Pois bem, para celebrar esse aguardado lançamento e ajudar quem vai jogar pela primeira vez (ou até mesmo rejogar) a aventura no Switch e no Switch 2, nós do Nintendo Blast reunimos a seguir uma série de dicas para dominar o ciclo de renascimento, triunfar sobre os hunos e, finalmente, ter chances de derrotar Nogaï. Sem mais delongas, boa leitura!
Explorar é fundamental
Assim como Dead Cells (a obra anterior do Evil Empire), The Rogue Prince of Persia pode ser definido como um “roguevania” — um roguelite cuja estrutura básica lembra bastante a de um metroidvania, com salas e áreas interconectadas que tendem a recompensar a curiosidade e a exploração.
E, de fato, a primeira (e talvez mais importante) dica desta matéria é que explorar cada canto possível dos biomas é fundamental para triunfar nesta aventura. Sabendo disso, aproveite a viagem rápida por meio dos Poços dos Sonhos (as belas fontes d’água espalhadas pelo seu caminho) para: 1) verificar as áreas que ainda não visitou em cada partida; e 2) poder visitá-las com facilidade. Com um pouco de sorte, você encontrará tesouros, medalhões e até NPCs que podem se mudar para o Oásis — todos devem prover uma vantagem significativa contra as artimanhas de Nogaï.
Volte mais forte
Falando no Oásis, graças ao seu amuleto mágico, toda vez que o príncipe perecer em combate, ele retornará ao lugar, que funciona tanto como um refúgio temporário quanto um hub para interação e progressão. Justamente por isso, vale a pena gastar tempo entre as partidas para conhecer e conversar com os personagens que lá estão e também adquirir melhorias permanentes para a jornada.
Falar com o ferreiro Sukhra, por exemplo, permite liberar novas armas para o arsenal do príncipe, enquanto interagir com a feiticeira Paachi é o caminho para desbloquear medalhões para as próximas tentativas. Só lembre-se de guardar cinzas de almas suficientes para adquirir o que deseja, assunto esse que nos leva à nossa próxima dica…
Encontre tesouros dignos da realeza
Durante as partidas de The Rogue Prince of Persia, você acumulará uma série de recursos diferentes, como ouro, cinzas de almas e sangue corrompido. Alguns desses podem ser usados para adquirir upgrades definitivos e itens cosméticos, enquanto outros são perdidos com a derrota, de modo que é importantíssimo decorar as diferenças de cada um. Confira:
Ouro: de cor dourada, é adquirido ao derrotar inimigos e encontrar baús de tesouro. Não é mantido entre as partidas, então lembre-se de usá-lo nas lojas itinerantes para não ficar no prejuízo.
Cinzas de almas: de cor roxa, são adquiridas ao derrotar inimigos e encontrar baús de tesouro. Tratam-se de um dos recursos mais importantes do game, pois são usadas para comprar melhorias permanentes no Oásis, como novas armas e medalhões.
Sangue corrompido: de cor vermelha, é obtido ao cumprir tarefas especiais, como os desafios do Livro das Cabeças. Pode ser usado, por exemplo, para desbloquear vestimentas novas para o príncipe com a tecelã no Oásis.
Observação: algo bem interessante é que, sendo as cinzas de almas de longe o recurso mais valioso do game, durante a aventura, você se deparará com altares de almas. Quando encontrá-los, você pode enviar as cinzas acumuladas na rodada diretamente para o Oásis ou destruir o monumento para coletar as que lá estão. Logo, considere a sua situação na partida e faça a escolha certa para não se arrepender depois, já que quaisquer cinzas que não forem enviadas para o refúgio serão descartadas em uma eventual derrota.
Experimente até achar sua arma favorita
Mantendo o foco da jogabilidade na ação, The Rogue Prince of Persia oferece ao jogador um rico arsenal para enfrentar os hunos, contendo adagas, espadas, maças e até incensários (além de ferramentas utilizáveis à média e longa distância, como arcos e ganchos).
Como cada uma das armas naturalmente tem uma jogabilidade e características como DPS (dano por segundo) diferentes, uma dica muito valiosa é experimentar e testar cada uma a fundo antes de escolher a favorita para as partidas. Com um certo tempo de jogo, você inclusive poderá desbloquear acesso às armas especiais dos chefes, como a Manopla de Berude, adicionando ainda mais possibilidades às rodadas.
Memorize os padrões dos inimigos
Como em Dead Cells e outros roguelites de ação, ir pra cima dos adversários sem estratégia alguma em The Rogue Prince of Persia pode até funcionar nos primeiros momentos de uma partida, mas é uma receita para o fracasso quando se chega nos biomas mais avançados.
Como disse Sun Tzu: “conheces teu inimigo e conhece-te a ti mesmo; se tiveres cem combates a travar, cem vezes serás vitorioso”. Logo, para triunfar nos cenários nos quais o desafio é bem maior, uma dica de ouro é prestar atenção para memorizar os padrões de ataques e movimentação dos inimigos, pois mesmo os oponentes que buscam emendar golpes sucessivamente possuem rotinas (e brechas) que podem ser aproveitadas ofensiva e defensivamente. Por fim, este conselho também vale para as batalhas com os chefes, que certamente não darão tantos problemas uma vez que você realmente saiba o que está acontecendo.
Sempre que possível, faça uso do Sopro de Vayu
Executar acrobacias e contra-ataques com precisão são atos que enchem a barra do Sopro de Vayu, que fica sempre embaixo da de vida na tela de jogo. Uma vez que essa barra esteja cheia, o recurso especial será automaticamente ativado, aumentando a velocidade do protagonista por tempo limitado.
Sabendo disso, para tornar os combates e seções de plataforma mais fáceis, além de memorizar os padrões como orientado acima, busque ativar o Sopro sempre que possível. Na prática, o que acontecerá é que tudo ao redor do príncipe ocorrerá de forma mais lenta, aumentando bastante a janela de tempo que o herói tem para realizar ataques ou outras ações importantes.
Na dúvida, lembre-se: a morte não é o fim
No mais, vale lembrar que, como em todo roguelite de respeito, fracassar em The Rogue Prince of Persia não é o fim, e sim uma parte crucial do processo de aprendizado e domínio do jogo. Embora seja até possível finalizar a aventura nas primeiras tentativas, isso não é comum — e o verdadeiro final só é liberado quando todos os personagens aprisionados, como o irmão do príncipe, são resgatados.
Com isso, não desanime quando se perceber de volta ao Oásis, pois cada “deslize” é na verdade uma possibilidade de retornar mais forte e mais sábio para a aventura até, enfim, poder derrotar Nogaï (a própria inclusão de uma árvore de talentos, com habilidades adquiridas via pontos de experiência, é uma prova disso).
E estas foram as nossas dicas para The Rogue Prince of Persia. O que achou, caro(a) leitor(a)? Você tem algum outro conselho para quem vai embarcar nessa aventura? Não se esqueça de comentar abaixo, e até a próxima!
Revisão: Vitor Tibério








