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Análise: Omensight: Definitive Edition (Switch) traz um combate simples, enredo interessante com uma proposta investigativa

Volte diversas vezes no tempo e tente livrar o mundo do apocalipse.


Em meio a intermináveis guerras no mundo de Urralia o apocalipse acontece, o vácuo toma conta do planeta e estingue todos os seus habitantes, essa é a premissa de Omensight – Definitive Edition, desenvolvido pela Spearhead Games. Lançado em maio para Playstation 4 e PC, desembarcou no híbrido da Nintendo sete meses após seu lançamento.


O começo do fim

Em Omensight, o jogador assume o papel de Harbinger (Augúrio) que é uma entidade que, segundo a lenda, sempre aparece quando o fim dos tempos está próximo e seu objetivo principal é descobrir o porquê o mundo está em colapso e evitar a destruição total do planeta.

No mundo de Urralia, em todas as gerações sempre houve uma sacerdotisa que era a chave para a prosperidade, mas dessa vez ela foi assassinada, o que foi o estopim para o início do final dos tempos.


Após o mundo ser consumido pela criatura Voden, Augúrio surge em um santuário onde o mesmo tem o poder de regressar o tempo para a última manhã antes do fim do mundo e investigar os principais suspeitos pela morte da sacerdotisa Vera.

Então, Augúrio vive o fatídico dia diversas vezes ao lado de Ratika, Draga, Ludomir e Indrik para descobrir o que realmente aconteceu naquele mundo que foi tomado pelo temido vácuo.

Na ponta da espada

O game se passa em apenas um dia revivido várias vezes por Augúrio, onde o mesmo tem a missão de evitar o fim do mundo. Nesse dia, o protagonista acompanha os passos de cada personagem a fim de descobrir o que realmente aconteceu em Urralia que culminou na destruição total daquele mundo.

Cada personagem possui uma habilidade única que auxiliará Augúrio em sua missão de uma forma cooperativa onde o ajudam nos combates e em outras situações quando necessário. Todo dia revivido pode dar valiosas pistas para o jogador, dependendo da sua escolha o dia vivido terá uma informação nova muito útil para o protagonista.


No controle de Augúrio, o jogador tem a sua disposição uma espada que é sua arma principal. Nesse hack ’n slash não exige muita habilidade, o personagem tem combos pouco elaborados e isso não melhora no decorrer do game, basicamente é só atacar e esquivar dos inimigos.

Além de sua espada, o protagonista conta com algumas habilidades que são desbloqueadas ao longo do jogo que serão essenciais nas batalhas contra os inimigos como o a câmera lenta resultante de uma esquiva bem-sucedida aos moldes de Zelda: Breath of the Wild, um agarrão e projéteis de luz disparados por Harbinger.

Um visual que deixa a desejar

A versão para Nintendo Switch de Omensight transmite a impressão de que o jogo foi mal otimizado, é notável a grandeza dos cenários, personagens e suas riquezas de detalhes ao estilo cel shading porém no híbrido da Nintendo a imagem é toda desfocada, o que prejudica a contemplação dos ambientes, no modo portátil fica ainda pior, pois o game apresenta um maior nível de desfoque, o que prejudica também na hora das batalhas. Mesmo contendo esse downgrade, o jogo sofre com quedas de framerate constantes.


Os cenários apresentados no jogo se repetem o tempo todo, o jogador passará várias vezes por eles, é compreensível devido ao dia se repetir e Augúrio acompanhar os últimos passos dos personagens diversas vezes, mas se apresenta um pouco cansativo ter que realizar as ações diversas vezes seguidas.

Os loading são vistos com frequência em Omensight, em cada fase o jogo é interrompido diversas vezes devido aos carregamentos, o que é bastante irritante e quebra o ritmo do game, dá a impressão que o game não há necessidade para tantos loadings já que a resolução está abaixo da média.


Como ponto positivo temos o enredo do game que se mostra muito interessante, a influência do protagonista com os outros personagens foi inserida com maestria, da mesma forma que a proposta investigativa do jogo foi uma ótima escolha, além de possuir um pós-game ao final da aventura incluindo um novo desfecho para a trama.

Os combates simples e precisos também são um destaque, porém as lutas contra os bosses são fáceis, não é necessário se esforçar muito para derrotar um chefão no jogo, inclusive o último.


Apesar de seus problemas, Omensight – Definitive Edition consegue prender o jogador com seu enredo e todas suas reviravoltas, além de sua proposta investigativa que foi muito bem-sucedida e surpreendente, um título recomendado para aqueles que gostam de ação com um toque de Sherlock Holmes.

Prós:

  • Enredo interessante;
  • Sistema de combate simples e preciso;
  • Proposta investigativa.

Contras:

  • Quedas frequentes de framerate;
  • Visuais desfocados;
  • Loadings frequentes;
  • Lutas fáceis contra os bosses.
Omensight: Definitive Edition – PS4/PC/Switch – Nota: 7
Versão utilizada para análise: Switch

Análise realizada com cópia digital cedida pela Spearhead Games
Pierre Oliveira é formado em letras e skatista nas horas vagas, fascinado por jogos eletrônicos desde que se conhece por gente. Acredita que o melhor videogame lançado até hoje foi o Super Nintendo, embora seja apaixonado pelo seu Playstation 3. Seus jogos prediletos são Donkey Kong Country 2 e Heavy Rain, pode dificilmente ser encontrado no Facebook.

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