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Pokémon Brilliant Diamond/Shining Pearl (Switch): melhorias necessárias para os remakes

Discutimos formas que os remakes podem elevar a jornada por Sinnoh



Pokémon Brilliant Diamond/Shining Pearl (Switch) devem chegar ao Nintendo Switch em breve com a missão de serem recriações fiéis dos jogos da quarta geração de monstrinhos de bolso, originalmente lançados para o Nintendo DS. Pokémon Diamond/Pearl (DS) são jogos amplamente queridos, tendo sido inclusive o ponto de partida de muitos fãs da série, por isso a tarefa de honrar as aventuras de Sinnoh não é fácil.

Mesmo com a aclamação destes clássicos, não podemos ignorar que eles não são perfeitos. Nesta matéria, discutimos alguns pontos que, se melhorados, podem elevar a qualidade dos jogos, assim como outros que, embora não totalmente necessários, certamente trariam um clima de novidade mais interessante aos remakes.

Distribuição de Pokémon



Ao iniciar sua aventura por Sinnoh, logo você recebe uma Pokédex do Professor Rowan, que comporta dados dos 151 Pokémon habitantes da região. Conforme a jornada progride, não demora para que um dos principais problemas de Diamond/Pearl se torne aparente: a distribuição destes 151 monstrinhos.

A Regional Dex contém uma quantidade de Pokémon, para os padrões atuais da franquia, baixa se levarmos em consideração que já batemos a marca de 900 criaturas existentes. Não só isso, como há um claro desequilíbrio na escolha dos monstros: temos o famoso exemplo dos Pokémon tipo fogo, que possuem apenas duas linhas evolutivas de exemplares sendo uma o inicial Chimchar.




Além disso, o catálogo nem sequer inclui todas as criaturas introduzidas em Sinnoh, contendo omissões como as evoluções do Eevee e o fantasma Rotom. Há uma esperança de que isso tenha sido consertado com a expansão do Underground, onde poderemos encontrar algumas criaturas não presentes originalmente, mas esperamos que estas adições sejam o suficiente.

Velocidade


Pokémon Diamond/Pearl foram o primeiro par de jogos desenvolvidos pela Game Freak para o Nintendo DS e isso é notado pelo desempenho sofrível que a engine desenvolvida desempenhava. As aventuras originais tinham alguns problemas com queda de quadros por segundo e, o mais grave, possuíam uma velocidade de ação muito lenta.

Praticamente tudo era devagar em Sinnoh: desde as batalhas até mesmo a velocidade com que o personagem se movimentava ao executar o surfe. Sempre que esse problema é levantado, vem em mente os combates contra monstrinhos de alto HP, como Blissey, onde sua barra demorava muito para esvaziar por conta da baixa velocidade por ponto de vida.


Brilliant Diamond/Shining Pearl parecem estar utilizando como base a engine de Pokémon Sword/Shield (Switch) para as batalhas, o que é um sinal positivo de que talvez não tenhamos tantos problemas nesse sentido. Entretanto, ainda vale avisar que, para a movimentação no overworld e os diálogos, os desenvolvedores da ILCA não precisam ser fiéis aos originais.

Balanceamento do jogo


Pokémon Platinum, a terceira versão dos jogos clássicos de DS, foi responsável por várias melhorias importantes para a jornada de Sinnoh. Dentre as mudanças aplicadas, houve um certo rebalanceamento de times, mesmo que de forma bem tímida.

Os remakes têm a chance de levar isso a um novo patamar: é provável que tenhamos conveniências dos jogos modernos de Pokémon aplicadas, portanto é importante que os times de treinadores e a dificuldade em geral esteja a par disso, evitando que a jornada fique muito fácil. Em Diamond/Pearl, era notável como alguns momentos da aventura poderiam ser melhor balanceados.


Um dos exemplos que podemos citar é uma das batalhas contra o rival Barry. Como é possível ver na imagem acima, ela ocorre na cidade do quarto ginásio, porém o menino ainda carrega consigo um Starly, no nível 26, quase o dobro do nível necessário para o pássaro evoluir para Staravia. Os remakes podem e devem consertar estes detalhes, a fim de deixar as batalhas mais interessantes e melhorar o balanceamento da dificuldade.

Um post-game melhor trabalhado


Platinum não foi o responsável por apenas rebalancear os jogos originais, como também nos trouxe uma trama expandida contando mais sobre Giratina. Junto disso, tivemos uma campanha mais interessante, com direito à inclusão do Distortion World, e, após completar a Liga Pokémon, os treinadores ainda podiam competir na Battle Frontier.




O mapa atualizado da região de Sinnoh de Brilliant Diamond/Shining Pearl já dá sinais de que provavelmente não devemos contar com a presença dos battle facilities tão amados pelos fãs, já omissos dos remakes de Hoenn. Entretanto, é importante que a ILCA compense isso de alguma forma, pois o pós-jogo de Diamond/Pearl é notavelmente fraco.

Como a trama provavelmente permanecerá intacta, seria interessante termos algum episódio pós-aventura envolvendo Giratina, de forma similar a que ocorreu com Rayquaza no Delta Episode de Pokémon Omega Ruby/Alpha Sapphire (3DS). Além disso, seria interessante ter algum tipo de local para batalhas que supra a falta da Battle Frontier, já que os fãs estão um pouco cansados da repetida fórmula da Battle Tower presente em quase todo jogo da franquia dos últimos anos.

Conclusão

Pokémon Diamond/Pearl, como os nomes sugerem, são joias preciosas aos fãs, mas joias que podem ser lapidadas e elevadas a outro nível. Sabemos que seus eminentes remakes possuem a proposta de serem fiéis, mas é importante ressaltar que estes pontos de melhora podem incrementar muito a experiência ainda preservando o que os originais eram. Você concorda com nossas propostas? Deixe sua opinião no campo dos comentários.

Revisão João Gabriel Haddad
Referências: Bulbapedia




Escreve para o Nintendo Blast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original.
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