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Análise: One Night Stand (Switch): uma experiência constrangedora após uma noite de bebedeira

Curta e monótona, a visual novel é uma experiência que passa despercebida.



Desenvolvido por Kinmoku, One Night Stand é uma visual novel sobre acordar na cama de uma pessoa estranha após uma noite de bebida. Com a possibilidade de explorar o quarto dessa personagem, o jogador tem várias opções de como lidar com a situação constrangedora de nem se lembrar do que aconteceu.

Em um quarto estranho


Após uma noite de bebedeira intensa, o personagem do jogador acorda em uma casa estranha. Ao seu lado na cama, está uma mulher que ele nunca tinha visto antes. De ressaca, o jogador logo precisa lidar com essa situação sem saber quem é a garota, o que aconteceu na noite anterior e nem onde estão suas roupas.
 
O contexto é bastante constrangedor. Claramente, ocorreu algo na noite passada, mas, sem memórias e de ressaca, como proceder? Suas decisões podem levar a trama a se desenrolar de formas diferentes.

Cada sessão de jogo, até obter um final, dura apenas alguns minutos. O jogador vasculha o ambiente em busca de itens com os quais pode interagir e, dependendo das escolhas, terá opções diferentes de diálogo com a garota. Um livro de cabeceira, por exemplo, pode ser uma forma de quebrar o gelo.


Infelizmente, a estrutura narrativa é praticamente a mesma, com apenas algumas alterações mínimas antes do final. Graças a isso, a experiência de explorar novas possibilidades é um tanto monótona.

Boa parte da graça do jogo está nas possibilidades de ação. Você pode pensar que foi apenas sexo casual, vestir sua roupa e sair como se nada tivesse acontecido. Outra opção é procurar conhecer os gostos dela e se tornar um amigo. Ou também ser extremamente bisbilhoteiro do espaço íntimo da personagem de uma forma completamente inconveniente.


A ideia de ter essa possibilidade de exploração, no contexto do dia seguinte, é interessante, mas, com o pouco tempo e uma história muito rígida, o jogo apresenta uma experiência que passa despercebida e acaba não chamando atenção.

Um jogo curto e monótono


Em termos visuais, no entanto, o jogo tem um estilo marcado por traços simples e uma tonalidade bem clara. Em especial, a animação da garota é muito bonita e curiosa, com algumas expressões esquisitas que contribuem para o charme da personagem, que existe em um limiar entre o comum e o estranho.

De fato, os objetos do quarto ajudam a dar nuance à personagem mesmo com o reduzido tempo de interação. Infelizmente, só isso não é o suficiente para que o jogo seja bom, mas há espaço para que a desenvolvedora crie obras mais envolventes no futuro.

Fora isso, em termos específicos da versão de Switch, é importante destacar que, mesmo não sendo um jogo visualmente espetacular, há alguns pequenos bugs. Ele trava em alguns momentos e isso é especialmente perceptível na tela de opções. Enquanto estava selecionando a linguagem, cheguei a ter medo de que o jogo ia apenas fechar com o tanto de tempo que gastava passando entre as opções.


De forma geral, One Night Stand é um jogo curto e monótono, cuja experiência não vale a pena. Apesar de ter uma personagem curiosa e um ambiente que adiciona nuances à sua personalidade, não é possível considerá-lo um bom jogo. Não foi dessa vez, mas talvez em um próximo jogo a desenvolvedora poderá mostrar uma obra verdadeiramente envolvente.

Prós

  • Personagem única do jogo tem nuances interessantes graças aos itens do cenário;
  • Visual curioso e incomum;
  • Possibilidade de jogar em português.

Contras

  • Curto demais para envolver o jogador na situação;
  • Narrativa se mantém praticamente a mesma, independente das escolhas, fazendo com que repetir a história seja um tanto monótono;
  • Bugs e lentidão sem sentido.
One Night Stand - Switch/PC/PS4/XBO - Nota: 4.0
Versão utilizada para análise: Switch
Revisão: Jhonatan Mímesis
Análise produzida com cópia digital cedida pela Ratalaika Games

é formado em Comunicação Social pela UFMG e costumava trabalhar numa equipe de desenvolvimento de jogos. Obcecado por jogos japoneses, é raro que ele não tenha em mãos um videogame portátil, sua principal paixão desde a infância.

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