Game Boy e seus acessórios mais bizarros

Demos uma olhada nos mais diversos e bizarros acessórios do clássico portátil da Nintendo.



A Big N é conhecida pela fabricação dos mais diversos acessórios e geringonças para seus consoles, no intuito de aumentar a imersão do jogador, criando uma experiência única dentro de seu universo de consoles. O Nintendo Wii fora um dos videogames das últimas gerações que mais apresentou esses pequenos adendos, mas a tradição de criar acessórios é muito mais antiga do que isso.


Seja para criar uma experiência mais imersiva, seja para auxiliar o jogador em alguma deficiência no console, a Nintendo sempre esteve muito preocupada em aumentar a vida útil de seus consoles através das ferramentas mais diversas. Na época do já citado portátil, o Game Boy, as empresas rivais eram muito mais preocupadas em fazer algo similar à empresa japonesa.

A lista de acessórios para qualquer console na época pode ser absurdamente grande, e o Game Boy, mesmo pequeno, não é uma exceção. Os mais diversos tipos de bizarrices foram feitos para o portátil da Nintendo, seja pela própria empresa, ou por alguma companhia terceira.

Carregadores e baterias 

O portátil é bem conhecido por um problema comum da época, que era a necessidade de usar pilhas. Não só isso, mas o Game Boy necessitava de quatro pilhas, o que pode ser uma quantidade considerável para uma época em que as pilhas recarregáveis não existiam. Havia uma opção oficial da Nintendo, que funciona como um carregador portátil para celular, bem comum nos dias de hoje. Porém, os casos mais bizarros eram das empresas que trabalhavam abaixo da Big N.

Talvez o exemplo mais curioso de todos seja o Solar Charger, feito pela empresa Innovation. Não precisa de muito para entender a premissa do acessório. Ele é um carregador portátil que, ao contrário dos convencionais, usa energia solar para armazenar energia.

O carregador possui painéis solares e requer cerca de oito horas para que fique completamente carregado. Há um encaixe simples e o jogador deve conectar o cabo AC na entrada lateral do console. Incrivelmente, funciona como deveria, embora não pareça existir uma informação precisa sobre quanto tempo a bateria dura.

O Game Boy e sua telinha escura

O console pode ser amado por todos, mas, não há como negar que um dos maiores problemas dele é sua falta de iluminação, sendo impossível de jogar no escuro, sem contar no tamanho da tela, bastante limitado naquela época.

Para resolver os problemas de iluminação, existiam diversas opções. Talvez a mais funcional dessas seria um acessório chamado Nuby Game Light. Bastava encaixar na frente da tela e acender, iluminando perfeitamente o portátil. O lado negativo do acessório, no entanto, era o uso excessivo de pilhas, já que dobrava a quantidade delas que o jogador deveria carregar por aí, necessitando de quatro, assim como o Game Boy.

Geralmente os acessórios de iluminação do Game Boy vinham junto de uma lupa. Acessórios oficiais, como o Light Boy, apresentam uma solução simples para o problema do tamanho da tela, além de economizarem nas pilhas, necessitando apenas de duas, ao invés de quatro.

Algumas empresas copiaram essa ideia e fizeram suas próprias versões do Light Boy, que muitas vezes muda apenas a cor ou o tipo do encaixe. Mas, é claro, sempre existe a empresa que leva o conceito mais além, e a empresa da vez, foi a americana STD.

Game Boy ou Transformer?


A monstruosidade acima é chamada de Handy Boy. O acessório transforma totalmente o console, não apenas com iluminação e uma lupa para a tela do portátil, mas também com amplificadores para o som do Game Boy, além de um botão analógico para os direcionais do console e dois botões maiores e, sinceramente, mais desengonçados, para os botões A e B.

Uma das vantagens desse apetrecho é que ele dispensa a utilização de pilhas. No entanto, o Handy Boy é bem famoso por falhas em suas unidades e maioria deles sequer funciona: existem os mais diversos relatos de que o acessório desliga o console quando seu adaptador AC é plugado no videogame. Ele também é conhecido por ser extremamente frágil.

