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Análise: Luigi’s Mansion (3DS) é idêntico ao original, incluindo na diversão

O port para o portátil não trouxe nenhuma atualização significativa, porém vale cada susto.



Após o anúncio do terceiro game da franquia para Switch e muitos anos na geladeira, a volta do primeiro título da franquia Luigi’s Mansion é uma forma de agitar o console tridimensional que, cá para nós, anda bem paradinho agora que seu irmão mais novo está com todos os holofotes.


O portamento do primeiro game solo do Luigi para o 3DS abre novas portas da franquia para os novos fãs da Nintendo, que estão conhecendo a empresa agora. A versão que temos hoje é um título que passou por poucas atualizações, mas que cumpre seu papel.

De volta para a mansão

Luigi’s Mansion se trata da primeira aventura do Luigi como herói principal, o irmão longilíneo de Mario descobre que ganhou uma mansão em um concurso – super comum, não é? – e resolve dar uma olhada em seu mais novo imóvel. Lá dentro ele descobre que o local é infestado de fantasmas que fugiram do laboratório do cientista, um tanto maluco, Professor E. Gadd. Sim, aquele quem criou a F.L.U.D.D. de Super Mario Sunshine (NGC).



Com a ajuda do cientista e da Poltergust 3000, Luigi terá que tornar sua humilde residência habitável, já que seu sistema nervoso não é muito chegado em fantasmas. Aliado a isso, ele também descobre que seu famoso irmão está aprisionado em sua própria mansão, refém de um velho conhecido, que não é o Bowser.

Sim, como sempre a simplicidade cativante da Nintendo nos presenteia com uma aventura que não apenas foi um título que mostrou a potência do recém lançado GameCube, mas também tirou Luigi da sombra de seu irmão, que se contentava em apenas escrever em seu diário secreto enquanto Mario salvava o dia.

E os fantasmas se divertem, ou não

Que susto que nada, os fantasmas de Luigi’s Mansion são bastante carismáticos e até chegam a ser fofinhos, dependendo do ponto de vista. As almas penadas se escondem nos diversos quartos da mansão labiríntica, mesmo com o pouco espaço disponível para o desenvolvimento deles é possível descobrir pistas sobre eles com o pouco diálogo reservado a eles e as decoração de seus quartos.


Além dos fantasmas mais comuns, os que estão na capa do game, praticamente cada quarto da mansão possui um fantasma diferente para ser aspirado. Estes são mais fortes e precisam que o jogador desvende uma charada para que seu coração se revele, pois sim, só se pode aspirar um fantasma se seu coração estiver exposto. Fofo, e um tanto creepy, não?

A escolha por trazer desafios para poder desarmar os espíritos zombeteiros quebra com a repetitividade que pode aplacar o jogador, pois as mecânicas do jogo se focam em assustar os fantasmas com a lanterna e aspirá-los. Claro que eles entrarão em pânico e o jogador deve seguir firme em sua rabeira, para que não escapem. Os jogadores acostumados com a lanterna estroboscópica de Luigi’s Mansion: Dark Moon (3DS) poderão usá-la se assim preferirem, porém não é possível usá-la combinada com o modo padrão do game original.

A mansão no 3DS está mais colorida e com cores mais saturadas, pois o console tem uma tela bem menor, o que dificulta acompanhar um jogo muito sombrio. Dessa forma, diminui o problema em levar Luigi e seus fantasmas para a rua, pois será possível aproveitar o título na rua, sem se preocupar se vai conseguir enxergar o que ocorre na telinha.

Os fantasmas na nova versão estão menos translúcidos, agora é possível vê-los com mais clareza e cor. Essa mudança não traz muita diferença na dificuldade do game, pois no GC ainda era bem fácil notá-los na tela, porém, assim como foi citado acima, facilita já que a tela do 3DS é bem menor.

Agora o susto é em 3D

Mesmo com a onda de títulos focados no 2DS, o game foi feito para ser compatível com o modo em 3D da linha principal da família dos portáteis. O 3D em Luigi’s Mansion é bastante imersivo e cansa pouco a vista, porém em minha experiência pessoal foi possível enxergar dois Luigis na tela, mas tirando isso, nada a reclamar. Aconselho assistir às animações com o 3D ligado e desligar para capturar os fantasmas, aproveitando o melhor dos dois mundos.

As adições para a versão para os portáteis receberam poucas atualizações realmente significativas, a maioria é mais cosmética, isso só mostra como a aventura original é praticamente irretocável, mas, ao mesmo tempo, também dá uma sensação de comodismo em um título que terá vendas garantidas.


O game foi remodelado do zero, motivo pelo qual muitos personagens tiveram seus traços atualizados, Luigi tem um andar mais natural e tem uma aparência mais suave. O game em si não se distancia nada de sua fonte, apenas está mais condizente com a evolução dos modelos feitos ao longo dos anos, não vamos nos esquecer que este é praticamente o primeiro game do GameCube.

Agora é possível jogar em multiplayer local e há a compatibilidade com os amiibo, ambos são adições praticamente básicas de qualquer port feito para o Switch ou 3DS atualmente, mas que pouco modificam na jogatina. Usar os amiibo é uma boa para aqueles que quiserem se aventurar na Hidden Mansion [Mansão Escondida] e no modo hard (hard mesmo) da aventura.

A questão que mais peca nessa nova versão é a disposição de botões, pois esta análise foi feita com o primeiro modelo de 3DS disponível no mercado e isso quer dizer muita coisa, já que o 3DS clássico não possui o C-Stick, ou o segundo D-Pad. Assim, como é preciso movimentar Luigi e seus apetrechos, as funções foram divididas com outros botões e o giroscópio do console, a solução é um tanto incômoda, mas o jogador se acostuma. Mesmo assim eu me pegava trocando um comando e outro.

Por fim, a melhor adição a esta versão foi o mapa interativo na tela inferior do console, o que facilitou no processo e locomoção do título; quebrou com a sensação labiríntica da mansão, mas trouxe mais sentido ao Game Boy Horror [trocadilho com o portátil Game Boy Color], já que Luigi o carrega como guia o tempo todo.

Aqueles que estavam com saudades de um game exclusivamente do Luigi poderão apaziguá-las enquanto o mais novo título da franquia ainda cozinha nos caldeirões da Nintendo. Mesmo com poucas adições ainda temos um game divertidíssimo em nossas mãos, que não decepcionará os jogadores que se aventurarem pela primeira vez nos corredores da mansão nem aqueles que de tão acostumados se tornaram fantasmas habitantes do recinto.


Prós

  • Port bem feito e que conserva toda a qualidade do original;
  • Gráficos e modelos atualizados com o design moderno dos personagens;
  • Jogo se adequa perfeitamente às funcionalidades e potência do 3DS;
  • Compatibilidade com os amiibo.

Contras

  • Modo multiplayer não compatível com o Download Play;
  • Mecânica de controles confusa para as versões antigas do 3DS;
  • Mecânicas de lanternas não podem ser combinadas.

Luigi’s Mansion – Nintendo 3DS – Nota: 8.5

Revisão: Diogo Mendes
Análise produzida com cópia digital cedida pela Nintendo
Victor Carozzi escreve para o Nintendo Blast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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