Resident Evil Village traz o terror consigo em um novo pesadelo com Ethan Winters

Em sua edição definitiva, o título da Capcom chega ao Switch 2 como um capítulo dividido, equilibrando terror, ação e atmosfera marcante.

em 11/02/2026

Diante do poder do Nintendo Switch 2, seus donos agora poderão experimentar diversos jogos da atual geração que vêm sendo lançados nos últimos meses. E isso é realmente empolgante, não apenas pela qualidade dos ports, mas também pela facilidade de jogar em modo portátil, algo que me faz olhar com ainda mais atenção para esses títulos quando bem executados. Felizmente, a maioria tem sido portada com boa qualidade. Dito isso, a Capcom, que sempre demonstrou grande interesse pela plataforma, traz três grandes jogos para nós: Resident Evil 7: biohazard, Resident Evil Village (8) e o novíssimo Resident Evil Requiem (9), que chegam em 27 de fevereiro de 2026. Diante desses importantes lançamentos, mesmo que alguns cheguem de forma tardia, vamos falar um pouco sobre Resident Evil Village.
Importante: Esta prévia se baseia nas versões já lançadas e em informações oficiais. A prévia foca nas expectativas de desempenho e adaptação do jogo ao Nintendo Switch 2.

O retorno de Ethan Winters

Dando continuidade direta aos acontecimentos de Resident Evil 7: biohazard, Village marca o retorno de Ethan Winters em uma nova e perturbadora jornada. O game foi lançado originalmente em maio de 2021 e agora desembarca no Nintendo Switch 2 em fevereiro de 2026, trazendo uma das experiências mais intensas da franquia para o novo console da Big N.

A história se desenrola inicialmente em uma vila isolada e coberta de neve, aparentemente abandonada, mas repleta de mistérios, criaturas bizarras e figuras enigmáticas. Ethan retorna a um pesadelo difícil de esquecer, enfrentando inimigos que vão além dos tradicionais zumbis. Entre eles estão os lordes da vila, cada um com identidade própria e papel fundamental dentro da narrativa, todos sob a influência da misteriosa Mother Miranda e suas filhas.

A vila

A ambientação é um dos grandes trunfos de Village. Cada área da vila possui uma identidade própria, explorando diferentes vertentes do horror, que vão do bizarro ao sobrenatural. Essa variedade mantém a experiência sempre fresca, surpreendendo o jogador a cada novo avanço na história e afastando qualquer sensação de tédio ou mesmice. Existe um cuidado evidente em cada parte dos cenários, sejam eles externos ou internos: móveis, paredes e objetos são bem encaixados e condizem com a proposta da equipe de desenvolvimento. Com isso, temos uma forte dose de imersão, algo que, convenhamos, não pode faltar em um jogo de terror. A trilha sonora gera impactos quando necessário, assim como sabe dar espaço ao silêncio, criando momentos de tensão pura e contribuindo para uma atmosfera de suspense constante.

Equilíbrio

A jogabilidade de Village segue a visão em primeira pessoa introduzida em Resident Evil 7, mas amplia a fórmula ao apostar em um ritmo mais voltado para a ação. Ainda assim, o terror psicológico e os momentos solitários continuam presentes, criando um equilíbrio interessante. O combate está mais dinâmico, com maior variedade de armas, inimigos e situações que exigem do jogador estratégia, precisão e um bom gerenciamento de recursos. Os puzzles reforçam a sensação constante de perigo, incentivando a exploração do cenário em busca de pistas espalhadas pelo ambiente. O game conta com dublagem e legendas em português do Brasil, diferentemente de Resident Evil 7, que oferece apenas legendas — um ponto positivo para a Capcom, que contribui ainda mais para a imersão.

E no Switch 2?

Na versão para o Nintendo Switch 2, a expectativa é de uma experiência técnica mais robusta, aproveitando o hardware do novo console para entregar gráficos detalhados, desempenho estável e tempos de carregamento reduzidos. Além disso, a possibilidade de jogar tanto em modo portátil quanto na TV torna Resident Evil Village ainda mais atrativo para os fãs da plataforma, reforçando o compromisso da Nintendo em receber títulos de peso de grandes franquias. Dito isto, podemos encontrar diferenças entre esta e as versões mais robustas do jogo, principalmente o PC.

Versão definitiva

O game chega em sua versão Gold, ou seja, com os conteúdos adicionais lançados posteriormente. Entre os destaques está a expansão Winters’ Expansion, que adiciona o modo em terceira pessoa à campanha principal, oferecendo uma nova perspectiva para revisitar a história de Ethan. A Gold Edition também inclui o conteúdo Sombras de Rose, uma campanha inédita focada em Rose Winters, que expande o universo narrativo de Village e aprofunda os acontecimentos após o final da história principal. Além disso, novos personagens jogáveis e fases extras para o modo The Mercenaries — que já fazia parte do game — aumentam significativamente o fator replay.

Do jeito que a gente gosta

Com uma narrativa envolvente, jogabilidade refinada e uma ambientação que honra o legado da série, Resident Evil Village chega ao Nintendo Switch 2 como uma experiência completa e madura. A versão Gold reforça esse pacote ao reunir conteúdo robusto, opções variadas de jogabilidade e uma história que conversa tanto com veteranos quanto com novos jogadores. Para os fãs de terror e da franquia da Capcom, fevereiro de 2026 promete ser um mês especial para revisitar um dos capítulos mais marcantes de Resident Evil — agora com a versatilidade e o conforto que só o ecossistema Nintendo pode oferecer.
Resident Evil Village (PC/PS5/PS4/XSX/XBO/Switch 2)
Desenvolvedor Capcom
Gênero Survival Horror, ação
Lançamento 27 de fevereiro de 2026

Revisão: Vitor Tibério 

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Leandro Alves
Leandro Alves é designer gráfico formado e especialista em Design Estratégico pela Unicarioca, além de UX Designer com formação pela ESPM e pela escola britânica Design Institute. Diretor Geral, Diretor Editorial e Diretor de Arte das revistas GameBlast e Nintendo Blast, iniciou sua paixão por videogames com The Legend of Zelda: A Link to the Past. Fã da Nintendo, mas sem esconder sua admiração pelo PlayStation, tem como séries favoritas Kingdom Hearts, Pokémon, Splatoon, The Last of Us, Uncharted e Xenoblade Chronicles. Está no Instagram e Twitter.
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