Resident Evil é uma marca de sucesso estrondoso e um dos maiores carros-chefe da Capcom — e alcançar esse patamar definitivamente não foi algo simples. Desde o primeiro jogo, a franquia já demonstrava genialidade e uma visão à frente do seu tempo, estabelecendo mecânicas que são utilizadas até hoje e ajudando a definir o que conhecemos como o gênero survival horror. Então vamos falar sobre a sétima entrada da franquia numerada, Resident Evil 7: biohazard.
Importante: Esta prévia se baseia nas versões já lançadas e em informações oficiais. A prévia foca nas expectativas de desempenho e adaptação do jogo ao Nintendo Switch 2.
O Renascimento
Com o passar dos anos, a série também ousou experimentar novos caminhos, flertando com a ação e adotando mecânicas que, em alguns momentos, distanciaram-na de suas raízes no terror. Foi justamente nesse contexto que, em 2017, Resident Evil 7: biohazard chegou com uma proposta clara: resgatar o medo. Apostando em uma visão em primeira pessoa e na introdução de um novo protagonista, o jogo marcou um retorno às origens, ao mesmo tempo em que apresentou uma nova identidade para a franquia.
É nesse cenário que o jogo constrói sua identidade. A mansão da família Baker — local onde você precisa encontrar a sua esposa — é sufocante, escura e constantemente imprevisível, fazendo com que cada corredor explorado gere desconforto e insegurança. O sentimento de isolamento é constante, e o silêncio, muitas vezes quebrado por ruídos inesperados, torna-se um dos principais elementos de tensão. O horror psicológico se impõe, colocando o jogador em um estado permanente de alerta e reforçando a sensação de vulnerabilidade a cada passo dado.
É nesse cenário que o jogo constrói sua identidade. A mansão da família Baker — local onde você precisa encontrar a sua esposa — é sufocante, escura e constantemente imprevisível, fazendo com que cada corredor explorado gere desconforto e insegurança. O sentimento de isolamento é constante, e o silêncio, muitas vezes quebrado por ruídos inesperados, torna-se um dos principais elementos de tensão. O horror psicológico se impõe, colocando o jogador em um estado permanente de alerta e reforçando a sensação de vulnerabilidade a cada passo dado.
Explorando cuidadosamente
Essa atmosfera opressiva se reflete diretamente na jogabilidade. A exploração é lenta e cuidadosa, exigindo atenção aos detalhes do ambiente e uma gestão mais consciente de recursos. Cada confronto carrega peso e risco, reforçando a ideia de sobrevivência acima da ação desenfreada dos últimos jogos. A mudança para a visão em primeira pessoa aproxima o jogador da experiência, intensificando o medo e tornando cada ameaça ainda mais imediata.No controle, o título aposta em uma jogabilidade mais leve, contida e estratégica, o que fica claro desde os primeiros momentos, já que o Ethan não é um policial treinado e que a sobrevivência é a prioridade. A exploração acontece de forma lenta e cuidadosa, incentivando o jogador a observar o ambiente, vasculhar cada modo e ter cuidado com os detalhes que podem indicar perigo ou encontrar recursos valiosos. Voltamos a munições e itens de curas escassos, o que reforça o gerenciamento e tensão constante. Aliás, você não se sente poderoso aqui.
Poder é para policiais
Os combates, quando acontecem, são demasiadamente perigosos, e enfrentar inimigos exigirá decisões e posicionamentos em que a escolha do momento certo para agir e fugir pode ser o diferencial. A visão em primeira pessoa deixa os combates mais tensos e difíceis. A imersão é completa, mas o terror também. Essa mudança não só renova a experiência, como também fortalece o terror psicológico, colocando o jogador mais próximo de Ethan como uma pessoa normal que vive esse pesadelo. Por mais que ele precise sobreviver, o desejo de salvar quem mais ama lhe dá coragem para prosseguir e isso é plausível tanto em termos de história quanto na sua motivação.A atmosfera é sem sombra de dúvidas o ponto alto desse jogo. A iluminação alternando entre os cômodos, quase completamente escuros, ruídos e silêncios propositais reforçam a todo momento a sensação de insegurança. A direção de arte criou um dos cenários mais bizarros, tudo degradado, sujo e opressor que ajuda muito no que a equipe quis trazer e também contar a história sem necessidade de grandes explicações.
O áudio também tem um papel muito importante e fundamental no terror. Passos distantes, ruídos, rangidos e sons inesperados são usados de forma genial para manter o jogador em alerta a todo momento. E como falei antes, o silêncio proposital fala mais alto do que a trilha sonora muitas vezes, criando tensão e medo do que pode ocorrer no próximo cômodo, criando um terreno de susto e puro desconforto. O nível de detalhes tanto dos cenários atribuídos à trilha sonora torna Resident Evil 7: biohazard um dos jogos mais imersivos da franquia.
O futuro no Switch 2
Olhar para Resident Evil 7: biohazard rodando no Nintendo Switch 2 é o que mais tem empolgado a comunidade. A Capcom confirmou que a Gold Edition do jogo — com todas as expansões e conteúdos extras — vai chegar ao novo hardware da Nintendo no mesmo dia que Resident Evil Village e o novíssimo Resident Evil Requiem. Isso coloca o Switch 2 no centro de um verdadeiro festival de survival horror logo no início de 2026.A grande promessa dessa versão é deixar para trás as limitações da primeira geração do Switch, onde Resident Evil 7 só esteve disponível via streaming. No Switch 2, o jogo roda nativamente no console, o que deve trazer uma experiência mais fluida, responsiva e portátil — sem depender de conexão à internet para funcionar.
Com isso, as expectativas em torno de Resident Evil 7: biohazard no Nintendo Switch 2 são naturalmente altas. A possibilidade de encarar essa experiência em qualquer lugar, seja no modo portátil ou na TV, agora com uma execução técnica à altura do que o jogo pede, pode representar um novo ponto de entrada para muitos jogadores.
Caso essa versão mantenha o mesmo cuidado visto em outros lançamentos da Capcom no novo console, a tensão tende a se intensificar ainda mais, especialmente nos momentos de exploração silenciosa e imprevisível que definem o ritmo da aventura. Resta agora aguardar o lançamento para conferir como esse retorno ao horror se comporta no Switch 2 e se Resident Evil 7: biohazard conseguirá, mais uma vez, provar por que é um dos capítulos mais marcantes da franquia.
Resident Evil 7: biohazard (PC/ Playstation 5/ Playstation 4/ XBO/ XSX/ Switch 2)Desenvolvedor CapcomGênero Survival HorrorLançamento 27 de fevereiro de 2026
Revisão: Vitor Tibério








