#SuperMario35: os personagens secundários mais marcantes para o time Nintendo Blast

Chamamos os redatores do Nintendo Blast para que contassem qual personagem secundário tem aquele espaço especial no coração.

O que seria da franquia Super Mario sem ter expandido os personagens para além da dupla de irmãos encanadores? Com toda a certeza, eles fazem parte da identificação de cada pessoa com a franquia, sendo uma forma de cada um se sentir em casa com um personagem com os seus trejeitos e características.




Hoje, reunimos os redatores do Nintendo Blast para que cada um escreva sobre seu personagem secundário favorito da franquia, relembrando os melhores momentos e os motivos da escolha. Seja o chapéu companheiro ou o bruxinho, todos têm um lugar especial em nossos corações.

Vinícius Veloso — Cappy

O parceiro de Mario no mais recente game da franquia precisou de apenas um jogo para entrar na minha lista de personagens favoritos. Para resgatar a irmã, Tiara, o destemido habitante de Bonneton rapidamente prova sua coragem ao não hesitar em unir forças com o encanador. Extremamente amigável e prestativo, o pequeno chapéu também é um pouco tímido e costuma oferecer valiosos conselhos durante a odisseia.

Cappy é o responsável por uma das mecânicas mais divertidas que a série já recebeu, a captura de inimigos. Poder assumir o controle de Goombas, Lakitus, ou ainda, outras criaturas mais surpreendentes (que não mencionarei para evitar spoilers) é algo simplesmente único. Realmente, espero que essa feature seja novamente explorada em futuros lançamentos, seja em um título principal ou mesmo nos spin-offs.


O companheiro do bigodudo também merece ser lembrado pelo discurso que faz nos últimos minutos de Odyssey. Enquanto eu escalava o alto edifício no final de Darker Side of the Moon, fiquei emocionado com as palavras de Cappy, que combinam a satisfação pela conclusão de uma aventura grandiosa com o melancólico tom de despedida. Tomara que este seja apenas um “até logo”, amigo!

Felipe Castello — Toadsworth

Logo em sua primeira aparição, no clássico Super Mario Sunshine (GC), Toadsworth já mostrou seu traço mais marcante de personalidade: a preocupação constante com o bem-estar de Peach, ao ponto de se desesperar ao extremo quando a princesa é sequestrada por Bowser. Sempre simpatizei com o idoso Toad, principalmente pelas situações cômicas que ele proporciona à série.

Também merece destaque especial por ter aparecido em diversas subséries: acompanhou a princesa em sua viagem a Rogueport em Paper Mario: The Thousand-Year Door (GC), jogou baseball com todos no GameCube e no Wii, foi anfitrião dos jogos de tabuleiro em Mario Party 7 (GC) e estava sempre ao lado de Peach nos jogos da série Mario & Luigi (onde até mesmo encontrou sua versão do passado e cuidou da princesa ainda bebê).


O velhinho, considerado mordomo e até mesmo conselheiro da princesa, é também um dos muitos personagens cuja voz é interpretada pelo grande Charles Martinet. Suas falas (com exceção de Sunshine) se resumem a tosses e grunhidos, que consigo escutar só de ler seu nome em algum lugar. Um personagem único em meio a muitos outros Toads, Toadsworth é um senhor gentil e prestativo, fazendo sempre o que pode para ajudar Mario e Luigi em suas aventuras para resgatar a princesa e certamente consumindo altas doses de calmantes no caminho.

Juliana Paiva Zapparoli — Yoshi

Embora eu nunca tenha sido fã de Mario, confesso, às vezes eu jogava Super Mario Bros. quando ia à casa de amigos. Lembro que uma vez joguei o Super Mario World (SNES) e fiquei apaixonada pelo “dinossaurinho” — sim, eu o chamava de “dinossaurinho” porque não sabia o nome dele — verde que servia como montaria para o Mario. Só descobri que ele se chamava Yoshi depois que os spin-offs protagonizados por ele começaram a aparecer.

Hoje em dia, ainda jogo “jogos do Mario” apenas quando estou com amigos, porque eu mesma não tenho nenhum jogo da franquia. No entanto, sempre escolho o Yoshi no Mario Kart (acho tão bonitinho vê-lo pilotando uma motocicleta) e estou estudando a possibilidade de comprar o Yoshi’s Crafted World (Switch), pois me pareceu bem interessante e visualmente agradável.


