DRAGON QUEST VII Reimagined: promessa de versão definitiva do clássico JRPG

Descubra o que existe além de Estard nesta releitura de um dos maiores marcos da franquia.

em 25/01/2026
Com lançamento marcado para o dia 5 de fevereiro, DRAGON QUEST VII Reimagined é uma remasterização (ou reimaginação, se preferir) do sétimo título da clássica franquia da Square Enix. Trazendo uma série de melhorias de qualidade de vida — além de conteúdo inédito —, esta releitura promete agradar tanto aos veteranos quanto aos novatos, oferecendo a versão definitiva do RPG nos consoles Switch e Switch 2. 

Um clássico que merecia uma verdadeira versão definitiva

Curiosamente, DRAGON QUEST VII Reimagined é, na verdade, a segunda remasterização do clássico JRPG. Lançado para PlayStation em 2000 no Japão (e no ano seguinte no Ocidente), o jogo também recebeu uma versão aprimorada para o Nintendo 3DS em 2016, sob o título “Fragments of the Forgotten Past”.

À época, a releitura para o portátil da Nintendo foi muito bem-vinda, principalmente porque DRAGON QUEST VII continua sendo, desde o seu lançamento original até os dias de hoje, um dos títulos mais intrigantes da série em vários aspectos. Como exemplo, temos uma história surpreendentemente sombria, apoiada em viagens no tempo e flashbacks, e uma campanha gigante até mesmo para os padrões do gênero, com potencial de ultrapassar facilmente uma centena de horas de jogo.

Por outro lado, essas mesmas características também acabaram atrapalhando sua percepção ao longo dos anos, com muitos jogadores questionando algumas decisões de roteiro e a sua lentidão generalizada, que fazia com que várias horas de jogo fossem necessárias para chegar ao primeiro combate (inclusive na versão de 3DS).

Com isso — e levando em conta a descontinuação do portátil 3D da Nintendo e de seus jogos —, Reimagined tem agora a chance, dez anos depois do primeiro remaster, de finalmente entregar a versão definitiva do sétimo título: uma aventura acessível tanto aos veteranos quanto a quem pretende conhecer a vila de Estard pela primeira vez.

Mudanças bem-vindas (e necessárias)

Mas o que, afinal, está mudando em Reimagined? Primeiramente, a condução da narrativa foi reformulada, mas sem comprometer a identidade da aventura no processo. Na prática, então, é possível antecipar ajustes significativos no ritmo da história, que continua se apoiando na exploração de ilhas misteriosas, mas sem excessos — arcos que tinham pouco ou nenhum impacto na trama geral foram ou removidos, ou reescritos como sidequests, por exemplo. 

A inclusão de novas cenas e de uma direção ainda mais cinematográfica, com cutscenes refeitas, também visa tornar a jornada menos fragmentada e mais envolvente, emocionalmente falando. A caracterização dos personagens (algo sempre importante em um JRPG) também tende a se beneficiar do novo tratamento — de acordo com os desenvolvedores, houve um esforço especial para tornar o elenco ainda mais carismático e melhor desenvolvido, incluindo novos arcos que se passam durante a infância e outros focados na vida adulta.

Não que o carisma fosse um problema antes em DRAGON QUEST VII — é praticamente impossível não se empolgar com os protagonistas querendo, no auge da inocência e da juventude, descobrir o que existe além das terras que já conhecem. Dito isso, é inegável que várias partes da trama original poderiam, sim, ser otimizadas, evitando o infame backtracking e inchaços comuns a aventuras longas.

Por fim, em termos de mecânicas, também há uma série de adições de qualidade de vida, como a possibilidade de ver claramente as fraquezas e resistências dos inimigos e a implementação de recuperação automática de HP e MP ao subir de nível. Juntamente com os inimigos e objetivos visíveis no mapa, e melhorias no já robusto sistema de classes (um dos melhores da franquia), temos então a provável melhor forma de jogar um clássico que nem sempre gozou da melhor reputação possível.

Visuais para ninguém botar defeito

Todas as melhorias acima vêm embaladas em uma revitalização gráfica que lembra bastante o trabalho feito no remake de The Legend of Zelda: Link’s Awakening. Sim, expandindo o que foi visto nas remasterizações em HD-2D da Erdrick Trilogy, Reimagined opta por uma adorável apresentação isométrica na exploração, lembrando um diorama animado de impressionante nível de detalhamento.

A escolha artística funciona e, mais importante, destaca o brilhantismo e a genialidade do saudoso Akira Toriyama na construção dos personagens, cenários e oponentes. Como esperado, a trilha sonora orquestrada também se prova um destaque à parte, com arranjos novos e originais preservando o charme da franquia e amplificando as tensões emocionais durante a aventura.

Ao que tudo indica, todos esses upgrades resultarão em ótimas versões nos consoles da Nintendo, com o hardware mais avançado do Switch 2 entregando estáveis 60 quadros por segundo e maior resolução de saída. Porém, mesmo quem não fez o upgrade ainda pode esperar uma aventura bastante polida no primeiro Switch, com destaque para as cores vibrantes do modelo OLED enriquecendo a apresentação.

Eu sei que existe algo além de Estard… e nós vamos provar!

A franquia Dragon Quest sempre foi referência de qualidade dentro do gênero de RPGs japoneses, a ponto de parar o Japão com cada novo lançamento. No Ocidente, pouco a pouco a série tem conquistado o merecido reconhecimento, com os recentes remakes da trilogia Erdrick sendo um marco importante quando o assunto é tornar clássicos atemporais para as novas gerações.

Nesse contexto, DRAGON QUEST VII Reimagined propõe ser a releitura completa e definitiva de um dos títulos mais audaciosos e inovadores da saga. Se todas as promessas serão cumpridas, falta pouco para descobrirmos, mas é inegável que todo fã de RPGs envolventes deve ficar de olho neste lançamento. 25 anos após a estreia da aventura no Ocidente, é tempo de voltar novamente a Estard — e enquanto o dia 5 de fevereiro não chega, aproveite para conferir a versão demo no Switch e no Switch 2.
DRAGON QUEST VII Reimagined — PC/PS5/XSX/Switch/Switch 2
Desenvolvedor: Square Enix
Gênero: RPG
Lançamento: 5 de fevereiro de 2026

Revisão: Vitor Tibério
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Alan Murilo
é publicitário e copywriter que aprecia um bom jogo tanto quanto um bom café. Gamer desde que segurou um controle de Super Nintendo pela primeira vez, tem um apreço especial pelos títulos independentes e pelas diversas franquias da Big N.
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