visual e por parte da trilha sonora, talvez pelo fato de que, mesmo com gente em volta, parecia-me uma jornada absolutamente solitária e de descoberta.

Se você jogar, me conta aí se sentiu alguma coisa que tem a ver com Metroid ou se estou viajando. Fica, de qualquer forma, a indicação de outro excelente título. Disponível para PC, PS4, XBox One e PS Vita, o game está previsto também para Wii U.

Dark Souls e Bloodborne

Provavelmente eu acabaria citando Dark Souls e Bloodborne em qualquer lista de indicações, mas nesta aqui faz muito mais sentido do que parece a princípio. Os jogos trazem uma ótima sensação de se perder e se encontrar, assim como diferentes momentos que se apresentam em um mesmo cenário dependendo do momento que estamos na aventura, ou de quão familiarizados estamos com a experiência. Sério, os cenários da série Souls trazem alguns dos ambientes 3D que mais conseguem emular a satisfação de ir destrinchando e conhecendo o mapa, assim como fazíamos nos jogos da série Metroid.

Ainda há mais um ponto de conexão. A série Metroid Prime trazia um esquema de escanear as criaturas e objetos, o que nos dava mais informações. Emergia dali um enredo e uma forma de narrativa que necessitava da participação do jogador. Dark Souls e Bloodborne são jogos com uma proposta narrativa semelhante, na qual o jogador vai seguir pistas, preencher lacunas e conversar com os ambientes e história do jogo.


Enquanto Dark Souls está disponível para PC, Xbox 360 e PS3, Bloodborne só pode ser jogado em um PS4.

Ghost Song

Fica aqui um para vocês ficarem de olho, já que ele ainda não foi lançado. Este é outro jogo diretamente influenciado por Super Metroid, e que também tem Dark Souls como referência. De acordo com o desenvolvedor:

“Ghost Song é o incorporamento de tudo que eu aprendi que gosto ou não em um design de jogos ao longo de uma vida de jogatina. Mesmo tendo sido influenciado por muitas coisas e possuindo um amor particular por survival horror antigos, minha sensibilidade de design moderna tem sido influenciada por dois jogos: Super Metroid e Dark Souls. Eu sei que isso deve descrever um punhado de jogos indie sendo feitos neste momento, mas, nesse caso, eu não vejo uma forma mais sucinta de descrever. Qualquer um que jogar Ghost Song por 15 minutos vai perceber isso”.

O game está confirmado para computadores, mas também está previsto para consoles. Esperamos que faça seu caminho até o Wii U ou ao vindouro NX.

ReCore

Não sinto que o jogo vá ter muito a ver com Metroid, mas como parte da equipe da série Prime está envolvida no proejto, talvez chame a atenção dos jogadores que acompanharam a saga no GameCube e no Wii. Esse já está pertinho de ser lançado para PC e Xbox One, e em breve saberemos mais sobre ele.

Outras mídias

Assim como um Metroid, 2001 — Uma Odisséia no Espaço também é uma obra que vai te deixar inquieto, um pouco confuso e se sentido pequeno durante um bom tempo. As semelhanças acabam por aí, mas o filme traz uma experiência bacana de mistério seguido por alguma compreensão.

Também com o envolvimento de Arthur C. Clarke, nesse caso como autor, o livro O Fim da Infância, recentemente publicado no Brasil, também mexe bastante com nossa relação com o desconhecido e, em seus últimos capítulos, com a solidão.

No campo da música, existe uma peça diretamente inspirada em Metroid: Samus’ Stardrive de Andy McKee, do álbum Art of Motion.

Por fim, uma indicação de um compositor chamado Toru Takemitsu. A música dele tem um aspecto bem contemplativo, de superposição de ataques fortíssimo e momentos de baixa intensidade. Reflete muito a própria ideia do zen, da impermanência das coisas. Talvez te faça lembrar de sentimentos que temos ao jogar Metroid.

~
Não deixe de nos dar sua sugestão. Não precisa ser de algo que se pareça ou tenha similaridades diretas com Metroid, mas talvez alguma obra que te fez se sentir e relembrar dos momentos no universo de Samus.

Revisão: Vitor Tibério
Pedro Vicente não é corredor de Fórmula Truck e nem sambista. Também não é escritor e muito menos desenvolvedor de jogos. Todo dia repete como um mantra que irá atrás dos seus sonhos amanhã. Enquanto isso, pode ser encontrado em Campinas, ou São Paulo, quem sabe Santos, até mesmo no Facebook.

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