Como se já soubessem que o acessório seria falho, o apetrecho vinha com uma outra maneira de conectar sua fonte de energia no Game Boy, através de placas metálicas nos contatos das pilhas do portátil, o que tornava tudo ainda pior, pois qualquer impacto contra ele poderia desligar o jogo ou a luz.
É como se ele falasse: “Essa nem é minha última forma”.
Porém, o ápice, o acessório mais excessivo de todos, foi criado pela empresa Saitek. Ele se chama Booster e apresenta todos os componentes da bugiganga anterior, porém, seu tamanho é insanamente maior, transformando o Game Boy quase que num console de mesa. Ele requer quatro pilhas, mas não AA, como vimos até então: ao invés disso ele pede por pilhas C, o que mostra o tamanho de sua excessividade.

O amplificador sonoro é muito mais potente que o concorrente e seus controles são mais duros e desengonçados. Há uma cavidade para guardar jogos atrás, podendo armazenar até dois jogos, embora pareça ter espaço para mais.

Diga “X”

Talvez a dupla mais curiosa de acessórios do Game Boy sejam a câmera e a impressora. Sim, você leu direito. Uma câmera, que parece uma webcam do começo dos anos 2000, com seu formato redondo, e uma impressora só para imprimir as fotos tiradas com esse aparelho.


A câmera se encaixa onde naturalmente colocaríamos um cartucho. Ela serve para tirar fotos frontais, como a câmera do seu celular, mas, nos padrões de cores do portátil. Existe uma capacidade de armazenamento bem grande para as fotos, sem contar com um editor de imagem e alguns jogos pequenos.

A impressora parece uma máquina de cartão de crédito quando imprime recibos, já que a imagem é pequena e o rolo de papel é o mesmo. Ela conecta com o Game Boy através de um cabo e a qualidade da impressão é bem duvidosa.

Parece história de pescador

Pode parecer mentira, mas não é. Existe um aparelho chamado Pocket Sonar, que, assim como a câmera, era conectada no lugar do cartucho do portátil. Dessa vez, no entanto, o aparelho era usado para auxiliar pescadores, por incrível que pareça, além de apresentar diversos jogos pequenos com o tema de pescaria.

Na ponta do cabo existe um sonar que serve para detectar peixes, com o alcance de até 20 metros de profundidade. O periférico foi feito pela Bandai, provavelmente uma dos produtos mais aleatórios produzidos pela empresa japonesa, em 1998, mas nunca foi lançado fora do país.


Para continuar com a lista bizarra de aparelhos conectáveis com o console, nada mais justo do que lembrarmos de outro item muito improvável que era compatível com o Game Boy: uma máquina de costura.

Pode parecer brincadeira, mas é verídico. A empresa Singer criou uma máquina de costura que vinha com um cartucho. A conexão entre a máquina e o Game Boy acontece através de um cabo, e o cartucho serve para que o usuário escolha um padrão de costura. A máquina, por sua vez, lê o padrão e costura o mesmo da forma indicada na tela.



Por fim, o último e talvez mais incomum de todos os acessórios, é mais um bônus do que qualquer outra coisa, já que seu lançamento oficial foi bem depois do fim da vida do Game Boy. Chamado de PediSedate, seu intuito era para as crianças que estavam prestes a passar por algum tipo de procedimento médico ou cirurgia.

Ele parece, basicamente, um par de headphones. Conectado ao Game Boy, sua função primária é exatamente essa, emergindo a criançada em seu jogo. No entanto, o aparelho também contaria com uma espécie de máscara, cobrindo o nariz do paciente. É aí que entra a parte médica do acessório, já que ele se conectaria com qualquer gás anestésico que os médicos fossem utilizar para o procedimento.



O aparelho serve para acalmar o estresse sofrido pelos pequenos durante tais procedimentos, envolvendo-os com o jogo e distraindo-os do nervosismo da cirurgia.

A lista de apetrechos pode continuar, se estendendo até o infinito. Existe uma boa quantidade de cópias e tantos outros que provavelmente nem foram lançados. Mas, podemos ter como verdade de que o Game Boy, para sua época, parece ter sido o videogame mais multifuncional do mercado.

Revisão: Pedro Franco
Yorran Rosa Bergamaschi escreve para o Nintendo Blast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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