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Análise: Mônica e a Guarda dos Coelhos (Switch) é um jogo para a turma

Primeiro game da turminha para o Switch é bem divertido e desafiante, mas não deve ser jogado sozinho.




É praticamente impossível existir quem não tenha conhecido a Turma da Mônica e seus carismáticos personagens. A icônica turminha ganhou um título multiplataforma que chegou às mãos dos nintendistas que possuem um Switch e, acredite se quiser, é um bom jogo.

Uma aventura longe do Bairro do Limoeiro

Mesmo sendo um título sobre a turminha do Maurício de Souza, o game não acontece no famigerado bairro do Limoeiro, isso pois a rasa história do jogo se passa em um mundo paralelo, no qual Mônica e seus amigos são os guardiões e protetores.

Isso acontece, possivelmente, para dar espaço para as ambientações e propósitos mágicos que ocorrem a partir da rápida introdução do título: uma estrelinha cai do céu e não consegue voltar graças às nuvens de sujeira que a impede de encontrar seu caminho de volta, resta para a turminha a tarefa de limpar, literalmente, o caminho do exército de sujos.


A história do game acaba por aqui, não houve muito desenvolvimento após a apresentação inicial do propósito da aventura, a estrelinha cadente se torna o guia que dá dicas de certas mecânicas que aparecem nas torres de cada nível, da ambientação de cada fase.

A função da turminha é manter a salvo as diferentes torres da terra na qual eles se encontram, para isso há canhões que devem ser preparados para atacar as hordas de inimigos que vão se aproximando. Para isso eles devem buscar pólvora e transformar pedras em estátuas de coelhos que se tornaram balas com funções diversas: Sansão, o coelho azul serve como ataque, o coelho amarelo Hércules paralisa os inimigos por trinta segundos e a fofa Dalila torna os inimigos mais lentos.

Para jogar com a turma

Pois bem, saiba que o game não é uma aventura fácil, a estrutura do jogo mistura um modo co-op que exige organização e cooperação, como o nome já diz, entre os jogadores. Pois há, no mínimo, seis ações diferentes para serem feitas durante cada partida. De início não parece muito, mas cada fase traz um desafio novo: atravessar portais mágicos e esteiras, apertar botões que habilitam barreiras em determinadas partes do cenário, etc.


O jogo, em poucos partidas, mostra-se bastante desafiante e divertidíssimo. O cronograma apertado e as diversas funções e cuidados tornam cada momento extremamente dinâmico e interessante. É preciso alertar: o jogo não é fácil, cumprir cada partida com o êxito logo de primeira é bastante desafiador, ainda mais jogando sozinho.

Não há estrutura nem mecânicas favoráveis para uma jogatina solo. Mesmo sozinho, o jogador terá de comandar dois personagens ao mesmo tempo, o que não é tarefa fácil, uma vez que a capacidade de coordenação será colocada a mil. O jogador terá de aceitar que neste título será necessário pelo menos um parceiro para poder aproveitar o game.

Jogando em dois ou quatro jogadores a aventura pode ter resultados mistos: aqueles que buscarem excelência em suas pontuações e desempenho terão de fazer uma força tarefa para melhor otimizarem suas ações e tempo, pois tudo conta, cada horda de inimigos exige uma estratégia de ação diferente, além de preparo pois a munição toma um bom tempo para ser produzida. Enquanto aqueles que estiverem mais relaxados podem presenciar uma verdadeira farra, já que não é difícil que as partidas se tornem uma zona na qual nem mesmo quatro jogadores seriam capazes de controlar sem perder vários pontos de vida, além de uma pontuação baixa.

Independentemente do estilo, o game entrega uma aventura divertida e que faz o coração de qualquer brasileiro bater mais contente por se tratar de um elenco de personagens mais do que amados. Aqueles mais chegados à turminha podem sentir saudades das vozes dos personagens, não há qualquer som emitido por eles, nem mesmo sons de vitória ou de ação.


É bem divertido ver que as personalidades e identidades dos personagens foi mantida em suas participações no jogo, pois para fazer certas ações cada um usa um objeto que os identifica: Mônica carrega seu coelhinho de pelúcia, Cascão, seu guarda-chuva, Do Contra… apenas dorme. Durante as partidas, nenhum personagem é diferente do outro, porém seria interessante que eles se diferenciassem em velocidade e agilidade na produção dos suprimentos para poder aumentar as dificuldades na elaboração de estratégias.

Há também a falta de um reforço positivo que vai além do desbloqueio de personagens, o jogador que terminar o modo principal não recebe qualquer tipo de conclusão mínima da história e é avisado que deve seguir para as torres de outras dificuldades, estas que não são diferentes das outras, apenas com desafios mais complexos e inimigos mais fortes.

Mesmo sendo um jogo bem idealizado e divertido, há a falta de refinamento no desenvolvimento da narrativa totalmente descartável, sendo que há uma infinidade de personagens e arcos que poderiam ser aproveitados para melhor amarrar os propósitos da jogatina, além da falta de um modo otimizado para jogadores single-player.

Ainda assim é um jogo que merece a atenção, principalmente do público brasileiro, mesmo com o salgado valor de 15 dólares, a experiência se paga. Junte a sua turminha e junto dos melhores personagens de nossa infância poderemos vencer os imundos inimigos.

Prós

  • Jogatina simples e bem idealizada;
  • Mecânicas diversificadas e desafiadoras;
  • Ótima experiência multiplayer;

Contra

  • Modo single-player mal otimizado;
  • História rasa e pouco elaborada;
  • Falta de material desbloqueável para tantos modos de dificuldade;
  • Sem multiplayer online;
Mônica e a Guarda dos Coelhos - Switch/PS4/PC - Nota: 7.5
Versão utilizada para análise: Switch

Análise produzida com cópia digital cedida pela Mad Mimic
Revisão: Luigi Santana
Victor Carozzi escreve para o Nintendo Blast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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