De todo modo, acho que a memória mais marcante que tenho em relação ao Yoshi é de quando minha priminha ficou fascinada com o meu Switch em um dia que meu primo foi visitar minha avó, pouco antes de toda a pandemia começar. Ela me pediu para jogar um pouco e perguntou que joguinhos legais eu tinha. Como possuo o SNES Online, coloquei o Super Mario World para ela. Assim que ela viu o Yoshi, ela logo me disse “gostei do dinossaurinho”! E respondi a ela “ele também é meu favorito”!

Carlos Roberto — Rosalina

Super Mario Galaxy 2 (Wii) é para mim o melhor jogo 3D do Mario, sem dúvidas foi o que mais me marcou e por meio dele que conheci a personagem Rosalina, a misteriosa princesa protetora do cosmos. Ela surgiu em 2007 no primeiro Mario Galaxy e já chegou conquistando o coração dos fãs com sua beleza, sua trágica história e seu carisma silencioso.

Rosalina sempre está acompanhada de seus queridos Lumas, possui temperamento calmo e gentil, além de seu ar melancólico e misterioso. Mesmo nos vários jogos de esporte que participa junto da turma do reino do cogumelo, Rosalina sempre se mostra um pouco mais retraída. Diferente de uma certa princesa de vestido rosa, não há nada de dama em perigo aqui!

Apesar de sua aparência frágil e personalidade doce, Rosalina já estreou como uma das personagens mais poderosas da turma: seus poderes a permitem levitar, comunicar-se através de telepatia, criar campos de força e aumentar seu tamanho.


Sendo minha personagem favorita desde Mario Kart Wii (Wii), espero poder vê-la em mais jogos e, quem sabe, em um Mario Galaxy 3, afinal não custa nada sonhar. Deixo aqui também minha menção honrosa para a fofíssima Baby Rosalina, versão bebê da princesa protetora dos Lumas.

Daniel Morbi — Wart

Imagine um vilão da série Super Mario que, nesses 35 anos, teve papel relevante em somente um jogo. Parece algo impossível, mas é a realidade de Wart, antagonista de Super Mario Bros. 2 (NES). O grande rei sapo possui uma história interessante, a começar por sua origem, que não tem nada a ver com Mario e seus amigos.

Wart foi originalmente criado para o game Yume Kōjō: Doki Doki Panic, título japonês feito pela Nintendo em parceria com a Fuji Television. À época de seu lançamento, a versão japonesa de Super Mario Bros. 2, conhecida no Ocidente como The Lost Levels, já estava no mercado e foi considerada muito difícil pela Nintendo of America. Para não deixar a popularidade de Mario esfriar entre fãs norte-americanos, a Big N colocou personagens do Reino dos Cogumelos em Doki Doki Panic e lançou o título como uma verdadeira sequência das aventuras do bigodudo fora do Japão. Assim, Wart tornou-se vilão da franquia.


Como bom inimigo que se preza, ele quer dominar o mundo de Subcon, um reino dos sonhos. Para isso, cria uma série de inimigos que se tornaram comuns na série Super Mario: Shy-Guys, Bomb-Ombs, Pokeys e outros. Até mesmo Birdo foi criado pelo seu poder maleficente. Cabe a Mario e companhia derrotá-los e dar um basta aos planos do antagonista.

Apesar de fazer participações especiais em alguns jogos, Wart nunca mais voltou a assumir seu posto de vilão principal, sendo sempre ofuscado por Bowser. Mesmo assim, possui fãs fiéis que aguardam seu retorno aos holofotes.

Eduardo Comerlato — King Bob-omb

A escolha por King Bob-omb reside em uma força polvorosa de três grandes estouros — além da grandeza do rei das explosões, claro.

Para começar, temos a nostalgia: é o primeiro chefe a ser enfrentado no primeiro jogo 3D do encanador, o Super Mario 64. Só de ter abordado o numeral ordinal duas vezes, já dá para entender como ele abre novas portas para a franquia. A batalha com o rechonchudo, quando concluída, rende uma sensação indescritível — e sim, termina no estilo detonação, como vocês já podem imaginar.

