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Prévia: Xenoblade Chronicles 3 (Switch) promete ser o voo mais alto da franquia até o momento

Uma épica jornada aguarda os jogadores em Aionios.

Xenoblade Chronicles 3 chega ao Switch na próxima semana. Originalmente previsto para setembro, o RPG da Monolith Soft teve seu lançamento adiantado para o dia 29 de julho e, além de ter a promessa de mostrar o futuro de Xenoblade Chronicles Definitive Edition e Xenoblade Chronicles 2, os detalhes de gameplay e história já revelados dão indícios de que estamos diante da obra mais ambiciosa da franquia até agora.

Um mundo de conflitos sem fim

Xenoblade Chronicles 3 se passa em Aionios, um mundo que, apesar de suas grandes belezas naturais, é marcado por um ciclo de tragédia sem fim. Duas nações, Keves e Agnus, estão em conflito continuamente. Seus guerreiros lutam incessantemente até o fim de uma vida curta limitada a dez anos, mas tudo o que os espera é a morte em combate ou logo após uma cerimônia de honra pelos serviços prestados ao voltar para a sua nação.

Infelizmente, as negociações entre os dois lados seriam difíceis pois trata-se de uma luta de sobrevivência. Ambas as nações possuem seu próprio Relógio de Chamas, uma espécie de contador vital que se esvair por completo levará à morte de todos os seus habitantes. Para poder aguentar só mais um pouco, eles precisam absorver a energia de seus inimigos, levando ao ciclo infinito de conflitos.

Em meio a isso tudo, dois grupos são incumbidos da tarefa de realizar ritos fúnebres para os guerreiros que morreram em combate. Do lado de Keves, temos Noah, um rapaz com forte empatia até mesmo pelos membros da nação oposta, mas respeitado por sua honra e lealdade à nação. Já do lado de Agnus, temos Mio, uma Gormotti que cumpre a mesma função e é bastante respeitada por seus companheiros.

O encontro entre os grupos de Noah e Mio não termina bem e os dois lados são consideravelmente hostis devido aos vários anos de conflito, sofrimento e perdas. Porém, uma série de eventos levará os personagens a descobrir que o mundo de Aionios e a disputa entre as nações guardam mais segredos do que eles imaginavam: eles agora unirão forças em prol do objetivo comum de alcançar Swordmarch e revelar a verdade. A história, cujo tema principal é “vida”, tem potencial para ser uma jornada emocional com reflexões filosóficas sobre tolerância, relações de afeto e o desejo de viver mais.

Unindo forças em combate

A série Xenoblade Chronicles é composta de RPGs em formato quasi-action, ou seja, ela existe no limiar entre combate em turnos e ação. O jogador deve escolher os golpes que pretende usar e poderá vê-los sendo executados quando o personagem puder novamente realizar uma ação. A movimentação pelo campo de batalha também importa, sendo possível atacar o inimigo pelo lado ou por trás, o que pode trazer benefícios dependendo do ataque utilizado.

Um aspecto de destaque de Xenoblade 3 é que o jogador tem à sua disposição uma equipe com seis personagens fixos e um aliado adicional. Todos eles estão disponíveis simultaneamente em combate, sendo um grupo controlável maior do que o comum no gênero. A expectativa é que essa presença de muitos aliados ofereça grande maleabilidade estratégica para a equipe; contudo, ainda fica o receio de que o Switch não aguente essa sobrecarga de informação e isso afete a performance consideravelmente. Os vídeos divulgados até o momento parecem indicar que não haverá problemas, mas só teremos certeza com o jogo em mãos.

A equipe principal é composta por seis personagens: Noah, Lanz, Eunie, Mio, Sena e Taion. Os três primeiros são guerreiros de Keves, enquanto os outros advêm de Agnus. Cada um desses grupos conta com um personagem que, por padrão, pertence a um dos três grandes arquétipos do jogo (Attacker, Defender e Healer), que são subdivididos em várias classes. Um dos elementos fundamentais de Xenoblade Chronicles 3 é a possibilidade de mudar a classe de todos os aliados, afetando a sua performance em batalha.

