Duas telas e memórias infinitas: como o Nintendo DS moldou minha paixão pelos videogames

Uma jornada afetiva por como o Nintendo DS transformou um garoto de 11 anos em um fã da Big N.

em 23/08/2026

O ano era 2010. Eu tinha acabado de fazer 11 anos e, pela primeira vez, ganhei um console da Nintendo! O videogame era o Nintendo DS, que mais tarde se tornaria, para mim, o melhor console da empresa. Não apenas pela biblioteca de jogos, mas pelo que ele representou na minha infância.

A descoberta das franquias da Big N

Antes de ganhar o DS, eu tinha apenas um PS2, meu primeiro console. Nele, havia um jogo que talvez muitos se lembrem: era basicamente um emulador com mais de 1000 títulos de Super Nintendo. Lembro bem que meu primeiro contato com Super Mario World e The Legend of Zelda: A Link to the Past — que viria a ser um dos melhores jogos que já joguei — foi ali, no PS2.


Foi ali que a minha paixão pelos jogos da Nintendo começou. Nessa época, passei a comprar a revista Nintendo World; ficava sempre ansioso pelo mês seguinte para ver os novos artigos e descobrir quais franquias iria conhecer.

Foi por meio da revista e da escola que me apresentaram os jogos de Pokémon do Nintendo DS. Lembro de um amigo me mostrando o jogo na casa dele, depois de fazermos um trabalho de escola, e de como me apaixonei pelo console. E claro, não só pelo portátil, mas também por Pokémon, que hoje é uma das minhas franquias favoritas por causa daquele momento.


Logo após jogar um pouco na casa dele, fui falar com a minha mãe: eu queria muito um Nintendo DS para jogar Pokémon. Na época, ela trabalhava como professora de berçário em uma escola particular e não ganhava muito, mas comprou o console usado de um colega meu de escola, pagando parcelado.

A sensação foi mágica. Eu não me separava dele para nada. Lembro de ficar mexendo na calibragem da tela, fingindo que era um joguinho, trocando os alarmes, mudando o idioma e explorando as configurações enquanto não tinha um jogo. É engraçado como a gente se divertia facilmente com qualquer coisa.

O alívio nas salas de espera

Então, pude finalmente pegar meu primeiro jogo: Pokémon Platinum. Lembro até hoje da minha equipe inicial: Torterra, Staraptor, Luxray, Golduck, Machoke e Giratina. Eu tinha o sonho de derrotar a Cynthia com esse time — e consegui! Guardo com muito carinho toda a jornada pela região de Sinnoh, que até hoje é uma das minhas favoritas.

Além disso, quando pequeno, eu ficava doente com facilidade. Era só tomar uma água gelada ou um sorvete para ir parar no hospital com infecção de garganta. Eram horas e horas esperando atendimento; cheguei até a ficar internado um dia inteiro por conta disso. Nesses momentos, o Nintendo DS foi meu melhor amigo para me distrair. Lembro de encontrar um Zubat shiny e ficar tão eufórico que até esqueci que estava doente.


Mas não parei no Platinum. Um dos que mais joguei foi, sem dúvida, Pokémon HeartGold. Foi incrível participar de 16 batalhas de ginásio e vencer a Liga uma segunda vez para poder enfrentar o Red. Depois fui para Pokémon Black & White e, nossa, que jogos incríveis! Na época, fiquei meio receoso por achar alguns Pokémon feios, mas, assim que joguei até o fim, me apaixonei por Unova.

Também foi no DS que zerei meu primeiro Zelda: The Legend of Zelda: Spirit Tracks. Foi com ele que comecei de fato minha jornada pela franquia — já que, apesar do primeiro contato com A Link to the Past, eu não tinha conseguido avançar muito na época e acabei desistindo.


Foi no portátil que conheci Inazuma Eleven. Eu já assistia ao anime na RedeTV!, mas não sabia que existiam jogos! E um detalhe: o jogo era todo em japonês. Nem lembro como entendia qual técnica usar, só sei que cheguei até o final.

Nele também joguei New Super Mario Bros. e Mario Kart DS. Nem preciso dizer o quanto fiquei viciado em Mario Kart; acho que é um dos jogos que mais joguei na vida, ao lado de Pokémon. Sabia as pistas todas de cor e fazia as curvas quase de olhos fechados. Que época boa!

O impacto de uma era única que sobrevive ao tempo

Como dá para perceber, este texto está cheio da nostalgia de um garoto que começou sua paixão pela Nintendo lá em 2010. Os anos se passaram e esse carinho só cresceu. Depois, conheci várias outras franquias da empresa da qual passei a gostar muito, como Fire Emblem, Metroid, Super Smash Bros. e Kirby. Não sou um fã tão fervoroso de todas elas, mas aproveito bastante a experiência cada vez que jogo.

Acredito que a era do Nintendo DS foi única na história da Nintendo — e entendo por que o 3DS veio em seguida para continuar esse legado. Até hoje guardo o meu DS com muito carinho, e ele ainda funciona perfeitamente!

O console de duas telas fez parte da vida de muita gente e, para mim, sempre será o melhor videogame da Nintendo. Não só pelo peso emocional que carrega, mas por ter me apresentado às franquias pelas quais sou apaixonado até hoje.


Revisão: Cristiane Amarante
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Renzo Raizer
Um entusiasta do universo Nintendo, com especial interesse pelas franquias Pokémon, Mario e The Legend of Zelda. No Nintendo Blast, compartilha notícias, análises, opiniões e curiosidades com um olhar dedicado ao público nintendista, sempre buscando unir informação e paixão pelo mundo dos games.
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