Mudanças que seriam bem vindas na oitava geração Pokémon

O que esperar dos jogos que foram prometidos para o Nintendo Switch em 2019

Depois de diversos rumores, finalmente a The Pokémon Company revelou um pouco do que está planejado para o futuro da franquia dos monstrinhos de bolso. Pokémon: Let’s Go Pikachu e Pokémon: Let’s Go Eevee foram finalmente anunciados para o Nintendo Switch, e mesmo se tratando de um RPG para o híbrido, esses jogos não são exatamente o que muita gente esperava. Os games anunciados são uma espécie de reboot do Pokémon Yellow Version: Special Pikachu Edition (GB, 1998), onde nós vamos viver uma aventura totalmente nova em um lugar bem conhecido.

Eu não quero desmerecer os jogos quando digo que “não são o que muita gente esperava”, pelo contrário, eu quero exaltar esses jogos, pois eles são exatamente aquilo que a franquia precisava. Além de toda a beleza e nostalgia, os jogos possuem uma interação com o Pokémon GO (Mobile, 2016), adotando até algumas mecânicas do mesmo. O jogo se passará em Kanto, e conta até onde sabemos, com apenas a primeira geração disponível. Os jogadores que entraram na febre do Pokémon GO vão ser atraídos por esses games. Esses jogos, por sua vez, possuem o poder de serem atrativos para diversos públicos. Seja você um jogador novo, hardcore ou até mesmo casual. Todos entram na lista de público alvo, e isso é com certeza a maior virtude desses games.


O caminho está sendo pavimentado, o jogo vai criar uma base de jogadores de Pokémon no Switch, jogadores esses que atualmente estão dispersos no 3DS, aposentados ou até mesmo nos Smartphones. Vai ensinar o básico para os novatos, divertir e emocionar os antigos. Tudo está sendo preparado e planejado cuidadosamente para abrir o caminho, pois a oitava geração de Pokémon, já está anunciada para o segundo semestre de 2019, e nós não sabemos o que esperar desses jogos. Então, eu vou trazer para vocês algumas das mudanças que eu vejo com bons olhos. Seja ela algo inédito, algo que já foi usado, ou algo que já foi até mesmo mostrado nos jogos “Let’s Go”, afinal de contas não sabemos se a oitava geração vai seguir os moldes de algo que já foi revelado ou será surpreendentemente algo totalmente novo.

O maravilhoso mundo (aberto?) de Pokémon

Não é de hoje que os fãs sonham com um jogo no estilo “mundo aberto” para a franquia Pokémon, e depois que tivemos o lançamento de The Legend of Zelda: Breath of the Wild, não ficou difícil de sonhar com algo parecido, porém mais simples. Seria uma ótima forma de dar uma revigorada na franquia, fazendo com que nós decidíssemos quais side quests fazer, a ordem de coletar as insígnias, quais lugares explorar primeiro, dentre as outras diversas vantagens que só um jogo de mundo aberto nos traz. Também é importante citar que muitas pessoas reclamam da linearidade que os jogos da franquia principal possuem, chegando ao extremo em Pokémon Sun, Moon, Ultra Sun e Ultra Moon (Nintendo 3DS, 2016 e 2017), onde temos uma indicação no mapa de onde devemos ir para avançar, algo que acaba tirando a curiosidade de muitos jogadores, e fazendo com que os mesmos não explorem o grandioso mundo Pokémon.

Jiggaly...puff...jiggaly...puff!

Desde o lançamento de Pokémon Red & Green (GB, 1996), os Pokémon não falam o seu nome como fazem no anime, eles fazem na verdade um barulho característico, uma espécie de grunhido. Embora o anime tenha sido lançado depois dos jogos no Japão, para boa parte do mundo foi ao contrário, e muitos pensavam que os Pokémon não falavam os seus nomes por culpa do hardware limitado da época.

O tempo passou, muita coisa mudou, e então quando nós tivemos o anúncio da sexta geração, em algum momento foi mostrado um Pikachu falando seu nome, “Pikachu”, e isso alimentou a esperança de que todos os Pokémon fossem fazer o mesmo. No final somente o Pikachu fazia isso, todos os outros continuaram com seus grunhidos. 