Além das classes iniciais desses seis protagonistas, o jogador pode obter outras opções após desbloquear novos heróis. Além de lutar lado a lado com a equipe, esses personagens ensinam seu estilo de combate para os outros aliados, aumentando ainda mais as possibilidades estratégicas da equipe. O comandante Zeon, o médico Valdi e os guerreiros nopon Riku e Manana são alguns dos auxílios que aparecerão ao longo da jornada.

Outro elemento fundamental do combate é a forma Ouroboros, que permite que os personagens principais se fundam em uma espécie de grande mecha. Até onde se sabe, os pares capazes de se transformar são fixos: Noah e Mio, Lanz e Sena, Eunie e Taion. A escolha de qual dos dois personagens ativa o Ouroboros também importa, levando a visuais e estilos de combate distintos.

A ideia do Ouroboros é a de uma transformação com impactos drásticos no combate, mas que deve ser usada como um trunfo. A ativação dessa forma possui um limite de tempo, então usá-la em um momento inapropriado talvez reduza a sua eficácia consideravelmente. Independente de como for, trata-se de um poder extra para o arsenal do jogador que precisa ser levado em consideração junto com as classes.

Uma promessa de conexão

Xenoblade Chronicles 3 conta a história de um grupo de novos personagens em um mundo “novo” e, por conta disso, a expectativa é de que mesmo quem não tem nenhuma familiaridade com os jogos anteriores possa aproveitar bastante a narrativa. Porém, há também alguns aspectos que deixaram os fãs de longa data boquiabertos nos materiais promocionais.

Primeiramente, Aionios não é exatamente um mundo inédito. Na verdade, suas localidades carregam marcas dos jogos anteriores, sendo possível, por exemplo, ver as ruínas de alguns dos titãs de Xenoblade 1 e 2. Parte da divulgação do jogo mencionava que Xenoblade 3 traria o futuro de ambos os seus antecessores e fica essa expectativa de que os fãs poderão se aprofundar na descoberta dessas conexões ao longo do jogo.

Porém, há outra conexão ainda mais notável que rendeu bastante teorização no fandom. As líderes das duas nações se assemelham fisicamente a duas personagens bastante conhecidas da franquia. Do lado de Keves, temos uma High Entia vestida de preto que muito se assemelha a Melia (Xenoblade Chronicles), enquanto Agnus é liderada por uma Gormotti vestida de branco cuja aparência parece uma versão mais velha de Nia (Xenoblade Chronicles 2). Fica a dúvida de quem são essas personagens de tamanha similaridade em um futuro aparentemente tão distante dos jogos anteriores.

Além dos pontos acima, até mesmo a trilha sonora promete algumas referências a seus antecessores, a exemplo da trilha “You Will Know Our Names – Finale”. A música original composta por ACE+ é tocada quando a equipe encontra monstros únicos no mapa do primeiro jogo e a nova versão terá a mesma funcionalidade em Xenoblade 3. Para quem é fã da metasérie Xeno desde a época em que o produtor Tetsuya Takahashi estava na Squaresoft, há também vários paralelos entre o novo jogo e Xenogears que vão desde o estilo de algumas formas dos Ouroboros ao fato de que ambas as nações possuem nomes relacionados ao conceito de “cordeiros” (nome associado a guerreiros de Xenogears).

Uma jornada épica em prol da vida

Com todas as informações que foram divulgadas, Xenoblade Chronicles 3 promete ser mais um excelente RPG exclusivo para Switch e tem o potencial de se tornar o ponto alto da franquia. Resta aguardar ansiosamente para o seu lançamento e ver se realmente teremos uma épica e inesquecível jornada correspondente às altas expectativas alimentadas ao longo dos meses..

Xenoblade Chronicles 3 — Switch
Desenvolvimento: Monolith Soft
Gênero: RPG
Lançamento: 29 de julho de 2022
Expectativa: 5/5

Revisão: Juliana Paiva Zapparoli


é formado em Comunicação Social pela UFMG e costumava trabalhar numa equipe de desenvolvimento de jogos. Obcecado por jogos japoneses, é raro que ele não tenha em mãos um videogame portátil, sua principal paixão desde a infância.
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