Zombie Rollerz: The Last Ship é um roguelike de sobrevivência divertido, desenvolvido pela Zing Games e publicado pela Wandering Wizard, que encontra no Nintendo Switch um lar perfeito para partidas rápidas e descompromissadas.
O jogo nos coloca a bordo de uma máquina de combate improvisada em pleno apocalipse zumbi, com a missão de explorar mapas, coletar recursos e esmagar hordas intermináveis de mortos-vivos, enquanto aprimoramos nosso veículo rumo ao caos absoluto.
Foi meu primeiro contato com um jogo do gênero, e a experiência acabou sendo muito mais divertida do que eu imaginava. A proposta simples, aliada ao ritmo acelerado das partidas, transforma facilmente o “só mais uma tentativa” em várias horas de jogatina. Boa leitura!
No controle do caos
Em Zombie Rollerz: The Last Ship, controlamos um verdadeiro tanque sobre rodas em um mundo tomado por criaturas famintas por cérebros — embora, visualmente, elas tenham até um certo carisma cartunesco. Ainda assim, o ideal é manter distância… ou simplesmente atropelar tudo o que aparecer pela frente.
O veículo pode receber uma enorme variedade de armamentos, incluindo metralhadoras, lança-chamas, canhões e dispositivos elétricos. O jogo também abraça o absurdo com armas criativas, como hidrantes, globos dançantes e balões explosivos.
Derrotar inimigos rende recursos utilizados para desbloquear melhorias e habilidades espalhadas pelos mapas. A máquina possui diversos espaços para instalação de equipamentos e upgrades de estrutura, aumentando sua resistência e liberando bônus passivos importantes para a sobrevivência.
Outro elemento essencial da jogabilidade é o gerenciamento da tripulação. Cada integrante pode assumir funções específicas dentro do veículo, influenciando diretamente seu desempenho em combate: mecânicos realizam reparos, artilheiros ampliam o poder ofensivo, médicos cuidam da equipe e pilotos aumentam a mobilidade da máquina.
Os tripulantes encontrados durante as incursões possuem atributos próprios, incentivando o jogador a experimentar diferentes combinações e estratégias conforme avança.
Uma bagunça viciante
As missões seguem a estrutura clássica dos roguelikes, normalmente exigindo sobrevivência por um tempo determinado, enquanto enfrentamos ondas crescentes de inimigos. Ao fim de cada tentativa — com sucesso ou fracasso —, recebemos pontos para desbloquear novos itens e melhorias permanentes na oficina.
Essa progressão constante funciona muito bem e cria um ciclo viciante. Conforme novas armas, habilidades e equipamentos são liberados, as partidas ficam cada vez mais caóticas e divertidas. O jogador pode optar por uma abordagem mais simples ou transformar o veículo em uma máquina completamente absurda de destruição em massa.
Mesmo sendo meu primeiro jogo do gênero, a curva de aprendizado é bastante amigável. A ação é fácil de entender, mas há profundidade suficiente para incentivar experimentações e diferentes estilos de jogo.
Um motor que perde força
Apesar da diversão, a versão de Nintendo Switch apresenta alguns problemas técnicos perceptíveis. Durante minha jogatina no Nintendo Switch 2 — hardware mais potente que o Switch original —, senti quedas de desempenho frequentes, especialmente nos momentos mais caóticos, com muitos inimigos e efeitos na tela.
Mesmo utilizando o modo de taxa de quadros sem limitação, os engasgos acontecem em determinados momentos e acabam afetando parcialmente a fluidez da experiência. Não chega a tornar o jogo injogável, mas é algo perceptível, principalmente em sessões mais avançadas.
Além disso, os cenários acabam se repetindo bastante ao longo da campanha. O visual desértico domina boa parte da experiência inicial, e as variações posteriores não conseguem mudar drasticamente a sensação de repetição. A trilha sonora também cumpre apenas o básico, até por não ser a proposta do jogo, servindo apenas como uma ambientação leve.
Outro ponto que chama a atenção é a dependência de um RNG favorável nos aprimoramentos, pois, em diversos casos, a mecânica de gatcha (roleta) concedeu bônus que não eram 100% aproveitados pela estrutura de torres desenvolvida ao longo da sobrevivência.
Um passeio pelo apocalipse
Zombie Rollerz: The Last Ship entende perfeitamente sua proposta: oferecer diversão rápida, exagerada e descompromissada. Mesmo sem reinventar o gênero, o jogo consegue se destacar graças à mistura de ação frenética, gerenciamento simples e um ótimo senso de humor.
As limitações técnicas da versão de Nintendo Switch e a repetição visual impedem que a experiência alcance um nível ainda maior, mas isso não tira o brilho de uma jogabilidade genuinamente divertida.
Para quem procura um roguelike acessível, caótico e cheio de personalidade, vale a pena embarcar nessa máquina de destruição zumbi — especialmente se a ideia de atropelar mortos-vivos por horas parece um bom passatempo.
Prós
- Jogabilidade altamente divertida e muito viciante;
- Potencial de customização da arca contempla diversas opções;
- Combina ação desenfreada com estratégia, sem perder a graça;
- Zumbis caricatos entregam boas doses de humor.
Contras
- Repetição de cenários no início pode afastar novos jogadores;
- Começo do jogo bem limitado em termos de torres e customizações;
- Quedas de frame significativas, mesmo jogando no Switch 2 e sem limitação;
- Aleatoriedade da mecânica de aprimoramentos compromete o desempenho.
Zombie Rollerz: The Last Ship — Switch/PC — Nota 8.0
Revisão: Mariana Marçal
Análise produzida com cópia digital cedida pela Wandering Wizard





