Hands-on

BGS 2022: It Takes Two promete mostrar no Switch o valor da cooperação

Game desenvolvido pelo Hazelight Studios será um dos grandes destaques entre as opções multiplayer disponíveis no console da Nintendo.


Vencedor do prêmio Game of the Year no The Game Awards em 2021, It Takes Two chegará ao Switch no próximo dia 04 de novembro. A poucas semanas do lançamento na plataforma híbrida, o público que visitou o estande da Nintendo na edição deste ano da Brasil Game Show teve a oportunidade de conferir o port de perto. A demo, com cerca de uma hora, deixou claro que a aventura cooperativa com elementos de puzzle tem potencial para conquistar novos fãs ao ser disponibilizada no console.


A equipe do Nintendo Blast pôde experimentar as duas seções abertas para exploração (a do aspirador de pó e a da caixa de ferramentas) e enfrentar os respectivos chefes. Em certo ponto, até chegamos a imaginar que se tratava do título completo — devido à longa extensão da demo. O grande período que passamos no controle do conflituoso casal Cody e May foi o suficiente para termos a ideia exata do que esperar quando o jogo desenvolvido pelo Hazelight Studios e distribuído pela EA passar a integrar a biblioteca do Switch.

Uma tela, duas visões

It Takes Two exige bastante do hardware do Switch pela necessidade de renderizar e processar tudo o que acontece em cada uma das metades da tela. Livres para visitar cada cantinho dos mapas, os jogadores podem se afastar tranquilamente porque o console dá conta do trabalho sem engasgar ou comprometer a qualidade do game. Durante a demo inteira, não percebemos quedas bruscas no frame rate – que, pela nossa experiência, ficou na casa dos 30 fps – e nem outros travamentos severos – o que é bastante importante, já que alguns dos quebra-cabeças pedem um timing bem preciso.



Mas, para manter o bom desempenho, o port precisou sacrificar algo e o visual do game foi o escolhido. Além de personagens com bordas serrilhadas, a definição das texturas é inferior na comparação com as demais versões do jogo. Foram perceptíveis, ainda, problemas de iluminação e pequenos bugs com as sombras. Tudo isso faz com que a visão fique um pouco borrada, porém nada capaz de comprometer a jornada. A situação fica mais evidente após as cutscenes, que são bem mais "bonitas" do que a gameplay em geral.

Vale a pena ressaltar que It Takes Two não está horrível no Switch. Pelo contrário, o título tem visual muito atraente na plataforma da Nintendo. A questão aqui é que a qualidade não é a mesma que pode ser vista nas outras plataformas que receberam o jogo anteriormente.

Juntos é sempre melhor

O multiplayer é obrigatório no GotY de 2021. Ter alguém ao seu lado para que juntos vocês desvendem os puzzles e discutam o que fazer em seguida é o grande charme de It Takes Two — e algo que vem se tornando cada vez mais raro. Poder se relacionar com o seu companheiro de jogatina para entender como superar cada um dos obstáculos é um dos pontos que fazem do game especial.

A maioria dos quebra-cabeças disponíveis na demo era um tanto quanto simples, mas a curva de complexidade já estava subindo no final e certos puzzles exigiram um pouco mais de nosso senso de percepção. Se a dificuldade mantiver essa velocidade de crescimento, o título acerta em cheio tanto no seu desafio quanto na criatividade de bolar situações em que será fundamental analisar todo o cenário para entender como prosseguir.

Para variar um pouco a gameplay e não deixar a jornada repetitiva, novas mecânicas são adicionadas de uma sessão para a outra. Enquanto na primeira, do aspirador de pó, o casal tinha à disposição somente as suas habilidades acrobatas, na segunda ambos ganham itens que ampliam consideravelmente as possibilidades.



Na área da caixa de ferramentas, May ganha um martelo que permite que ela se balance em pregos fincados na parede ou quebre garrafas de vidro pelo caminho. Já Cody ganha parafusos que podem ser atirados. As habilidades dos dois personagens se complementam, permitindo momentos em que o trabalho em equipe é primordial para avançar no mapa.

É importante lembrar, no entanto, que o jogo não será compatível com multijogador local usando somente um Joy-Con. Cada pessoa precisará ter uma dupla dos controles ou um Controle Pro para aproveitar o jogo. Isso acaba indo contra a facilidade de gameplay provida pelo Switch e seu sistema de Joy-Con único. Em nossa experiência com a demonstração, não encontramos momentos em que os controles foram complexos o suficiente para justificar essa decisão.

Além disso, em uma questão puramente técnica do estande na BGS, os Joy-Con sofreram interferência, impedindo um controle preciso da câmera em alguns momentos. Não pudemos checar as configurações para verificar se controles de câmera por movimento, assim como em Splatoon 3, são compatíveis.

Reforço de peso

Mesmo com atraso de quase um ano desde o lançamento original, a chegada de It Takes Two ao Switch tem tudo para ser bastante positiva. Apesar da qualidade visual inferior em relação às demais plataformas, o título poderá sentir-se “em casa” na plataforma híbrida. Para quem gosta de reunir os amigos e se divertir com videogames, é um lançamento para colocar na lista de desejos.

Colaboração: Vinícius Veloso

Jornalista, analista de mídias e entusiasta de games desde que jogou Pokémon Azul no Game Boy Color nos anos 90. De lá para cá, tenta aproveitar ao máximo todos os consoles no pouco tempo que a vida adulta permite. Se não está escrevendo para o Blast ou demorando anos para zerar um jogo, está no Twitter (@DanielMorbi) e no Instagram (@danielmorbi_)
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