Paper Mario: desenvolvedores comentam sobre as frustrações dos fãs nos últimos títulos e novas ideias

O produtor Kensuke Tanabe comentou sobre as filosofias da Nintendo e a dificuldade em equilibrar os desejos dos jogadores casuais e tradicionais.

em 17/07/2020
Nesta sexta-feira, 17, será lançada a nova entrada da franquia de papel do encanador da Nintendo: Paper Mario: The Origami King (Switch). Este será mais um título que poderá gerar polêmica entre os fãs que não estão satisfeitos com os lançamentos que vêm ocorrendo desde Paper Mario: Sticker Star (3DS). Em entrevista recente ao portal VGC, o produtor Kensuke Tanabe e seu assistente Risa Tabata discorreram sobre vários pontos dessa recepção dos fãs, chegando a comentar que "é difícil satisfazer certos fãs se eles pensam que os jogos de Paper Mario são apenas RPGs".


Confira alguns dos trechos mais importantes respondidos por ambos na entrevista. O primeiro deles trata do motivo dos jogos de Paper Mario não utilizarem a mesma ideia duas vezes:
Risa Tabata: a filosofia de criação de jogos que Sr. Tanabe aprendeu com Sr. Miyamoto, que foi, por sua vez, passada a mim, é a de você se desafiar a criar novas formas de jogar. Jogos são entretenimento, então eu quero que as pessoas que os joguem digam "Uau!" Meu entendimento é que se desejamos dar aos jogadores essas surpresas positivas, não podemos fazer as mesmas coisas que já foram feitas.
Na sequência, Kensuke Tanabe comentou sobre o feedback e críticas recebidos sobre a simplificação do enredo e batalhas nos títulos mais recentes de Paper Mario:
Kensuke Tanabe: eu vejo as opiniões dos fãs assim que um título é lançado. Como há casos em que não posso atender às expectativas dos fãs, tento me desafiar a outras novas e divertidas ideias. O que sempre tenho em mente, porém, é fazer o meu máximo para que os jogadores possam aproveitar novas e únicas experiências. Estou confiante que, se você jogar Paper Mario: The Origami King, entenderá quantas ideias conseguimos empacotar em um só jogo.
Por fim, Tanabe finalizou comentando sobre a dificuldade em equilibrar os desejos dos jogadores tradicionais e casuais:
Kensuke Tanabe: primeiramente, a filosofia da Nintendo na criação de jogos é que nós não ignoramos jogadores casuais ao criar nossos jogos. Isso é verdade também para jogos como os da série Metroid Prime; jogos que parecem ser feitos apenas para os gamers hardcore. Tendo isso em mente, o que fizemos na franquia Paper Mario é colocar muito trabalho nos elementos de resolução de puzzles, para que possam ser também aproveitados pelos jogadores tradicionais.

Porém, acredito que é difícil satisfazer certos fãs com um título direcionado ao gênero de aventura se eles pensam que Paper Mario é simplesmente um jogo de RPG. Espero que todos joguem Paper Mario: The Origami King com a mente aberta.


É diretor de redação do Nintendo Blast e fã de games desde pequeno, quando começou sua jornada com Mario e Zelda lá no SNES. É formado na área das engenharias e trabalha com desenvolvimento de software. Quando sobra um tempinho entre as jogatinas e o dia a dia, aparece lá no Twitter como @niccomch.