Eu sei que muitos preferem que continue assim, mas não seria uma boa ideia ter as duas opções? É claro que eles teriam muito trabalho em localizar isso para cara língua que o jogo possua, mas se tivéssemos pelo menos as opções de deixar com as vozes em japonês, inglês e grunhidos já seria perfeito, agradaria a quase todos. Seria muito bonito ver um Charmander entrando no campo de batalha e falando “Char, Char, Charmander” ou um Jigglypuff cantando sua bela canção ao usar um sing.

Um Pokémon selvagem apareceu

Por muito tempo também se especulou, se em algum momento nós veríamos os Pokémon selvagens andando pelo mapa, ou continuaria tudo no estilo clássico, onde temos encontros inesperados com um Pokémon que só se revela no momento em que a batalha começa. Claro que temos algumas exceções, normalmente os lendários, que capturamos através do método “Interact”. 

Em Pokémon Let’s Go Eevee&Pikachu, já foi possível perceber que nós teremos sim os monstrinhos andando livremente pelo mapa, mas será que esse conceito vai ser realmente levado para a próxima geração? Eu espero que sim. Aliás, espero que possamos encontrar Pokémon selvagens em ambos os métodos, interagindo com os que nós enxergamos ao mesmo em que os encontros inesperados acontecem.

Amizade em primeiro lugar...

Esse é um dos conceitos que eu acredito que nunca deveria ter sido abandonado pela franquia. Ter o Pokémon andando ao lado do treinador é muito legal, além de reforçar toda a ideia de que a relação que existe ali é a de amizade. Nos jogos esse detalhe apareceu pela primeira vez em Pokémon Yellow, onde nós só podíamos andar ao lado do Pikachu. Em 2009, esse conceito retornou com força total, isso porque em Pokémon HeartGold&SoulSilver (NDS, 2009) o nosso primeiro Pokémon do party sempre nos acompanhava fora de sua Pokéball, e vale ressaltar que haviam 493 Pokémon existentes na época. Agora nós temos quase o dobro disso, inclusive é possível que com os novos Pokémon da oitava geração esse número passe do dobro, mas o hardware do console também evoluiu muito, então não é algo impossível de ser feito, só é trabalhoso. 

Nos jogos recém anunciados aparentemente, teremos isso, de uma forma maravilhosa, onde cada Pokémon vai ter uma característica própria de se locomover. Seja rolando, voando, flutuando, subindo em nossas cabeças ou até mesmo em nossos ombros. Mas como lá nós só teremos os 151 primeiros fica mais fácil de desenvolver esse conceito no jogo, vamos torcer para que o grande número de Pokémon existentes não afaste essa possibilidade em 2019.

Eeveelutions

Desde a primeira geração esse pequeno Pokémon chamado Eevee nos apresenta um conceito muito interessante sobre evoluções. Ele possui a habilidade de evoluir para um tipo diferente, dependendo do que nós decidimos fazer com ele. Vaporeon, Flareon e Jolteon foram os primeiros, sendo esses respectivamente sua evolução para o tipo água, fogo e elétrico. Na segunda geração tivemos Umbreon e Espeon, que são do tipo dark e psychic. Na quarta geração mais uma vez tivemos duas evoluções inéditas de Eevee, onde Glaceon e Leafeon foram introduzidos para representar os tipos gelo e grama.

Na sexta geração tivemos algo incomum, uma única evolução do Eevee foi apresentada, mas é compreensível, já que se tratava de um novo tipo, o tipo fada. Sylveon chegou para mostrar que os dragões teriam algo novo a temer (pelo menos os que não possuíssem Poison Jab ou Iron Head em seu moveset). Será que nós veremos Eeveelutions novas na oitava geração?

Vale ressaltar que todas as inserções de novas evoluções de Eevee foram feitas em gerações de números pares (2º, 4º e 6º geração). Eevee vem ganhando muito destaque, seja em um novo filme ou até mesmo no novo jogo e as possibilidades são diversas já que ainda temos dez tipos sem uma Eeveelution.

Primeiras formas e evoluções

Sempre é legal também conhecer evoluções, ou as primeiras formas de monstrinhos que nós já conhecemos. Na segunda geração nós tivemos a introdução de muitas primeiras formas, com os Pokémon bebês, alguns exemplos são; Togepi, Pichu, Magby e Elekid. Na quarta geração muitas evoluções de Pokémon antigos foram introduzidas, como por exemplo, Electivire, Magmortar e Magnezone.