Seguindo, temos o seu ego estampido e o visual estiloso. Ele mesmo gosta de se proclamar rei dos ka-booms: “Eu sou o Grande Bob-omb, o lorde de toda matéria explosiva do mundo”. Haja confiança, não? Bem, talvez, para um cara tão estiloso, que porta um volumoso bigode e uma coroa brilhante, não seja tão difícil operar de tal maneira.


A sua atitude é aguçada. No jogo de 1996, o então intitulado Big Bob-omb (antes de se autoproclamar rei), recusa-se a entregar a estrela que recebeu de Bowser. Diz que não desistirá, não sem antes batalhar por ela. Um legítimo cavalheiro com princípios.

Por fim, o último motivo é muito mais uma ausência do que uma presença. Notem que sua figuração na série principal se dá somente no jogo mencionado. O Rei veio a aparecer em spin-offs, como Mario Party e Kart, mas nunca mais em Super Mario. Tragam vossa majestade de volta, por favor.

Somados, temos pólvora de sobra para querer o retorno de King Bob-omb, o rei das explosões, ao amado universo que acaba de completar 35 cinco anos.

Rhuan Bastos — Kamek

Diretamente de Hogwarts do Reino dos Cogumelos, o mago Kamek é um dos inimigos mais poderosos e versáteis que já vimos no universo de Mario. Em suas principais aparições, o mágico mais habilidoso da raça Magikoopa costuma ser representado como um dos fiéis comandantes de mais alto escalão dentro do exército de Bowser. Por se provar sempre disposto a fazer de tudo para auxiliar o Rei Koopa em seus planos malignos, pode-se dizer que Kamek cumpre o mesmo papel para Bowser que Toadsworth cumpre para a Princesa Peach.

A sua magia é tão poderosa que consegue transformar pequenos seres em titãs colossais, reviver aliados que já bateram as botas e até mesmo aguentar limpar as fraldas do bebê Bowser, sem morrer de tanto fedor, como visto em em Yoshi’s Island (SNES). Além de tudo isso, Kamek tem uma capa azul muito estilosa e óculos com lentes tão brancas que aparentemente não seria possível enxergar nada. Será que ele é cego e enxerga por meio da mágica? Nunca saberemos.


Mesmo não curtindo muito os jogos em que o personagem recebe maior destaque, eu ainda amo bastante todas as suas cenas. As habilidades mágicas do Kamek oferecem um banquete completo de possibilidades para chefes e mecânicas criativas. Dito isso, acredito que ele devia ser bem mais utilizado e explorado pela Nintendo. Afinal, ninguém aguenta mais enfrentar os filhos do Bowser toda santa vez, né?

Nicholas Wagner — Ludwig von Koopa

Se você conhece bem a franquia Super Mario, provavelmente sabe sobre os Koopalings, capangas do Bowser que atuam como chefes em inúmeros momentos chave dos títulos do encanador. Diferentes dos minions comuns, como Koopa Troopa, os irmãos Koopa são únicos e possuem personalidades bastante diferenciadas. Iggy, por exemplo, é maluco e extravagante, enquanto meu favorito, Ludwig, representa o irmão mais velho de comportamento mais tradicional.

Inicialmente lançados como filhos de Bowser em Super Mario Bros. 3 (SNES), os Koopalings hoje são apenas capangas e irmãos entre si, mas o único filho do Rei Koopa é Bowser Jr. Como chefes, eles sempre aparecem dotados de varinhas mágicas com poderes específicos, fato que retornou na série New Super Mario Bros.


Ludwig, para mim, é especial por trazer um ar de nobreza — e macabro — em seu nome. Seus cabelos pontiagudos e nome acompanhado de von me lembram algo como o conde Drácula, repassando ao jogador o fato de que ele é o irmão mais velho e líder da trupe de tartarugas. Seu design torna especiais as batalhas e escolha certa no Mario Kart, quando não estou preocupado com o desempenho do carro.

E você, leitor. Qual o seu personagem secundário favorito da franquia Super Mario? Depois de compartilharmos as nossas opiniões, gostaríamos de ouvir a sua. Deixe nos comentários os melhores momentos vividos sem os irmãos encanadores e relembre quem é a sua escolha do Mario Kart.

Revisão: Felipe Fina Franco

Fã de games desde o primeiro salto dado em Super Mario World, divide seu tempo entre experimentar algum indie ou rejogar um velho Pokémon. Mesmo sendo das engenharias, joga, escreve e é diretor de redação do Nintendo Blast nas horas vagas.


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