Pokémon Black/White e Black 2/White 2: é possível vencer o jogo usando o time do rival?

Será que conseguimos superar os desafios da região de Unova com as mesmas equipes de nossos rivais?

em 17/06/2026

Durante anos, os rivais foram uma peça fundamental da jornada Pokémon. Alguns buscavam nos superar a qualquer custo, outros seguiam seus próprios objetivos, mas todos compartilhavam algo em comum: a ambição de se tornarem treinadores cada vez mais fortes. 

Nas versões da quinta geração, esse papel é dividido entre três personagens bastante diferentes: Cheren, Bianca e Hugh. Temos ainda o “vilão” N correndo por fora, e embora seja um antagonista de peso, não chega a ser um rival de fato.

Durante a análise das equipes dos rivais sob uma ótica mais técnica, uma dúvida paira no ar: será que eles realmente conseguiriam superar todos os obstáculos da região utilizando apenas os Pokémon que carregam consigo?

Ao longo de Unova, acompanhamos o crescimento desses personagens por meio de diversos confrontos. A cada encontro, suas equipes evoluem, ganham novos integrantes e passam por mudanças que ajudam a contar suas respectivas jornadas, seja a busca pela força, pelo autoconhecimento ou por um objetivo pessoal.

Tendo isso em mente, chegou a hora de colocar essas equipes à prova. Será que Cheren, Bianca e Hugh possuem os recursos necessários para derrotar os líderes de ginásio, as organizações vilãs, a Elite Four e os campeões? É exatamente isso que vamos descobrir.

Sem mais delongas, fiquem com o desafio dos rivais da região de Unova. Boa leitura!

Estrutura da equipe

Black/White

Para este desafio, foram selecionados os times usados tanto por Cheren como por Bianca. Ainda que a moça loira desajeitada não seja exatamente uma rival como o garoto calculista de terno azul, ambos são utilizados para fornecer um contraponto ao protagonista.

O time de Cheren é composto por Samurott, Simisear, Unfezant e Liepard. Essa construção é baseada em dano crítico, e apenas o macaco de fogo não é capaz de utilizar um movimento com essa característica.


O time de Bianca é composto por Emboar, Simisage, Musharna e Stoutland. A estrutura da equipe é causar o máximo possível em todos os turnos em que um Pokémon estiver em combate.

Black 2/White 2

O time de Hugh é um misto entre as equipes de Cheren e Bianca, sendo composto por Samurott, Simisear, Unfezant e Bouffalant. No entanto, os movesets definidos para seus comandados são bem mais elaborados e com cobertura excepcional.

Critérios da Campanha

Dividimos a jornada em três estágios para demonstrar o desempenho das equipes. Pokémon que eventualmente fazem parte do time serão usados até o momento em que seja possível batalhar novamente com o rival.

O uso das técnicas de campo (HMs) será feito por Pokémon que não fazem parte do time, salvo quando fizerem parte do moveset final. Com isso, os movimentos utilizados pelos integrantes da equipe serão os mesmos usados pela máquina, ou seja, os TMs serão usados apenas quando necessário.


A progressão de nível será feita conforme o ganho de experiência, ou seja, não limitamos os níveis dos Pokémon de acordo com os confrontos do rival.

Começo do jogo: primeiras duas insígnias

A jornada em Black/White começa de forma bastante confortável graças ao grande alcance dos tipos WATER FIRE. Hugh segue ainda mais tranquilo devido às mudanças nos primeiros ginásios nas versões Black 2/White 2.

Em Black/White, o primeiro ginásio depende diretamente do macaco elemental recebido. Como o desafio utiliza Oshawott e Tepig, Pansear e Pansage tornam-se obrigatórios para enfrentar Cilan (GRASS) e Cress (WATER) respectivamente. Já em Black 2/White 2, o primeiro ginásio é do tipo NORMAL, tendo Cheren como líder.


Pouco depois, Pidove/Lillipup e Purrloin/Muuna completam a equipe. É interessante notar como os times de Cheren e Bianca ficam prontos muito cedo, antes mesmo do segundo ginásio. Contra Lenora, o desempenho é sólido por conta da força bruta dos times superar o equilíbrio do tipo NORMAL. Em Black 2/White 2, o segundo ginásio pertence a Roxie, especialista no tipo POISON, contudo, Dewott tira de letra.

Meio do jogo: terceira a sexta insígnias

Burgh, do tipo BUG, também acaba sendo um confronto bastante favorável, já que Simisear (Cheren), Pignite (Bianca) e Pidove (Hugh) entram em campo com vantagem natural contra praticamente toda a equipe do líder. 

Durante esse trecho da aventura, Purrloin pode evoluir para Liepard, que demonstra sinais de fraqueza em relação aos companheiros. Muuna, por outro lado, sobra no quesito dano bruto, sem falar no potencial defensivo de Musharna a longo prazo.


A partir da cidade de Nimbasa, o verdadeiro potencial das equipes começa a aparecer. Os macacos elementais contribuem imensamente com cobertura defensiva e ofensiva, aproveitando sua boa velocidade para interceptar ameaças antes mesmo que elas possam reagir.

Elesa é desafiadora para os três times, pois as equipes de Cheren e Hugh possuem dois Pokémon fracos contra o tipo ELECTRIC. A equipe de Bianca se sai um pouco melhor, pois Musharna é muito poderosa nesse ponto do jogo, absorvendo bastante dano.


