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Análise: Resident Evil Archives: Resident Evil Zero (Wii)

Em 2009 o Wii recebeu um port de um dos melhores jogos de GameCube, Resident Evil Zero , de 2002. Com o título de  Resident Evil Archives:... (por Unknown em 15/12/2012, via Nintendo Blast)

Em 2009 o Wii recebeu um port de um dos melhores jogos de GameCube, Resident Evil Zero, de 2002. Com o título de Resident Evil Archives: Resident Evil Zero, o jogo teve apenas modificações em seus controles, para a possibilidade de utilizar o Wiimote e passou de duas mídias, do Cubo, para apenas uma, do Wii. Embora seja um legítimo Resident Evil, o jogo não ganhou lá suas melhores notas, porém, seja no Wii, seja no GameCube, é um jogo que merece ser lembrado e jogado por todos os fãs da franquia. Uma breve sequência de como tudo começou, nas montanhas que cercam Raccoon City, entre na pele de Rebecca e Billy contra as tramoias de Wesker. Se você ainda não conhece, precisa conhecer.

O início de uma saga


O enredo de Resident Evil Zero, ou simplesmente, RE0, nos remete aos acontecimentos que antecedem o acidente na mansão do primeiro Resident Evil (PS) e como nos primeiros jogos, o game retorna no estilo survival horror com zumbis e quebra-cabeças para ninguém botar defeito. Desta vez, teremos Rebecca Chambers, uma jovem médica do grupo S.T.A.R.S. que acaba ficando presa em um trem lotado de zumbis juntamente com o frio Billy Coen, com quem forma uma aliança para sobreviver. Juntos, eles investigam o aparecimento das estranhas criaturinhas gosmentas que estão por todo trem, além de fugir de zumbis e monstros sedentos por sangue.

"Argh! Esses bichos são nojentos!"

Não é um jogo muito conhecido, visto apenas em plataformas Nintendo e por isto não é de grande importância para entender a história por trás dos jogos, porém, para os mais saudosistas que querem conhecer a fundo as tramoias da Umbrella, RE0 é uma boa pedida, mesmo tendo uma história curta e sem muitas revelações empolgantes, como ocorre nos demais jogos da série principal da franquia.

Revivendo a franquia


"Essa mansão é um labirinto!"
Numa época em que RE estava meio morto, RE0 veio para revolucionar e em uma plataforma da Big N. O game não sofreu grandes modificações na passagem do GC para o Wii. Teve apenas mudanças nos controles para o uso do Wiimote, que ficou péssimo. Se você não tem um controle clássico ou um controle do Cubo, vai penar algumas horas para se acostumar com os movimentos do Wiimote, ainda mais com a possibilidade de controlar os dois personagens no mesmo ambiente. Sim, ambos os personagens, embora sigam por partes diferentes em certos momentos da história, eles sempre estarão ligados e um deve ajudar o outro, como quando Billy deve procurar uma maneira de libertar Rebecca combatendo uma centopeia gigante. Os personagens movem-se como nos games anteriores, girando sobre seu próprio eixo e parando para atirar. Nada que atrapalhe os viciados em Resident Evil.

"Acho que comi algo estragado..."

Embora seja um jogo da geração passada, RE0 não deixa a desejar no quesito gráfico: prepare-se para muitas cenas de ação, incluindo caminhar sobre o trem em movimento em uma nevasca. Os herois terão muito trabalho duro pela frente visando sua sobrevivência enquanto desvendam os mistérios de canibalismo que assombram as montanhas de Raccoon City.

A união faz a força?


Ao longo da trama, Rebecca e Billy aprendem que só com muito trabalho em equipe sairão vivos deste terror (mal sabe Rebecca o que a aguarda no futuro). O grande pecado deste jogo é sua jogabilidade que atrapalha muito este modo cooperativo que o game traz, mas não deixa de ser uma boa pedida para os fãs da saga. Digo fãs pois aqueles que não conhecem o contexto de Resident Evil ou nunca jogaram os games anteriores podem achar RE0 um jogo maçante e sem graça.

"Você pega de um lado e eu do outro. Atira na cabeça!"
Sem grandes revelações para a franquia, RE0 não caiu no gosto dos fãs e é muitas vezes esquecido. Vale a pena perder algumas horinhas jogando, mas aquela sensação de "preciso terminar" permeia a de "quero terminar", tirando um pouco do brilho que jogos como Resident Evil (PS) e Resident Evil 2 (PS/N64) deixaram em sua época de ouro. O jogo é curto e ao ser finalizado deixa aquele gostinho de "quero mais", mas não tem. É apenas um prólogo. Para ter mais, jogue os jogos Resident Evil disponíveis em diferentes plataformas.

Prós

  • Jogabilidade survival horror;
  • Possibilidade de conhecer o início da saga.

Contras

  • Controles péssimos para Wiimote;
  • Cansativo, embora curto;
  • Sem suporte a widescreen.

Resident Evil Archives: Resident Evil Zero  - Nintendo Wii - Nota Final: 7,0
Visual: 8.0 | Som: 7.0 | Jogabilidade: 6.0 | Diversão: 7.0
Revisão: Lucas Oliveira

Escreve para o Nintendo Blast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original.


  1. Apesar de eu nunca ter jogado RE0 mesmo eu tendo um Wii,só de ver videos Walkthrough do jogo inteiro sei q este é um dos melhores da franquia.É inevitavel ver esse game sem se lamentar q RE talvez nunca mais sera o mesmo T-T

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  2. Achei a nota muito baixa..
    Ele merece mais, pois em muitos anos, foi o primeiro jogo que conseguiu me fazer sentir a sensação dos primeiros RE do PS1..
    Apesar que concordo que os controles no Wii ficaram bastante estranhos, mas depois de algum tempo a gente se acostuma e fica tudo bem..

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  3. Tem como jogar com o gamecube controler

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  4. Sinceramente, joguei esse jogo no wii e não achei os controles terríveis não. É apenas uma adaptação do controle do gamecube para o wiimote. Não há implementação de movimentos e nem do pointer (seria bom se houvesse para o uso da faca e da mira) que pudesse gerar imprecisão ou comprometimento. Além disso, o avaliador recomenda o jogo o tempo inteiro ao leitor, mas no final dá nota 6 a um clássico desse naipe.

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  5. Ahh é o meu favorito da franquia! Sempre torço pra enfiarem a Rebecca nos novos jogos... :/

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