A transição para o sucessor do Switch será um "desafio significativo", afirma Reggie Fils-Aimé

Segundo o ex-presidente da Nintendo of America, há poucos paralelos de sucessos comparáveis ao do Nintendo Switch.


Em uma entrevista recente à CNET, Reggie Fils-Aimé, ex-presidente da Nintendo of America, foi indagado sobre como ele imaginava que a Nintendo conseguiria fazer uma boa transição do Switch para um possível novo console, supondo que se quisesse manter o sucesso alcançado nessa geração com o seu console híbrido.


Na entrevista, Reggie comenta que o caso do Switch é um sucesso atípico na história dos videogames, não sendo um fenômeno fácil nem de se repetir e nem de se suceder em uma geração seguinte. Contudo, ele também pondera que a Nintendo parece estar bem preocupada e cautelosa com isso. Confira abaixo um trecho em que ele se manifesta a respeito:
"A [Nintendo] também mencionou recentemente, em seu relatório fiscal, que está pensando seriamente sobre os passos para a transição do Switch para qualquer que seja a próxima plataforma que o sucederá. Ir de uma plataforma bem-sucedida para uma próxima plataforma de grande sucesso... pode-se argumentar, é algo que ocorreu somente algumas vezes na indústria de videogames. Nos consoles da Sony, a transição do PlayStation original para o PlayStation 2 claramente foi um caso de sucesso para outro sucesso. A Nintendo também já conseguiu esse feito, considerando a passagem da família de sistemas Gameboy para o Nintendo DS. Mas algo assim, quando olho para a indústria, não se repetiu desde então. Para a Nintendo, será um desafio significativo fazer seu console sucessor tão bem-sucedido quanto o Switch, mas sabemos que estão pensando seriamente sobre esse assunto".

Doutorando em Filosofia que passa seu tempo livre com piano, livros e jogos (principalmente JRPGs). No Twitter, também conhecido como Vivi. Interessa-se especialmente por produções de maior apelo artístico e/ou narrativo e mecânicas de puzzle, stealth, estratégia e RPG. Seu histórico de análises pode ser conferido no OpenCritic; suas reflexões sobre a arte e a ciência dos jogos, em thegamelogicist.medium.com e na SUPERJUMP (ambos em inglês), ou em seu podcast: MetaQuestCast.


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