Os jogos deixaram de ser mágicos: o respeito da indústria pelo consumidor

Por KolnDoln A Indústria perdeu o respeito pelo consumidor? Sites como o Metacritic ( www.metacritic.com ) servem para o ... (por Nintendo Blast em 22/07/2009, via Nintendo Blast)

Por KolnDoln
  • A Indústria perdeu o respeito pelo consumidor?

Sites como o Metacritic (www.metacritic.com) servem para o consumidor, como uma espécie de filtro para que os jogadores possam fazer suas compras baseadas mais na qualidade do produto. Porém, quando uma companhia passa a manipular os analisadores (ou tenta), o que esta companhia faz é enganar o consumidor, a fim de que ele compre seu produto de qualidade duvidosa, uma vez que a própria companhia não confia no seu próprio produto.

O que temos visto então, é a revenda de jogos usados crescerem. E seria uma total falta de respeito e arrogância a indústria de jogos eletrônicos querer terem qualquer direito sobre um produto usado que está sendo vendido. Pois a indústria já teve seu dinheiro quando o produto foi originalmente vendido.

Entre as diversas razões que podem levar um consumidor a vender o seu jogo, tem uma em particular que chama a atenção mais do que qualquer outra. É simples, o consumidor não gostou do produto. E vendê-lo (passando-o adiante) é uma forma de defesa, uma maneira de tentar resgatar, ao menos, parte do seu dinheiro de volta. E nenhuma companhia de games tem o direito sobre esta venda.

Enquanto várias pessoas acham o máximo a distribuição eletrônica, esta possui um contra. Não é possível trocá-lo, ou revender este produto. Existe enorme possibilidade de que futuramente as principais empresas de jogos eletrônicos passem a utilizar tão e, talvez, somente, da distribuição digital. E assim, utilizam da tecnologia para obter um controle ainda maior sobre seu próprio produto produto, pois, uma vez que você não poderá emprestar um game baixado digitalmente a um amigo, nem, caso não goste, vendê-lo para obter o dinheiro (ou parte) de volta.

Torço para que empresas como Nintendo fiquem bastante tempo em sua posição atual, afinal é uma empresa conservadora que acredita que os seus consumidores gostam de suas mídias físicas. Mas digo que nem é porque gostam ou não, mas devido a falta de consideração pelo consumidor, é uma maneira segura ainda de obter um produto e ter o direito e o controle sobre o que você pagou para possuir.

Ao questionarmos jogadores mais antigos sobre a qualidade de um game hoje comparando com um de dez anos atrás. A resposta mais comum é que um jogo de anos atrás eram melhores que os atuais. Claro que não seriam todos, mas ao lembrarmos temos a impressão de que eles eram, de certa maneira, mais mágicos. Algo que fazia o consumidor querer possuir o jogo no dia do seu lançamento.

Os jogos pararam de ser mágicos porque a indústria não vê mais os consumidores como ?tentadores?. Eles vêem os consumidores como uma constante, como se eles sempre existissem, como se eles sempre caíssem pelos mesmos truques.

Mas isso nem sempre funciona, como muitos jogadores, fãs ou não, me pergunto como pode a cada nova versão do Sonic eles conseguirem fazer uma versão cada vez pior? Uma coisa é fazer um game Sonic ruim, outra é fazer cada jogo tão ruim quanto. O que eles tem feito apenas é colocar todos os estereótipos de Sonic em um mesmo game como: os personagens e a velocidade e chamá-lo de Sonic. Mas não parecem estar preocupados em fazer de fato um bom jogo de plataforma, estão preocupados apenas em fazer o novo Sonic.

Recentemente ouvimos o criador de Mario Bros., Shigeru Miyamoto, dizer que achava que Galaxy tinha muita história e que acredita que jogos do Mario não precisem de tanta história. Talvez ele saiba que o que um jogador do Super Mario espera é ver um excelente jogo de plataforma sem compromisso com a história que pode ser algo básico, até ele começar a jogar e ser surpreendido pelo que o jogo básico, simples, pode lhe oferecer.

Eu adoro serviços como Virtual Console pois força as empresas atuais a competir com jogos clássicos e lendários. Força eles a tentar criar o novo Tetris e mostrar para nós consumidores que ainda não vimos nada.

Surpreenda-me! Diz a voz do consumidor, faça-me comprar o seu novo produto!

Iwata já disse uma vez, "não percebam nosso mercado como uma concessão. Não achem que o crescimento infinito é algo garantido". Existe uma diferença de desenvolvedores que começaram essa indústria antes dela existir e outros que já nasceram quando ela existia. Percebam que eu disse "começaram essa indústria", sim, pois quando eles começaram a fazer jogos eletrônicos a indústria de videogames simplesmente não existia, eles tiveram que criá-la.

Talvez o que falta seja um controle de qualidade, não apenas da parte gráfica (afinal já presenciamos fenômenos visuais em consoles rivais), mas sim um controle de qualidade no conteúdo que está saindo para a plataforma. Algo que toda empresa deveria fazer e que não está acontecendo.

A Nintendo é uma companhia que está de pé há um século, a única companhia de videogames que produz consoles caseiros a sobreviver da geração mágica do passado da história dos videogames. A maior força da Nintendo durante esses poucos mais de 30 anos de indústria dos jogos eletrônicos, é também sua maior fraqueza, "o controle de qualidade". É provável que daqui a vinte anos ainda vejamos empresas como a Nintendo neste ramo, mas poderemos dizer o mesmo sobre Sony e Microsoft?


Escreve para o Nintendo Blast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original.


  1. Espero também que a Nintendo não mude seu jeito de produzir e vender, não gostaria nada de ter que baixar jogos...
    Prefiro comprar originais na loja, uma unidade física mesmo, com capinha bonitinha, manual arrumado.
    A Sony já "começou" com isso, logo logo PSP nem vai ter UMD mais lançando, mas isso não vem ao caso...

    Bem, apenas o futuro dirá!

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  2. Bom, eu tenho uma idéia meio descartavel mas não vejo porque não pensar a respeito. Acredito que a Nintendo esteja planejando voltar a produzir em cartuchos, claro que com tecnologia mais barata e um maior espaço. Penso isso depois de ver os jogos de nintendo DS que ainda são em cartucho, são menores e super portáteis. Hoje encontramos com facilidade cartões do tipo SD, por exemplo, com capacidade de até 32GB e já vi alguns (memoria flash, vulgo pendrive) com capacidade de até 64GB.

    Acredito que ela já deve ter dado uma olhada nisso, mas não tenho certeza se será para o proximo console, só acho que ela pensa em retorna a esse tipo de mídia. É uma ideia meio besta agora, mas acredito nisso.

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  3. ah sim, gostaria de saber quantos shines ganhei aqui? para somar com os 11 que já tenho (e que ainda falta atualizar pq lá so aparece 7 =\)

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  4. No wii temos vários exemplos disto

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  5. hum ainda não atualizaram o numero dos meus shines =\

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  6. Matéria perfeita! Parabéns" Ficou muito bom.

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  7. Calma fantasma, eles atualizam diariamente

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