The Adventures of Elliot: The Millennium Tales promete ser uma ambiciosa jornada através do tempo

Misturando ação à lá Zelda com mecânicas temporais, o novo Action-RPG da Square Enix promete uma jornada por quatro eras para salvar a humanidade.

em 10/06/2026

Quando The Adventures of Elliot: The Millennium Tales foi anunciado, fiquei um tanto curioso para poder jogá-lo. O jogo me chamou a atenção por ter viagem no tempo, e eu amo títulos que têm essa pegada, pois me deixam vidrado na história. Só que uma coisa me deixou com o pé atrás: o estilo de arte do jogo. Por ser em HD-2D, não posso negar que estou com um pouco de preconceito. Por que não fazer um jogo com gráficos atuais para uma franquia nova? Mas, como nunca joguei algo nesse estilo, pode ser que eu acabe quebrando a cara quando o jogo sair. Sem mais delongas, vamos ao que interessa e descobrir o que nos aguarda no novo jogo da Square Enix.

A busca por respostas através das eras

A história se passa no Kingdom of Huther, o último refúgio da humanidade em um continente infestado por tribos ferais que atacam os humanos. Para sobreviver, a humanidade conta com a magia de Selfkeeping da princesa Heuria, que cria uma barreira capaz de impedir as feras de entrarem no reino, mantendo a população longe do perigo.


Porém, a humanidade está fadada a se manter nesse pequeno reino e, caso algum dia o feitiço deixe de funcionar, a raça humana poderá ser extinta. Para evitar isso, eles precisam descobrir um meio de se manterem a salvo. É quando ruínas antigas aparecem do lado de fora do reino, fazendo com que o rei e seu primeiro-ministro convoquem Elliot, um aventureiro, para explorar o local e descobrir se algo ali pode ser útil para ajudar o seu povo.

Nas ruínas, Elliot acaba descobrindo uma porta que, ao ser atravessada, o leva de volta no tempo para quatro eras diferentes, permitindo-lhe viajar até mil anos no passado. Como a trama vai se desenrolar e de que forma essa jornada vai terminar é o que estou mais ansioso para ver.

O dinamismo da ação em tempo real moldado por fragmentos mágicos

A jogabilidade do jogo será a de um Action-RPG. Para quem não sabe, esse gênero mistura ação em tempo real com elementos de RPG. Como assim? Eu explico: o título lembra muito a dinâmica de The Legend of Zelda, onde você pode correr, pular e usar a sua espada para atacar os inimigos em tempo real, diferentemente de um RPG tradicional que normalmente apresenta batalhas por turnos. Porém, os elementos de RPG entram com a possibilidade de melhorarmos as nossas armas e equipamentos através das magicites — fragmentos de pedras mágicas que podemos combinar para criar gemas com efeitos diversos para ajudar no gameplay.

Não só isso, como também podemos equipar várias armas: espada, escudo, bumerangue, lança, arco e flecha, marreta e kusarigama. Cada uma delas tem suas próprias características e habilidades, proporcionando diferentes estratégias durante a nossa jogatina. Por exemplo: a espada pode ser usada para acertar mais de um inimigo de uma vez; já o bumerangue atinge o mesmo alvo duas vezes; e a kusarigama puxa o oponente que está longe para perto, permitindo finalizá-lo.


Além do arsenal, também temos a nossa companheira de viagem, a fada Faie, que vai nos auxiliar durante a jornada, funcionando como uma espécie de “batedor”. Com o analógico direito, podemos comandá-la para explorar o mapa, coletar itens e até mesmo atacar inimigos, além de podermos trocar de lugar com ela através de sua própria magia. Acredito que ela também será a nossa principal fonte de magia, permitindo utilizar outros feitiços. O jogo contará ainda com um modo cooperativo local, onde um segundo jogador poderá assumir o papel de Faie.

O vaivém temporal como combustível para revisitar e desvendar segredos

Segundo os desenvolvedores, o jogo também terá elementos de exploração, com caminhos alternativos e locais que só podem ser desbloqueados após adquirirmos certas habilidades durante a jogatina. Isso faz com que queiramos revisitar mapas pelos quais já passamos para poder explorar e descobrir novos segredos.


Outra característica bem legal que merece ser mencionada — e com a qual já estamos até um pouco acostumados em jogos de RPG — são as atividades secundárias por meio de side quests. Cada era que iremos explorar terá seus próprios NPCs distintos e com missões diferentes para se conferir. Algumas dessas missões podem até mesmo render itens exclusivos ou, então, informações importantes o suficiente para dar andamento à história principal.

Uma promessa de aventura que desafia o tempo e o destino da humanidade

The Adventures of Elliot: The Millennium Tales tem tudo para ser um grande e ótimo Action-RPG, trazendo uma história rica e um estilo artístico que parece combinar perfeitamente com a proposta. Como disse no início, o visual ainda não me pegou totalmente, mas, de verdade, espero que possa me arrepender disso e que, ao jogar, eu consiga ver que a escolha estética foi um acerto da Square Enix. Estou bastante empolgado com o título e espero que toda essa expectativa valha mesmo a pena!

The Adventures of Elliot: A Millennium Tales (Switch 2/PS5/XSX/PC)
Desenvolvedor: Square Enix
Gênero: RPG, Ação
Lançamento: 18 de junho de 2026
Revisão: Johnnie Brian

Siga o Blast nas Redes Sociais
Renzo Raizer
Um entusiasta do universo Nintendo, com especial interesse pelas franquias Pokémon, Mario e The Legend of Zelda. No Nintendo Blast, compartilha notícias, análises, opiniões e curiosidades com um olhar dedicado ao público nintendista, sempre buscando unir informação e paixão pelo mundo dos games.
Este texto não representa a opinião do Nintendo Blast. Somos uma comunidade de gamers aberta às visões e experiências de cada autor. Você pode compartilhar este conteúdo creditando o autor e veículo original (BY-SA 4.0).