Análise: Stray - Edição Switch 2 mantém seu charme felino, mas é um port agridoce no console

Entre uma trilha sonora marcante e puzzles simples, a icônica aventura da BlueTwelve aposta no charme felino para superar pequenos engasgos técnicos.

em 06/06/2026

Se você tem dúvidas se um gato tem mesmo sete vidas, jogando Stray elas serão sanadas. Isso porque posso te dizer com relativa certeza que nosso amigo felino passou por poucas e boas para se manter vivo e retornar para seu bando neste jogo. Com um gameplay tranquilo e rápido, o título traz à tona a perspectiva de como é estar no corpo de um gato, misturando elementos de plataforma, exploração e puzzles. Então, sem mais delongas, vamos para a miaunálise!

Fragmentos de memórias e a busca por respostas

O jogo se inicia com nosso protagonista, juntamente com seu bando, explorando o que parecem ser ruínas de uma cidade. Ao saírem por aí investigando, o felino pisa em falso em um cano e cai em um abismo, separando-se de seus companheiros.

Ao acordar, ele percebe que está em uma cidade no fundo desse abismo, que há muito tempo parece esquecida. Na tentativa de encontrar um caminho de volta para a superfície, o protagonista se depara com um drone chamado B-12, que nos acompanha até o final da jornada.


Devo dizer que a história de Stray é bem interessante; acredito que ela seja um dos principais motivos para fazer você querer jogar até o fim para descobrir o que aconteceu com aquele mundo. B-12 possui arquivos de memórias que vão sendo desbloqueados conforme progredimos, o que torna a narrativa instigante de se completar.

A leveza dos movimentos de um gato

Já a jogabilidade é bem simples. Como estamos no papel de um gato, podemos miar, pular, arranhar e correr. Essas habilidades são usadas para resolver vários puzzles durante a jornada que, não vou mentir, são fáceis de resolver. O título como um todo não é muito difícil; acredito que a desenvolvedora BlueTwelve Studio quis entregar uma experiência tranquila, que respeita o tempo do jogador.

Porém, a sensação que fica é a de que o jogo está mais para um walking simulator felino. Devido à falta de desafio ou até mesmo de incentivos para ir atrás de todos os colecionáveis, a vontade de rejogá-lo não se faz muito presente. Já a trilha sonora do jogo, achei extremamente positiva, gostei muito! Principalmente nas partes que apresentam um pouco mais de tensão, como quando estamos fugindo dos Zurks, os “vilões” do jogo.

A performance no Nintendo Switch 2

Stray é um jogo que foi lançado no ano de 2022, chegando para o Nintendo Switch um pouco mais tarde do que para os outros consoles. E agora, neste ano de 2026, recebemos a versão para o Nintendo Switch 2 com aprimoramentos visuais e também com a utilização do modo mouse do console.

O jogo está visualmente bonito e apresenta resolução em 4K — embora você precise de uma TV compatível para aproveitar essa definição. No entanto, isso não importa tanto; o que achei que faltou nessa edição é o suporte aos 60 FPS. O título continua rodando a 30 FPS, mesmo com o hardware superior do Nintendo Switch 2. Além disso, durante a jogatina, percebi alguns travamentos até mesmo no modo dock. Claro que esses são detalhes que não atrapalham em nada a experiência geral.


O jogo também utiliza o modo mouse do console, mas achei o recurso desperdiçado. Essa função faz apenas o trabalho de movimentar a câmera, algo que o analógico direito já executa muito bem.

O saldo de uma aventura curta que ainda cativa pela perspectiva

Stray continua sendo uma experiência única e encantadora, capaz de fisgar o jogador pela curiosidade e pela excelente ambientação de seu mundo. Sua chegada ao Nintendo Switch 2 é uma oportunidade perfeita para quem ainda não conhece a jornada do felino, entregando um visual bonito em 4K que compensa, em partes, as pequenas ressalvas técnicas.

Embora a nova versão decepcione um pouco ao não alcançar os 60 FPS e traga recursos que não foram bem aproveitados — como o modo mouse —, o saldo geral ainda é positivo. O título da BlueTwelve Studio pode não oferecer um grande desafio ou um alto fator de replay, funcionando mais como um agradável "walking simulator felino", mas compensa isso com uma narrativa instigante, uma trilha sonora memorável e muito charme. Se você busca uma aventura linear, tranquila e envolvente, vale a pena dar uma chance e ver o mundo através desses olhos felinos.

Prós

  • A história do mundo esquecido e as memórias do drone B-12 são instigantes e dão um ótimo motivo para ir até o fim;
  • A trilha sonora é excelente e se destaca ao criar a atmosfera perfeita, especialmente nos momentos de fuga e tensão contra os Zurks;
  • O jogo entrega uma experiência de gameplay linear e relaxante, ideal para quem busca uma jornada tranquila e sem frustrações.

Contras

  • A falta de desafio e de puzzles complexos faz o jogo parecer um "walking simulator felino", o que diminui a vontade de jogar de novo;
  • Mesmo rodando em um hardware mais potente, o título decepciona por continuar travado em 30 FPS;
  • A performance apresenta alguns engasgos e travamentos chatos durante a jogatina, mesmo quando o console está conectado na base;
  • O uso da função de modo mouse do console foi desperdiçado, servindo apenas para mover a câmera.
Stray — Switch 2/Switch/PC/PS4/PS5/XBO/XSX — Nota: 7.0
Versão utilizada para análise: Switch 2
Revisão: Alessandra Ribeiro
Análise produzida com cópia digital cedida pela Annapurna Interactive

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Renzo Raizer
Um entusiasta do universo Nintendo, com especial interesse pelas franquias Pokémon, Mario e The Legend of Zelda. No Nintendo Blast, compartilha notícias, análises, opiniões e curiosidades com um olhar dedicado ao público nintendista, sempre buscando unir informação e paixão pelo mundo dos games.
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