Vem aí

Prévia: Super Mario Party (Switch) promete ser o aguardado reboot das festas

Mario Party retorna para os moldes antigos, mais competitivo, porém, sem esquecer a camaradagem.



Mais uma festa do Mario se aproxima, desta vez para o Nintendo Switch. O tema desta vez é: reinvenção! Mario Party vinha em uma onda de ideias que distanciaram a série de sua origem, deixando muitos fãs e entusiastas do gênero desapontados, agora o novo título chega quebrando a sequência numérica estabelecida até então na linhagem para consoles de mesa e, ao mesmo tempo, resgatando os elementos que a tornaram tão querida e icônica.


Não há quem não diga que Mario Party é a série para acabar com qualquer relacionamento, o game pode facilmente se equiparar com Mario Kart, Smash Bros. e Splatoon no quesito competitividade. Não foram poucas as passadas de perna, os roubos de estrelas e muito menos os gritos de vitórias em minigames e surpresas no decorrer das partidas. Porém, em Mario Party 9 (Wii), houve uma quebra com esta base, tornando o game algo mais amistoso e "familiar".

E assim seguimos até o Switch, com uma mão na frente e outra atrás, ansiosos para um título que fizesse valer a clássica trilogia do Nintendo 64. Com o retorno da Nintendo às suas raízes, nessa semana chega para nós um título que busca unir o melhor de todos os mundos já desbravados pela série, além de sua maior revolução: um modo online.

Hoje é festa lá no Switch!

Para o Switch a decisão, aparentemente, foi fazer uma festa farta, sem espaço para pôr defeito. Teremos de tudo um pouco, coisas novas para quem está chegando, modos clássicos para quem é saudosista e o que agrada todo mundo: muito minigame para ninguém dizer que falta o que fazer.

E não só isso, esse será o título com o maior elenco até hoje, nada mais, nada menos do que 20 personagens jogáveis. Teremos a adição do inimigo clássico Goomba, que é, sem dúvida, a adição mais surpreendente desde Chain Chomp em Mario Tennis Aces (Switch). Junto dele também teremos Pom Pom e Mounty Mole como festeiros estreantes. Toad voltará ao seu posto de mestre de cerimônias — cargo que não exerce desde Mario Party 4 (NGC) — junto de Toadette, este retorno fez a glândula nostálgica dos jogadores ir à loucura, já que a primeira memória que nos traz são os primeiros games da franquia.

E não foi apenas o mestre de cerimônias que retornou, o modo principal, aquele em um tabuleiro, no qual quatro jogadores devem recolher o máximo de moedas e estrelas — independentemente de como isso seja feito, no qual o fim justifica os meios —, está de volta. Por fim, cada partida terá sempre um minigame pronto para pôr todo mundo em prontidão. Até placar que atualiza a cada partida com direito aos rostos dos jogadores voltou também.

O game, em seus trailer, pelo menos, remete principalmente à trilogia original do Nintendo 64, em estrutura e mecânicas. A proximidade é tanta que os três cenários que apareceram até agora lembram de forma nítida os tabuleiros originais do primeiro título:
Whomp's Domino Ruins: o cenário é praticamente DK's Jungle Adventure, com as mesmas partes dos guardas Whomp, que bloqueiam o caminho e a bola gigante à la Indiana Jones.
Gold Rush Mine: o tabuleiro é uma mistura de Luigi's Engine Room com Wario's Battle Canyon, onde os personagens estão presos em uma enorme máquina cheia de Bob-ombs.
Megafruit Paradise: mistura a estética de Yoshi's Tropical Island e a mecânica de pequenos cenários conectados de Wario's Battle Canyon e Eternal Star.
Mas não pense que o game não foi reformulado, os cenários são menores do que costumávamos ver na série até então e junto disso os valores cobrados para conseguir uma estrela diminuiu em 50%, agora é só preciso desembolsar 10 moedas. Essas atualizações tendem a tornar o game mais dinâmico, o que o torna mais interessante, pois abre espaço para novas estratégias e consequentemente aumenta a competitividade.

E não para por aí! O game incorporou também mecânicas criadas em Mario Party: Star Rush (3DS): agora a escolha de personagens possui um peso na jogatina, cada jogador tem um dado exclusivo além do dado padrão, com números e condições únicas. De certa forma cada dado tenta se aproximar da personalidade de seu respectivo personagem, por exemplo, Mario possui um dado relativamente equilibrado e que não irá trazer desvantagens iniciais a nenhum jogador, enquanto o de Bowser tem algumas faces com números altos, entretanto há faces que podem tirar três moedas do jogador. Fica a critério do jogador se arriscar na escolha do personagem ou no uso dos dados especiais.

Além dos dados, o jogador poderá "chamar" um personagem aliado para se juntar a ele no tabuleiro, esse novo personagem trará mais um dado, aumentando as chances do jogador alcançar as preciosas estrelas. Mas atenção, os personagens aliados são adicionados aleatoriamente através de espaços no tabuleiro ou por meio de um item específico, o que aumenta o desafio, já que o jogador bem preparado deverá saber das especificidades de cada dado, lembrando que o game conta com 20 personagens no total.