Curiosamente as evoluções e primeiras formas de Pokémon antigos também costumam aparecer nas gerações de números pares, e não seria fantástico conhecer, por exemplo, uma evolução da Jynx?

Key Stone e Z-Crystal

As mega evoluções foram apresentadas na sexta geração, trazendo uma evolução temporária para um Pokémon que nós já acreditávamos que tivesse alcançado o máximo de seu potencial. Os Z-moves foram apresentados na sétima geração, e são golpes superpoderosos que podem ser utilizado uma única vez por batalha, caso o Pokémon esteja segurando um Z-crystal e tenha um golpe compatível. 

Ambos os conceitos são simples de serem ampliados e aprimorados em um novo jogo, e as possibilidades são diversas. Mas sempre existe a chance, por mais remota que seja, de serem simplesmente esquecidos, já imaginou todas as mega evoluções e os Z-moves sendo deixados para trás? Triste não?

Outras regiões...


Sendo um jogo novo, com uma geração nova, é de se esperar que tenhamos uma região inédita. Mas ao mesmo tempo sempre é bom revisitar as outras regiões do mundo Pokémon, mesmo que seja no pós-game. E com a tecnologia atual isso não é difícil de ser desenvolvido, pode ser feito até mesmo através de DLC’s, quem não gostaria de ao invés de possuir somente oito insígnias, possuir todas?

Seria também uma boa forma de aumentar a longevidade dos jogos e atrair jogadores que só gostam de uma determinada região. 

Mecânicas de batalha

Eu particularmente não gostaria que houvesse mudanças muito drásticas nas mecânicas de batalha. Uma mudança boa seria a alteração da base de alguns Pokémon, na busca por deixar as coisas mais equilibradas. Uma geração nova sempre traz novos itens, habilidades, golpes, combinações de tipos, efeitos secundários... Etc. Esse tipo de coisa é quase certeza que nós vamos ter, e essas novidades são as engrenagens que mantém o competitivo de Pokémon girando, mas a cada geração nós sempre temos pelo menos uma mudança grande no metagame. Na segunda geração nós tivemos a separação do stats special, assim como a inserção dos gêneros e dois tipos novos; Steel e Dark. Na terceira nós conhecemos as habilidades. Na quarta geração a criação das categorias dos golpes, o que mudou muita coisa, nunca mais nós tivemos, por exemplo, um Alakazam usando Ice, Fire e Thunder Punch. Na quinta geração fomos apresentados a novos tipos de batalhas, como as triplas e rotativas, além é claro das habilidades ocultas. Na sexta um novo tipo, fada, e as mega evoluções. Por fim, chegamos então à sétima geração com os Z-moves.

Olhando pro passado é de se esperar que pelo menos que uma grande mudança seja apresentada no futuro, eu gostaria que ela fosse a criação de golpes com dois tipos. Por exemplo, o Fire Punch, que atualmente é do tipo fogo, gostaria que ele fosse dividido para fogo/lutador. Isso certamente iria trazer muitas mudanças para todo o cenário competitivo do jogo, ao mesmo tempo em que iria ampliar as possibilidades do dano. Nós já vimos os desenvolvedores flertando com essa ideia, o Pokémon Hawlucha possui um golpe exclusivo, Flying Press, que se comporta como um golpe de voador/lutador.

A cada geração a franquia Pokémon nunca nos decepciona, sempre apresenta um pouco de inovação misturada com a nostalgia e mantém vivo o espírito da franquia. Ela encanta e diverte as crianças com a sua simplicidade, ao mesmo tempo em que agrada aos mais velhos, com as suas complexas batalhas que exigem ao máximo a concentração, organização, capacidade de definir uma estratégia, improviso e acima de tudo a capacidade de perceber o que o seu oponente vai fazer. Independe do que for apresentado para a próxima geração dos monstrinhos mais famosos do mundo, eu tenho certeza que os elementos que fazem a franquia ser tão amada, vão continuar existindo, e é isso que importa.

Revisão: Diogo Mendes
Pedro Henrique escreve para o Nintendo Blast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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