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PokéPark 2: Wonders Beyond (Wii) — Um dos mais completos e subestimados spin-offs da franquia.

Um spin-off pouco reconhecido, mas que se sobressai em diversos aspectos e agrada fãs novos e antigos da franquia.

PokéPark 2: Wonders Beyond é um jogo spin-off da aclamada franquia Pokémon, lançado no Ocidente para o Nintendo Wii em meados de 2012, e serve como uma aventura paralela aos jogos da linha principal, Black & White. Seguindo a premissa de seu antecessor, mas implementando novidades, essa sequência traz Pikachu e seu amigo Piplup a um novo PokéPark e logo a dupla embarca em uma jornada para salvar o lugar paradisíaco de uma ameaça iminente.


História

O jogo tem início com um diálogo entre Reshiram e Zekrom, que discutem sobre uma nova ameaça ao PokéPark. Darkrai criou uma emboscada para atrair os monstrinhos do local para uma área chamada Wish Park, onde todos ficam hipnotizados sob o pretexto de viver uma vida de diversão sem limites.

Definido pelos guardiões desse universo como “uma luz na escuridão”, Pikachu e seus amigos precisam lutar contra o tempo e os diversos obstáculos no caminho, incluindo uma ampla variedade de Pokémon, para garantir que a paz seja mantida.


Jogabilidade

Em PokéPark 2, é possível jogar com quatro personagens diferentes: Pikachu, Oshawott, Tepig e Snivy. Cada personagem conta com suas próprias habilidades, uma variedade de golpes únicos e suas características particulares se complementam para que o jogador possa progredir nas missões. Diferentemente do padrão nos jogos da franquia principal, esse jogo deixa de lado o tradicional esquema de captura de Pokémon e dá lugar a um sistema de amizade.

Os monstrinhos que habitam o parque propõem desafios variados, tais como batalhas, corridas, pique-pega, jogos de quiz, puzzles etc. Ao vencer uma disputa, o personagem faz amizade com o oponente e esse Pokémon é registrado na PalPad, o equivalente à PokéDex do PokéPark. Depois de registrados, os novos amigos podem participar das atrações e ajudam significativamente Pikachu e sua equipe, inclusive desferindo golpes especiais no decorrer de uma batalha.

Dentre todos os diferentes Pokémon que é possível encontrar dentro do PokéPark, poder jogar apenas com Pikachu, Oshawott, Tepig e Snivy fora das atrações e nas batalhas, deixa a sensação de que o número de possibilidades é drasticamente reduzido.

Além disso, os mapas são abertos, mas divididos por áreas. O jogador pode explorar essas localidades atrás de itens, segredos e também descobrir novos Pokémon para desafiar. Os cenários são belos, detalhados, cheios de vida e sempre há algo para se fazer em cada área, mas o jogo pode se tornar repetitivo com o decorrer do tempo e a trilha sonora, que beira o monotemático, fica enjoativa.

Atrações

Assim como no jogo anterior, o foco de PokéPark 2 não é o mapa aberto ou as batalhas em tempo real. O game tem como principal diferencial as atrações variadas espalhadas por todo o parque. Recolher ingredientes para fazer o melhor bolo, desafios de dança, batalhas em tempo real utilizando o controle de movimento do Wii Mote e corridas variadas são alguns dos desafios que aguardam o jogador.

Sendo assim, os fãs de Pokémon Stadium que sentem saudades dos minigames disponíveis nos dois jogos lançados para Nintendo 64 aproveitarão o que PokéPark tem a oferecer.

No aspecto geral, é um jogo feito para os fãs que procuram passar o tempo e se divertir de um jeito diferente com seus Pokémon preferidos e também um bom jogo de plataforma para quem não é tão apegado à franquia.


Controle de movimentos

O controle de movimentos do Nintendo Wii é muito bem otimizado para PokéPark 2, se adaptando aos diversos cenários para que a experiência seja divertida, prática e menos enjoativa. Nas diversas situações em que o jogador é colocado, o mapeamento dos botões e a função do sensor mudam para tornar a atração mais imersiva.

À época, essa novidade era um tanto quanto controversa, fazendo com que muitos jogadores torcessem o nariz para ela, mas depois de alguns minutos de jogo, fica nítido o cuidado para que os controles se tornem intuitivos, práticos e agregue variedade ao estilo de jogabilidade oferecido.




Depois de 10 anos, ainda vale a pena?


PokéPark 2: Wonders Beyond é um jogo simples, que se propõe a ser um passatempo recheado de minijogos e é exatamente isso que entrega. O spin-off conta com um visual bem bonito, levando em consideração a época em que foi lançado e a limitação de hardware do Nintendo Wii em relação à concorrência. Apesar das evidentes limitações, PokéPark 2 possui maior diversificação dentro do mesmo jogo e um background mais desenvolvido do que muitos dos spin-offs mais recentes da franquia.

Revisão: Juliana Paiva Zapparoli


Escreve para o Nintendo Blast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original.
Este texto não representa a opinião do Nintendo Blast. Somos uma comunidade de gamers aberta às visões e experiências de cada autor. Escrevemos sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0 - você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original.


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