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Análise: The Bug Butcher (Switch) — tiro e insetos em uma experiência arcade

Destrua inúmeras criaturas nesse belo e frenético indie inspirado em títulos clássicos.


Insetos estão invadindo um laboratório e explodi-los é a única solução em The Bug Butcher. Para isso, o personagem vai atirar em tudo que se mexe em uma jogabilidade com uma limitação curiosa: só é possível mirar para cima. O título usa o clássico Super Pang como inspiração e moderniza os conceitos em uma aventura vibrante, frenética e divertida.

Acabando com uma infestação de insetos gigantes

Em The Bug Butcher, um exterminador de nome Harry é chamado para resolver uma infestação de insetos aliens em uma estação de pesquisa. Sendo assim, o herói vai usar sua arma para dar fim em todas as criaturas hostis que aparecem pelo caminho — uma tarefa um pouco complicada, já que o local está completamente tomado por elas. O resultado é um jogo de tiro e ação com pegada arcade, com fases rápidas repletas de inimigos.

A maioria dos aliens voa ou ataca do alto, logo Harry sempre atira para cima. Por causa dessa limitação, é essencial se posicionar corretamente para evitar as investidas dos inimigos e conseguir acertar os tiros. As fases são divididas em ondas e várias armas especiais aparecem durante as partidas, como lasers e mísseis. Há, também, um movimento especial ativado após preencher completamente um medidor — essas habilidades são muito úteis para sair ileso de momentos complicados. O herói também consegue fazer uma investida para se locomover rapidamente pelas fases.


O jogo é claramente inspirado no clássico Super Pang, sendo que os balões foram trocados por insetos. A variedade de inimigos é um dos destaques: um monstro rosa explode em criaturas menores ao ser derrotado, já uma espécie de planta é difícil de acertar por ficar boa parte do tempo no chão, aranhas tentam capturar os cientistas, e assim por diante. As armas especiais alteram a dinâmica de jogo com tiros bem distintos entre si. Em combinação com diferentes elementos dos cenários, o resultado é uma experiência ágil e variada.

Muita ação, pouco conteúdo

O conceito simples faz com que The Bug Butcher seja muito fácil de entender. A ação é frenética, com muita coisa acontecendo simultaneamente na tela, e a diversão é justamente sobreviver a todos os perigos enquanto mantemos um combo longo. Meus momentos preferidos no jogo foram aqueles em que vários inimigos diferentes atacavam simultaneamente, pois cada um exige uma estratégia diferente para ser derrotado — sair vivo desses estágios é muito recompensador.

O visual colorido e caprichado, com gráficos desenhados à mão, deixa a experiência mais agradável. Os monstros, em especial, apresentam design marcante e esbanjam personalidade. É notável a clareza visual, mesmo com muita coisa acontecendo na tela. Infelizmente o mesmo não pode ser dito dos menus: eles são confusos e é difícil navegar pelas opções do jogo. Uma trilha sonora eletrônica simples complementa a ambientação futurista.


O título apresenta dois modos de jogo. O Arcade é composto de 30 fases em sequência com uma história bem simples. Já no Panic as fases não têm fim e o objetivo é sobreviver o máximo possível, com a opção de contar com a ajuda de um amigo localmente. As duas modalidades são bem parecidas na essência, porém Panic tem uma dinâmica diferente por permitir melhorar armas e atributos a qualquer momento ao custo das moedas coletadas.

A quantidade reduzida de conteúdo é o maior defeito de The Bug Butcher: bastam algumas poucas horas para ver tudo o que o jogo tem a oferecer. Para piorar, não existem incentivos para revisitar as fases, pois não há conteúdo a ser desbloqueado ou extras. Algumas pessoas podem ser impelidas a jogar novamente os estágios em busca de melhores classificações ou posições no ranking online, porém até isso cansa rápido.


Uma diversão breve

The Bug Butcher cativa com mecânicas simples e estágios repletos de ação descomplicada, sendo Super Pang a grande inspiração. Uma boa variedade de armas, muitos inimigos e andamento frenético deixam as partidas divertidas. O único porém é a quantidade reduzida de conteúdo: existem somente dois modos que podem ser completados em sua totalidade em poucas horas. The Bug Butcher é uma boa experiência arcade, mesmo não tendo muito a oferecer.

Prós

  • Mecânicas simples bem aplicadas em estágios ágeis e intensos;
  • Boa variedade de inimigos e armas;
  • Ótimo visual desenhado à mão.

Contras

  • Pouco conteúdo;
  • Poucos incentivos para revisitar os modos;
  • Menus confusos.
The Bug Butcher — Switch/PC/PS4/XBO — Nota: 7.0
Versão utilizada para análise: Switch
Análise produzida com cópia digital cedida pela 2Awesome Studio
Farley Santos é brasiliense e gosta de explorar games obscuros e pouco conhecidos. Fã de Yoko Shimomura, Yuzo Koshiro e Masashi Hamauzu, é apreciador de boardgames, game music, fotografia e livros. Além de mostrar seus cliques no Flickr, tem também um blog onde escreve sobre inúmeros assuntos e também pode ser encontrado no Twitter.

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