Blast from the Past

Velocidade, vôo e força! Monte seu time e relembre as aventuras de Sonic Heroes (GC)

Todos esperavam muito de Sonic Heroes, afinal seria o primeiro jogo do ouriço multiplataforma (lançado quase simultaneamente para PS2, Ga... (por Diego Leon em 09/11/2013, via Nintendo Blast)


Todos esperavam muito de Sonic Heroes, afinal seria o primeiro jogo do ouriço multiplataforma (lançado quase simultaneamente para PS2, GameCube e Xbox). Os primeiros títulos em 3D do Sonic geraram controvérsias – uns amaram, outros odiaram. Seria então a chance da Sega se redimir com os fãs e colocar Sonic novamente na glória. Hype não faltou – Heroes ganhou um monte de capas de revistas. Mas será que o game alcançou esses objetivos?

Trabalhe em times!

Escolha seu time e parta para a aventura!
Em Heroes, o jogador controlava três personagens ao mesmo tempo, sendo que os mesmos possuíam suas características próprias. Cada time tem o mais veloz (speed), o mais forte (power) e o que voa (fly). Ao todo eram quatro times, distribuídos da seguinte forma: Team Sonic – Sonic, Tails e Knuckles; Team Dark – Shadow, Rouge e Omega; Team Rose – Amy, Cream e Big e Team Chaotix – Espio, Charmy e Vector.

Ao longo das fases era necessário trocar o líder dos times – em algumas partes o importante era velocidade, em outras a força para quebrar obstáculos ou até o voo para alcançar lugares mais altos dos estágios. O design dos botões do controle do GameCube facilitava a troca de líderes dos times, bastando alternar entre X e Y.

Os níveis de dificuldade também mudavam com a escolha dos times – a de Team Sonic pode ser considerada “Normal”, a do Team Dark “Hard” e a do Team Rose “Easy”. A jogabilidade do Team Chaotix era diferente, pois eles completavam missões ao longo das fases – como coletar uma quantidade de argolas, por exemplo.

Todos os Team Blasts! 
Por falar em argolas, outros elementos característicos da série Sonic também estavam presentes, como as televisões de 1-UP, a invencibilidade e os sapatos que garantem alta velocidade. A inovação ficou por conta do Team Blast, um ataque conjunto dos três personagens, que é ativado com a coleta de argolas ou com o power-up que automaticamente enche a barra do ataque. No Cubo, o poder era acionado usando o botão Z.

Outra novidade são as Level Balls que aumentam o nível de poder de cada personagem. Tails, por exemplo, pode ficar mais tempo no voo e Knuckles tem sua força destrutiva aumentada.

Um mundo colorido!

Heroes também tinha um modo multiplayer!
Graficamente, Sonic Heroes tinha qualidade. As cores eram extremamente vibrantes e os estágios também eram muito detalhados. É interessante notar que cada fase possui sua característica peculiar, como o clima alegre de Bingo Highway ou as pancadas de chuva em Frog Forest. A modelagem dos personagens também é competente e eles ficaram simpáticos no jogo.

Ao todo o jogo tinha sete estágios, cada um com dois atos diferentes, como reza a antiga tradição de Sonic. E claro, no final do segundo ato, um confronto contra Eggman – ou um contra time completo!

Os estágios eram muito extensos – em alguns era possível ficar até quinze minutos. Dentro deles ainda havia pequenos minigames e também caminhos alternativos acessíveis exclusivamente com uma característica específica – Power, Speed ou Fly.

Os inimigos podiam ser destruídos com qualquer formação. Na formação Speed (Sonic e Shadow, por exemplo), era usado o Jump Attack. Espio, além dessa investida também atirava estrelas ninjas e Amy utilizava o seu Piko Piko Hammer. Na formação de voo, o ataque era o Thunder Shoot – o personagem atirava os outros contra os inimigos. E na formação Power o golpe básico era o Fireball Jump – transformar os companheiros em bolas de fogo literalmente atirando-os nos adversários. Além disso, Knuckles também desferia socos e Omega tinha uma metralhadora. Outra adição em Heroes é que os inimigos possuíam uma barra de vida, sendo preciso atacá-los várias vezes.

Crush 40 e seu toque de rock!

Desde Sonic Adventure, a banda Crush 40 trouxe a alma do rock para os jogos do ouriço da Sega. “Open your heart”, de Sonic Adventure e “Live and Learn”, de Sonic Adventure 2 marcaram época. Em Heroes, a banda trouxe duas novas músicas: “Sonic Heroes”, a trilha principal e também “What I’m made of”, que é executada contra o último boss. Os temas dos estágios também são excelentes, com destaque para Seaside Hill, extremamente nostálgica!

"What I'm made of", do Crush 40. Sonic é puro rock!

História ou pretexto?

Heroes apresenta um enredo leve – e cada time traz sua própria história. Para o Team Sonic, é a clássica luta contra Eggman, que novamente está desenvolvendo uma grandiosa arma – e Sonic tem apenas três dias para detê-lo! Team Dark está na busca de respostas para o desmemoriado Shadow e também riquezas para Rouge. Team Rose conseguiu ser ainda mais exótico: Amy saiu atrás do (quase) namorado Sonic e Cream e Big foram atrás dos desaparecidos Chocola e Froggy. Já o time Chaotix é composto de detetives – Charmy chega ao escritório com o pedido de uma pessoa que promete pagar bem. Durante a aventura, as histórias se interconectam e inclusive há lutas entre os times.

Muitos minigames pelo caminho!

Jogabilidade falha

O grande ponto negativo de Heroes é a sua jogabilidade: em momentos cruciais o botão não funciona, o personagem não responde provocando inúmeras quedas em abismos. Por isso tínhamos que manter uma velocidade mais baixa em alguns momentos, para evitar esses problemas de jogabilidade. Mas... ir devagar em um game do Sonic? Queremos correr!

É a velha história... ame ou odeie!

Heroes foi bem recebido pela crítica, mesmo com todos os seus defeitos. Faltou polimento ao game – talvez se tivessem adiado mais um pouco e consertado os problemas de jogabilidade, seria o retorno triunfal do supersônico azul. Mas chegou quase lá. Com a união de bons gráficos, trilha sonora caprichada e uma nova abordagem no controle dos personagens – usando times – Heroes marcou história na cronologia de Sonic. Embora tenha deixado aquela sensação de que poderia ser melhor.

Revisão: Bruna Lima
Capa: Wellington Aciole



Escreve para o Nintendo Blast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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