Zombie Rollerz: The Last Ship transforma o fim do mundo em pura destruição divertida

Aprimore sua arca com torres e uma tripulação dedicada para obliterar horas de zumbis e sobreviver ao apocalipse.

em 11/05/2026



Zombie Rollerz: The Last Ship é um roguelike de sobrevivência divertido, desenvolvido pela Zing Games e publicado pela Wandering Wizard, que encontra no Nintendo Switch um lar perfeito para partidas rápidas e descompromissadas.

O jogo nos coloca a bordo de uma máquina de combate improvisada em pleno apocalipse zumbi, com a missão de explorar mapas, coletar recursos e esmagar hordas intermináveis de mortos-vivos, enquanto aprimoramos nosso veículo rumo ao caos absoluto.

Foi meu primeiro contato com um jogo do gênero, e a experiência acabou sendo muito mais divertida do que eu imaginava. A proposta simples, aliada ao ritmo acelerado das partidas, transforma facilmente o “só mais uma tentativa” em várias horas de jogatina. Boa leitura!

No controle do caos

Em Zombie Rollerz: The Last Ship, controlamos um verdadeiro tanque sobre rodas em um mundo tomado por criaturas famintas por cérebros — embora, visualmente, elas tenham até um certo carisma cartunesco. Ainda assim, o ideal é manter distância… ou simplesmente atropelar tudo o que aparecer pela frente.

O veículo pode receber uma enorme variedade de armamentos, incluindo metralhadoras, lança-chamas, canhões e dispositivos elétricos. O jogo também abraça o absurdo com armas criativas, como hidrantes, globos dançantes e balões explosivos.


Derrotar inimigos rende recursos utilizados para desbloquear melhorias e habilidades espalhadas pelos mapas. A máquina possui diversos espaços para instalação de equipamentos e upgrades de estrutura, aumentando sua resistência e liberando bônus passivos importantes para a sobrevivência.

Outro elemento essencial da jogabilidade é o gerenciamento da tripulação. Cada integrante pode assumir funções específicas dentro do veículo, influenciando diretamente seu desempenho em combate: mecânicos realizam reparos, artilheiros ampliam o poder ofensivo, médicos cuidam da equipe e pilotos aumentam a mobilidade da máquina.


Os tripulantes encontrados durante as incursões possuem atributos próprios, incentivando o jogador a experimentar diferentes combinações e estratégias conforme avança.

Uma bagunça viciante

As missões seguem a estrutura clássica dos roguelikes, normalmente exigindo sobrevivência por um tempo determinado, enquanto enfrentamos ondas crescentes de inimigos. Ao fim de cada tentativa — com sucesso ou fracasso —, recebemos pontos para desbloquear novos itens e melhorias permanentes na oficina.

Essa progressão constante funciona muito bem e cria um ciclo viciante. Conforme novas armas, habilidades e equipamentos são liberados, as partidas ficam cada vez mais caóticas e divertidas. O jogador pode optar por uma abordagem mais simples ou transformar o veículo em uma máquina completamente absurda de destruição em massa.


Mesmo sendo meu primeiro jogo do gênero, a curva de aprendizado é bastante amigável. A ação é fácil de entender, mas há profundidade suficiente para incentivar experimentações e diferentes estilos de jogo.

Um motor que perde força

Apesar da diversão, a versão de Nintendo Switch apresenta alguns problemas técnicos perceptíveis. Durante minha jogatina no Nintendo Switch 2 — hardware mais potente que o Switch original —, senti quedas de desempenho frequentes, especialmente nos momentos mais caóticos, com muitos inimigos e efeitos na tela.

Mesmo utilizando o modo de taxa de quadros sem limitação, os engasgos acontecem em determinados momentos e acabam afetando parcialmente a fluidez da experiência. Não chega a tornar o jogo injogável, mas é algo perceptível, principalmente em sessões mais avançadas.


Além disso, os cenários acabam se repetindo bastante ao longo da campanha. O visual desértico domina boa parte da experiência inicial, e as variações posteriores não conseguem mudar drasticamente a sensação de repetição. A trilha sonora também cumpre apenas o básico, até por não ser a proposta do jogo, servindo apenas como uma ambientação leve.

Outro ponto que chama a atenção é a dependência de um RNG favorável nos aprimoramentos, pois, em diversos casos, a mecânica de gatcha (roleta) concedeu bônus que não eram 100% aproveitados pela estrutura de torres desenvolvida ao longo da sobrevivência.

Um passeio pelo apocalipse

Zombie Rollerz: The Last Ship entende perfeitamente sua proposta: oferecer diversão rápida, exagerada e descompromissada. Mesmo sem reinventar o gênero, o jogo consegue se destacar graças à mistura de ação frenética, gerenciamento simples e um ótimo senso de humor.


As limitações técnicas da versão de Nintendo Switch e a repetição visual impedem que a experiência alcance um nível ainda maior, mas isso não tira o brilho de uma jogabilidade genuinamente divertida. 
Para quem procura um roguelike acessível, caótico e cheio de personalidade, vale a pena embarcar nessa máquina de destruição zumbi — especialmente se a ideia de atropelar mortos-vivos por horas parece um bom passatempo.

Prós

  • Jogabilidade altamente divertida e muito viciante;
  • Potencial de customização da arca contempla diversas opções;
  • Combina ação desenfreada com estratégia, sem perder a graça;
  • Zumbis caricatos entregam boas doses de humor.

Contras

  • Repetição de cenários no início pode afastar novos jogadores;
  • Começo do jogo bem limitado em termos de torres e customizações;
  • Quedas de frame significativas, mesmo jogando no Switch 2 e sem limitação;
  • Aleatoriedade da mecânica de aprimoramentos compromete o desempenho.
Zombie Rollerz: The Last Ship — Switch/PC — Nota 8.0
Revisão: Mariana Marçal
Análise produzida com cópia digital cedida pela Wandering Wizard
Siga o Blast nas Redes Sociais
Victor Hugo Carreta
Fã de carteirinha da franquia Pokémon desde os oito anos de idade, teve seu primeiro contato com os monstrinhos de bolso no Game Boy Color e de lá para cá, são mais de 25 anos de alegria. Fanático por vídeo-games, gostaria de poder jogar mais tempo do que trabalha.
Este texto não representa a opinião do Nintendo Blast. Somos uma comunidade de gamers aberta às visões e experiências de cada autor. Você pode compartilhar este conteúdo creditando o autor e veículo original (BY-SA 4.0).