E, como estamos falando de uma festa farta, o game está recheado de itens que podem causar verdadeiras reviravoltas nas partidas, a maioria divulgada até então tem função de aumentar ou facilitar o acesso do jogador à estrela, seja aumentando o seu número de espaços a serem andados ou aumentando a sua fortuna.

Pensou que era só isso? Pensou errado!

Pois bem, Super Mario Party não está aqui "apenas" trazendo o modo principal de volta, além do modo clássico também há o Partner Party [Festa em Dupla], no qual os jogadores se dividirão em duas duplas, os cenários serão os mesmos do modo clássico, porém a movimentação nos mesmos será livre, sem um caminho preestabelecido. Neste modo haverá menos minigames, moedas e itens espalhados pelo cenário, e as duplas, em seus respectivos turnos, dividem as ações igualmente. O modo parece um tanto confuso nos trailers e pende para o lado da confusão, ou seja, a diversão é garantida.



Há também a estreia do modo River Survival [Sobrevivência no Rio], um modo 100% cooperativo, no qual quatro jogadores se unem para atravessar as águas bravas de um extenso rio. Infelizmente o mesmo não conta com Spear Guys (ou Jungle Guys) — Shy Guys que vivem nas florestas, armados de arpões que tiram as moedas dos jogadores — em suas margens, mas não faltam obstáculos para tornar o trajeto desafiador. 

Os jogadores devem usar os Joy-Con como remos e fazer movimento de remar para avançar com o bote, a união do time determinará o sucesso, pois será possível desviar e superar os obstáculos apenas com cooperação. Os minigames também têm este caráter, nenhum deles busca nenhum tipo de competitividade, a vitória e/ou derrota é de todos.

A nova festa do Mario também esbanja das tecnologias do Switch, o modo Toad's Rec Room [Sala de Gravação do Toad] exige o uso de dois consoles Switch em modo handheld, ou portátil, para os seus minigames. Os consoles irão se conectar sem fio e isso garantirá experiências nunca feitas em um Mario Party — quiçá em qualquer game. 

Pudemos ver poucos jogos até agora, mas será possível os jogadores batalharem com canhões e tanques, atravessando de um Switch para outro ou até mesmo participarem de partidas de beisebol. O modo traz a parte inovadora de Mario Party de volta. Alguém se lembra de Mario Party 6 (NCG) e seus minigames com microfone? Mas a questão que fica no ar é o fator replay inerente destes minigames, será que eles trarão horas e horas de diversão a fio ou são apenas uma mera adição surpreendente, porém facilmente entediante? Só jogando para saber.

E sabe o giroscópio mega sensível dos Joy-Con? É a estrela principal dos Rhythnm Minigames (Minigames de Ritmo), o modo que incorpora o estilo de Rhythnm Heaven (NDS) no novo game. Todos os desafios deste modo são pautados em ritmo, o jogador deverá realizar ações específicas dentro do tempo apresentado, como acompanhar uma parada, fazer poses e rebater bolas de beisebol. Este modo também tem um caráter pouco competitivo e bastante casual, nos resta jogar para saber se o mesmo resulta em diversão sem fim.

E teremos até mesmo um modo single-player para aqueles festeiros solitários (não são poucos, acredite). O Challenge Road [Estrada do Desafio] é bastante parecido com a campanha de Mario Party: The Top 100 (3DS) e não se distancia muito das outras campanhas para um jogador dos outros títulos da série. O jogador irá avançar em um tabuleiro no qual cada espaço lhe leva a um minigame diferente. O modo é muito bom para aqueles que quiserem aprender as manhas de cada minigame disponível no jogo, além de possivelmente ser um dos meios de desbloquear algum personagem ou tabuleiro nos outros modos.

Festa Online!

E o que todos os jogadores clamam para ver em Mario Party desde que há jogatinas online nos consoles da Big N é um modo online para que a briga não se limitasse ao mesmo console.

Em Mariothon (ou Mariotona) o jogador se juntará com outros três jogadores em uma sequência de cinco minigames no estilo Battle, nos quais cada desempenho valerá para classificar o jogador. O modo parece ser bastante dinâmico e foca na agilidade para assim não comprometer o interesse daqueles que buscam apenas uma partida rápida no game.


Apesar de não ser o modo principal, ter um modo online na franquia é uma novidade para lá de revolucionária na série, que mal conseguia atravessar as barreiras das jogatinas sem fio entre um 3DS e outro. O novo Mario Party busca, assim como os vários títulos que o Switch vem recebendo, ser um reboot com R maiúsculo da série, trazendo o tão amado modo Party de volta ao centro das atenções, atendendo vários pedidos dos fãs com as novidades e retornos. Se preparem todos, Joy-Cons a postos e separe sua melhor roupa pois amanhã (05), a festa do Mario vai começar.

Super Mario Party — Switch
Desevolvimento: Nintendo/Nd Cube
Gênero: Party, minigames 
Lançamento: 5 de outubro de 2018
Expectativa: 5/5


Revisão: Luigi Santana
Victor Carozzi escreve para o Nintendo Blast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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