Clay, especialista no tipo GROUND, é facilmente superado pelas equipes por conta da cobertura superefetiva: combinação inicial + macaco elemental. Essa batalha prova o esforço da Game Freak em reforçar a utilidade dos tipos dos Pokémon iniciais combinados.

Skyla é, talvez, a líder mais fácil de ser superada pelos times rivais. Ainda que o tipo FLYING tenha vantagem contra dois membros do time de Bianca, os poderes brutos de Emboar e Musharna são excelentes. Já Cheren e Hugh apresentam um confronto equilibrado e sem grandes dificuldades.

Final do jogo: duas últimas insígnias e Elite Four

Nos momentos finais da campanha e também por conta do elenco reduzido, a experiência adquirida pelos membros supera muito o nível dos NPCs presentes, logo, mesmo que haja uma desvantagem de tipos, a diferença é abissal.

Brycen (ICE) não consegue oferecer muita resistência a ambos. Simisear e Emboar encontram uma oportunidade perfeita para utilizar seus golpes do tipo FIRE, e caso seja necessário, podem contar com o apoio singelo da equipe.


A batalha contra Drayden representa o maior desafio da campanha. Os Pokémon do tipo DRAGON possuem atributos elevados e não há movimentos superefetivos nos movesets dos integrantes de ambas as equipes, porém o nível alcançado pela equipe até esse momento ajuda a equilibrar o confronto.

Antes do último ginásio, temos um arco destinado ao Team Plasma, sendo o primeiro para que N desperte Reshiram/Zekrom e o segundo para que Ghetsis obtenha Kyurem. Em ambos, há uma grande quantidade de treinadores, logo, isso reflete diretamente no nível dos Pokémon em nosso time.


Há uma segunda mudança na estrutura de líderes: Brycen se torna um ator nas versões Black 2/White 2, e Drayden assume a sétima posição na ordem oficial. Marlon, especialista no tipo WATER, surge como o novo último líder. Simisage brilha demais nessa partida, e Bouffalant contribui bastante com dano neutro e potencial defensivo.

O oitavo ginásio também deixa evidente a principal conclusão obtida até aqui: o sucesso das equipes depende muito mais do trio formado para completar Samurott e Emboar do que dos quatro integrantes juntos. Os três membros adicionais possuem funções claras, cobrem boa parte das ameaças presentes em Unova e conseguem resolver praticamente qualquer situação encontrada ao longo da campanha.


Liepard, por outro lado, não chega a ser completamente inútil, mas passa a maior parte da aventura como o elo mais fraco da equipe, contribuindo muito menos do que os demais integrantes.

Nem mesmo com dois membros da Elite Four fracos para o tipo DARK, Caitlyn (PSYCHIC) e Shauntal (GHOST), o leopardo roxo falha em derrubar os Pokémon adversários com facilidade. Grimsley, especialista no tipo DARK, é o mais equilibrado de todos, com grande diversidade de tipos secundários.

Em geral, as batalhas contra os membros da Elite Four exigem preparo e um certo conhecimento das mecânicas do jogo. Por exemplo: Unfezant possui a habilidade Super Luck, que aumenta a chance de acertos críticos. Além disso, seu item é Scope Lens, que aumenta ainda mais essa taxa. Marshal, do tipo FIGHT, sofre muito com isso.


Sendo assim, vale a pena conferir cada movimento antes de entrarmos no palácio da Elite, a fim de verificar possíveis combinações. Em suma, Cheren aposta bastante em dano crítico, enquanto Bianca é, digamos, inconsequente, priorizando dano bruto com pouca utilidade.

Nas versões Black/White, consideramos Ghetsis o “campeão”, pois é a última batalha da história principal. Seu Hydreigon no Lv. 54 levanta suspeitas, já que a hidra noturna atinge sua forma final apenas no Lv. 61, ou seja, o líder do Team Plasma deve ter usado alguns Sharpedo, se é que me entende.

O time de Hugh foge um pouco disso em Black 2/White 2 graças aos movesets bem elaborados e cheios de cobertura. O fato de Samurott ter Ice Beam contribui bastante para o sucesso contra Iris, a nova campeã, que possui 80% do time fraco para os golpes da lontra samurai.

Veredito

Sim, é possível vencer os jogos usando os times dos rivais. Cheren e Bianca abusam da cobertura elemental nos instantes iniciais da jornada, enquanto Hugh começa lento e termina com um time altamente potente.

Assim que as equipes são finalizadas, algo que não demora muito, temos em mãos elencos enxutos, porém eficientes, cada um na sua qualidade. Honestamente, não sei dizer por que os times não possuem seis Pokémon, pois no  pós-jogo todos possuem um grupo completo e coeso.

Conforme apresentamos na segunda parte da trajetória dos rivais na franquia, os antagonistas não são mais os mesmos e há uma mudança importante na definição de seu papel na história. Houve também a redução no nível de dificuldade geral dos jogos, algo que pode ter influenciado na escolha do time reduzido durante a história principal.

Revisão: Cristiane Amarante
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Victor Hugo Carreta
Fã de carteirinha da franquia Pokémon desde os oito anos de idade, teve seu primeiro contato com os monstrinhos de bolso no Game Boy Color e de lá para cá, são mais de 25 anos de alegria. Fanático por vídeo-games, gostaria de poder jogar mais tempo do que trabalha.
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